Algoritmo permite prever a diabetes gestacional mesmo antes da gravidez

Algoritmo permite prever a diabetes gestacional mesmo antes da gravidez

Algoritmo permite prever a diabetes gestacional mesmo antes da gravidez

Diabetes gestacional é o problema metabólico mais comum na gravidas. A intolerância aos carboidratos, geralmente diagnosticada entre as semanas 24 e 28, representa risco para a mãe e o bebe, mas um novo algoritmo desenvolvido no Instituto Weizmann de Ciências permite prever a diabetes gestacional mesmo antes da gravidez e assim evitá- la com mudanças no estilo de vida.

O Prof. Eran Segal da Ciência da Computação e Matemática Aplicada e os Departamentos de Biologia Celular Molecular utilizou Machine Learning para comparar mais de 2.000 parâmetros em 450.000 gestações incluindo os resultados dos exames de sangue da mulher e as histórias médicas de sua família. O algoritmo revelou que nove dos parâmetros que incluíam a idade da mulher, índice de massa corporal, histórico familiar de diabetes e resultados de seus testes de glicose durante gestações anteriores (se houver) eram suficientes para identificar com precisão as mulheres que estavam com alto risco de desenvolver diabetes gestacional. Validado em dados de outras 140.000 gestantes, os nove parâmetros ajudaram a identificar com precisão as mulheres que finalmente desenvolveram diabetes gestacional. Estas poderiam  reduzir o risco com  medidas no estilo de vida tais como o exercício e a dieta. Por outro lado, as mulheres identificadas como de baixo risco poderiam ser poupadas do custo e da inconveniência do teste de glicose.

 

O estudo publicado no Nature Medicine analisou dados da maior organização de saúde de Israel, a Clalit Health Services. Demonstrou a utilidade de BIG DATA dos registros eletrônicos de saúde, para previsões de doenças personalizadas que podem levar a medidas preventivas e terapêuticas.

Clique aqui para acessar o questionário de autoavaliação para diabetes gestacional.

 

Saiba mais: New algorithm predicts gestational diabetes

 

 

 

Enzima – aquecimento global

Aquecimento global: as vias diplomáticas não estão funcionando. Será que a biotecnología vai salvar a humanidade?

 

Em artigo do Prof. Ricardo Giordano da USP, o blog de ciência de O globo, anuncia esta semana um avanço importantíssimo do Instituto Weizmann.

“Cientistas pelo mundo não se cansam de nos alertar sobre os perigos do aquecimento global, se não controlarmos as emissões de gases que causam o efeito estufa. Aumento das temperaturas globais, agravamento de fenômenos meteorológicos como tufões e alagamentos causados por chuvas mais intensas, sem mencionar o aumento no nível dos mares e oceanos, fruto do descongelamento das calotas polares. Dentre os gases causadores do efeito estufa, um dos mais mencionados é o dióxido de carbono, CO2….
Na última semana de novembro, na revista Cell, pesquisadores israelenses dos institutos Weizmann e Israel de Tecnologia reportaram um passo importante que poderá auxiliar-nos neste desafio: a captação de CO2 por microrganismos

 

O artigo é assinado pelo Prof. Ricardo José Giordano – Professor associado do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Doutor em Bioquímica e Biologia Molecular. Pós-doutorado MD Anderson Cancer Center (Texas, EUA) no prestigioso blog de ciencia de O Globo, que publica artigos de divulgação científica, resenhas sobre os progressos das ciências exatas e humanas e análises de políticas públicas com o objetivo declarado de estimular a Ciência no Brasil.

 

 

Leia mais: Rubisco:  a enzima que pode nos salvar do aquecimento global

Carta Retrospectiva 2019

Caros Amigos,

Estamos fechando 2019 – o ano em que o Weizmann ficou no #2 lugar no mundo e o que o Brasil teve presença mais marcante, façamos juntos uma retrospectiva!

O Instituto Weizmann de Ciências ficou em segundo lugar no mundo no ranking de qualidade científica Nature Index normalizado. Isso significa que, da sua produção científica total, o número de artigos publicados em revistas de alta qualidade foi tão impressionante que perdeu apenas para o laboratório Cold Spring Harbor de Nova Iorque. Este ranking ilumina os institutos menores que estão, proporcionalmente, superando as potências de pesquisa. O Instituto Weizmann de Ciências também se classificou como número 1 em Israel.

Cientistas do Weizmann alcançaram grandes êxitos. A lista é longa, mas para citar apenas alguns, a pesquisa que relacionou os microrganismos do intestino com a progressão da Esclerose lateral amiotrófica, o desenvolvimento de uma bactéria que  “come” CO2, de grande importância para o meio ambiente, e a liderança, junto à Agência Espacial de Israel no projeto internacional ULTRASAT, para procurar explosões cósmicas e buracos negros.

Foi também o ano em que dois cientistas foram agraciados com o prêmio EMET, de grande prestígio em Israel. Os dois pesquisadores, aliás, já estiveram no Brasil: Profa. Michal Schwartz e o Prof. Yair Reisner. Em 2019 muitos cientistas do Weizmann vieram ao Brasil: Prof Josef Yarden, referência internacional em pesquisa em câncer (São Paulo), Prof. Tamir Klein, o cientista que demostrou pela primeira vez a transferência de carbono e outros nutrientes entre árvores de diferentes espécies (Curitiba). O Prof. Ilan Koren, do Departamento das Ciências da Terra e Planetárias do Instituto, veio a convite da USP e da FAPESP, para um curso com o objetivo de reunir os cientistas jovens do Brasil com os pesquisadores referentes na sua área no mundo todo. A lista de cientistas passando pelo Brasil é extensa, inclui ainda Prof. David Margules, Prof. Avigdor Scherz, Profa. Michal Neeman, e o Prof. Israel Bar Joseph, que durante seus 13 anos como VP do Weizmann, visitou o Brasil inúmeras vezes estreitando laços científicos com o Brasil.

Muitas novas colaborações científicas Brasil-Weizmann se estabeleceram, dando-se destaque ao apoio da FAPESP e Instituto Serrapilheira. O trânsito de cientistas entre Brasil-Weizmann é intenso, o que nos enche de alegria e orgulho. Colaborações autônomas também florescem a todo momento, onde os próprios cientistas utilizam seus grants para viabilizar a pesquisa conjunta: é o caso da Profa. Ana Claudia Trocoli Torrecilhas (UNIFESP), que após muitas idas e vindas, está passando três meses no laboratório da Dra. Neta Negev-Rudski. Elas juntam expertise em doença de Chagas e malária, para avançar ainda mais as fronteiras do conhecimento.

O Weizmann Brazil Tumor Bank foi inaugurado no mês de novembro. A celebração aconteceu durante a visita da maior delegação brasileira da história no International Board Meeting que comemorou os 70 anos do Instituto. Mario Fleck, presidente dos Amigos do Weizmann do Brasil, foi agraciado durante o encontro com a maior honraria concedida pelo Instituto Weizmann de Ciências para pessoas com ideais e valores compartilhados pela instituição, tais como excelência, dedicação para melhorar a condição da humanidade e profunda paixão impulsionada pela curiosidade. Recebeu o título de doutor em filosofia honoris em cerimônia emocionante que também outorgou o título ao presidente de Israel, Reuven Rivlin, e a outras personalidades igualmente notáveis. Eles se juntaram a uma lista que inclui personalidades como Shimon Peres, Elie Wiesel, Zubin Metha, Marc Chagall, François Jacob, Severo Ochoa e Morris Kahn.

Um dos programas consolidados dos Amigos do Weizmann é o envio anual de jovens talentos para passarem o mês de julho imersos em ciência no Weizmann. A Escola de Verão – Bessie F Lawrence International Summer Science Institute – uma experiência de vida fantástica.

A cada ano o número de candidatos se multiplica – este ano foram 680, que vieram de todos os Estados, com exceção do Acre – e a qualidade dos estudantes, nos impressiona.

Os quatro estudantes premiados esse ano foram: Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Natalia Von Staa Mansur, Leonardo Azzi Martins e Patrícia Honorato Moreira. Já enviamos mais de 80 bolsistas brasileiros para esse programa, que comemorou este ano os primeiros 50 anos. O Programa Internacional Kupcinet Getz para estudantes de graduação também já conta com a nossa presença e envolvimento.

Importante destacar as oportunidades de pós-doutorado para brasileiros com o estabelecimento das bolsas Morá Miriam Rozen Gerber Fellowship e Paulo Pinheiro de Andrade Fellowship. Um crescente apoio para o intercâmbio imprescindível para o desenvolvimento da ciência do Weizmann e dos cientistas brasileiros.

O envolvimento do Brasil no estabelecimento do Instituto Integrativo para Pesquisa de Neurociência é uma nova iniciativa emblemática que visa acelerar a pesquisa em neurociência, montando e aprimorando a experiência e a infraestrutura de neurociência do Instituto, promovendo o espírito interdisciplinar e a proximidade física necessária para promover a colaboração em todos os níveis de pesquisa.

As boas notícias do 2019 são muitas, e podem ser acompanhadas através do site dos Amigos do Weizmann, assim como as redes sociais ( Facebook, Twitter, YouTube e Instagram). E possível também ouvir o novo podcast do Instituto Weizmann de Ciências Weizmann Voices!, um bate papo com cientistas, estudantes, alumni, e Amigos do Weizmann disponível em Soundcloud, Stitcher e Spotify (Inglês).

Cada um destes esforços globais, e a colaboração multidisciplinar e entre países acrescentou neste 2019 uma nova perspectiva para as contribuições do Weizmann ao mundo.

Está dando bons frutos, em benefício da humanidade.

Aproveitem a leitura do nosso último newsletter do ano, com as mais recentes notícias, e a cobertura do International Board Meeting 2019.

A física do Shofar

 

A física do Shofar

O Davison Institute, braço educacional do WIS, aproveita um dos instrumentos musicais mais antigos para ensinar física.

Soprar o shofar não é tarefa fácil. Como se produz o som? O que determina o tom? Como influi no som o cumprimento e a forma?

Para saber a resposta a estas e muitas outras perguntas, leia o artigo sobre a física do shofar (em ingles).

Saiba mais: Standing waves synagogue physics shofar

Um caminho promissor para o desenvolvimento de um medicamento contra uma doença hereditária ainda sem cura

 

Um caminho promissor para o desenvolvimento de um medicamento contra uma doença hereditária ainda sem cura

Quando a pesquisadora do Departamento de Ciências Biomoleculares do Instituto Weizmann de Ciências, Prof. Rivka Dikstein, começou a estudar um gene relacionado a inflamação, não imaginou que deixaria o mundo mais perto de ter um medicamento contra a doença de Huntington. O gene SpT5, parece ser o caminho para enfrentar esta doença, cujos primeiros sintomas aparecem lenta e gradualmente entre os 30 e 50 anos, alterando os movimentos, o comportamento e a capacidade cognitiva.

A Dra. Anat Bahat, cientista da equipe da Profa. Dikstein, achou recentemente duas moléculas que em testes com neurônios no laboratório, bloquearam a expressão do gene mutado, sem afetar o normal. Se esses resultados se confirmarem com estudos em animais e mais tarde em humanos, pode ser o caminho para o desenvolvimento de uma droga contra esta doença degenerativa.

A Doença de Huntington, também conhecida como Coreia de Huntington é hereditária, rara e ainda sem cura.

 

Saiba mais: New Molecules Precisely Target Mutant Disease Gene

 

 

Prof. David Margulies, do Laboratorio de Química Bio-orgânica em São Paulo

Na foto (de esquerda a direita), Claudia Issler Faiguenboim (Diretora dos Amigos do
Weizmann) Profa. Regina. P. Markus, (VP dos Amigos do Weizmann) Marcelo Tomaszewski,
Roxana Tabakman (Diretora de Comunicação dos Amigos do Weizmann), o cientista do
Instituto Weizmann de Ciencias Prof. David Margulies, Miguel Zweig e Itche Vasserman.

Prof. David Margulies, do Laboratorio de Química Bio-orgânica em São Paulo

O professor David Margulies Professor Associado no Laboratório de Química Bio-orgânica do Instituto Weizmann de Ciências , veio ao Brasil a convite do Prof. Helio Stefani da Universidade de São Paulo (USP) para participar de seminários no Instituto de Química e Farmácia.

O Prof. Margulies ganhou reconhecimento internacional há dois anos, quando o seu avanço foi matéria de capa na prestigiosa Nature Nanotechnology.

Ele é o criador do que foi chamado, o nariz molecular, um sistema capaz de analisar uma grande quantidade de moléculas no interior das células. É uma nova solução que gera resultados analíticos rápidos e altamente detalhados, revelando e quantificando a presença de uma série de proteínas em um único experimento. Por que ele chamou de nariz?”

Porque assim como um pequeno número de receptores olfativos permitem que o nariz humano diferencie muitos cheiros, um pequeno número de receptores moleculares permite que o dispositivo diferencie muitas proteínas”, explicou na sua palestra informal.

Sendo de escala molecular, ele concluiu “é o menor nariz do mundo”. O nariz molecular do Prof. Margulies já foi aplicado com sucesso para caracterizar ao conteúdo químico de uns medicamentos suspeitos de serem falsificados. O sistema cria uma “assinatura” multi colorida da identidade química que demostrou potencial para o estudo das alterações moleculares presente nos neurônios dos pacientes com Alzheimer.

 

Saiba mais: Prof. Margulies

 

Instituto Weizmann faz 70 anos, inaugura o Weizmann Brazil Tumor Bank e tem novo presidente

 

Instituto Weizmann faz 70 anos, inaugura o Weizmann Brazil Tumor Bank e tem novo presidente

O Instituto Weizmann de Ciências (WIS) recebeu amigos e apoiadores do mundo todo para o evento comemorativo dos 70 anos, com participação expressiva de amigos da América Latina, quase uma centena vindos do Brasil, México e Argentina.

Como o faz cada ano, na mesma data, WIS mostrou aos visitantes o seu melhor. Eventos que permitem o intercâmbio de informações entre cientistas de diferentes disciplinas e apoiadores do mundo todo, unidos pelas perguntas, e busca pelas respostas, em benefício da humanidade.

O Prof. Daniel Zajfman deu a sua última palestra como presidente, antes de passar o bastão de mando para o Prof. Alon Chen, resumindo os grandes avanços acontecidos neste tempo. A modo de exemplo, falou das consequências da revolução dos microscópios, que hoje permite fazer observações a nível de detalhe atômico e que vão muito além das ciências da vida. Hoje no Weizmann se fabricam a nano escala novos materiais, com diferentes propriedades que “nem podiam ser sonhadas”, disse ao anunciar o novo centro de Advanced and Intelligent materials.

 

 

A fusão de disciplinas é outras das marcas do WIS, e o que permite a pesquisa em Medicina preventiva personalizada, com grande participação das ciencias biológicas e das tecnologias de Big data. Mas segundo destacou o Prof. Zajfman, o essencial é a capacidade de saber fazer boas perguntas, é no Weizmann estão sempre contratando os melhores talentos. Ou criando eles. O braço educacional do intituto, que se iniciou no ano de 2001, hoje tem programas em 34 países, e Brasil é um deles.

Hoje se brinca que o português é a terceira língua mais ouvida no campus, após hebraico e inglês, pelo grande número de cientistas, estudantes e visitantes. O Weizmann Brazil Tumor Bank foi inaugurado durante a visita da delegação, e a importância dele para a ciência foi destacado na revista do instituto, com duas páginas completas. Nela se detalha a importância para pesquisa e futuros testes dos tratamentos oncológicos de ter este tipo de local adequado para armazenar mais de 150.000 amostras de tecidos humanos individualizados. A sua responsável, Profa. Yardena Samuels, explicou para os visitantes o funcionamento e relatou que o investimento já deu os primeiros frutos no campo do conhecimento.

O Instituto que começou no ano 1949 com 44 cientistas hoje tem 280 grupos de pesquisa trabalhando de forma integrada nos 243 prédios do campus, em Rehovot. A qualidade é referência mundial, sendo o segundo melhor do mundo segundo o ranking Nature (normalizado). Só no ano 2018, registraram 166 patentes. O Prof. Alon Chen, neurocientista e o 11 presidente eleito do WIS se comprometeu continuar avançando nas fronteiras do conhecimento no complexo ecossistema da excelência cientifica. Expressou o desejo de ter ainda mais contato com cientistas e estudantes do Brasil, e destacou que os pilares da sua administração serão “liberdade acadêmica, integridade e transparência”

Mario Fleck recebe o título de doutor em Filosofia honoris causa pelo Instituto Weizmann de Ciências

Mario Fleck recebe o título de doutor em Filosofia honoris causa pelo Instituto Weizmann de Ciências

Mario Fleck, presidente dos Amigos do Weizmann do Brasil, foi agraciado com o título de doutor em filosofia honoris causa pelo Instituto Weizmann de Ciências (WIS) em cerimônia que aconteceu no dia 12 de novembro de 2019, durante o 71 Annual General Meeting of the International Board do Instituto Weizmann de Ciências. O título de doutor de Filosofia honoris causa é a maior honraria concedida pelo Instituto Weizmann de Ciências para pessoas com ideais e valores compartilhados pela instituição, tais como excelência, dedicação para melhorar a condição da humanidade e profunda paixão impulsionada pela curiosidade.

O diploma é concedido anualmente a líderes no mundo da ciência, academia, arte e filantropia. Este ano o WIS concedeu a mesma honraria ao presidente de Israel, Reuven Rivlin,
aos cientistas Profa. Martha Nussbaum (EUA), Prof. Jonathan Dorfan (EUA) e Prof. Raphael Mechoulan (Israel), ao fotógrafo Alex Levac (Israel), ao rabino Adin Steinsaltz (Israel), e à diretora da Adeli Foundation (França). Eles se juntaram a uma lista iniciada no ano 1966 que inclui personalidades como Shimon Peres, Menachem Begin, Jimmy Carter, Henry Kissinger, Elie Wiesel, do mundo da arte como Zubin Metha, Arthur Rubinstein e Marc Chagall, do pensamento como Simone Weil, da ciência como Eric Kandel, François Jacob, Severo Ochoa e Rita Levi Montalcini e da filantropia como Morris Kahn. Outros brasileiros como Adolpho Bloch (1978), Dra. Regina Feigl (1982) e Samy Cohn (1994) também foram homenageados com o “Honoris Causa”.

Na cerimônia, o presidente do WIS Prof. Daniel Zajfman distinguiu Mario Fleck como “filantropo com percepção e visão” reconhecendo “no líder empresarial o seu espírito coletivo e capacidade de inspirar os outros”. Na apresentação da sua biografia, frente a centenas de personalidades do mundo todo, destacaram “o seu compromisso com a sua comunidade, en várias ONG como Parceiros da Educação, onde o setor privado se esforça para melhorar a educação pública, o Hospital Albert Einstein, a Orquestra Sinfônica, e o Comitê para a Democracia na Informação entre outros.

No pronunciamento de outorga o título foi concedido a Mario Fleck “em reconhecimento da sua liderança exemplar em incontáveis iniciativas e organizações, beneficiando problemas sociais, educação, ciência e artes, a nível local, nacional e internacional. Pela sua fervorosa dedicação, motivada por um sentido profundo de responsabilidade individual, para o bem-estar do povo judeu e o estado de Israel. E pelo seu entusiasmo e maravilhosa administração da excelência cientifica, que se manifesta no seu compromisso permanente com o Instituto Weizmann de Ciências e os Amigos do Weizmann do Brasil.”

O Professor Daniel Zajfman fez questão de lhe agradecer por ter aprofundado e fortalecido as relações com o Brasil, o que podia ser conferido na participação da delegação de 65 pessoas, entre lideranças, empresários e integrantes dos Amigos do Weizmann do Brasil.

Perfil Doutor h.c. Mario Fleck
Há mais de 12 anos à frente dos Amigos do Weizmann do Brasil, Mario Fleck ocupou várias posições de liderança na comunidade judaica do Brasil. Atualmente é presidente da CIP – Congregação Israelita Paulista, presidente do Conselho da FISESP – Federação Israelita do Estado de São Paulo, vice-presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, conselheiro do Hospital Albert Einstein, conselheiro da escola Alef, co-chair para América Latinado Instituto BILLA do AJC (American Jewish Committee).

Anteriormente, foi presidente do Conselho da EAESP-FGV, presidente do Colégio Max Nordau no Rio de Janeiro e colaborador de diversas ONGs ligadas à educação, cultura e meio- ambiente.

Graduado em Engenharia Mecânica pela PUC-RJ, no âmbito profissional atuou 28 anos na Accenture e há 15 anos é sócio da Rio Bravo Investimentos. Atuou também em diversos conselhos de empresas brasileiras de capital aberto ou privado.

O novo Dream team do Weizmann

 

O novo Dream team do Weizmann

 

Começou esta semana a nova gestão do Instituto Weizmann de Ciencias. O 11º presidente nos 70 anos de história é o Prof. Alon Chen, e junto com ele quatro novos vice presidentes. “Eles são membros de longa data da comunidade científica Weizmann que compartilham minha visão, e, apesar de sua pesquisa já rica e ativa, concordaram em vir a bordo, porque são tão dedicados a esta instituição como eu.” disse o Prof Chen no discurso durante o International Board.

Presidente Prof. Alon Chen

Nascido em Israel em 1970, o neurocientista Prof. Alon Chen, é Chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto Weizmann de Ciências e foi até recentemente diretor do Instituto Max Planck de Psiquiatria em Munique, Alemanha. Lidera o laboratório Weizmann-Max Planck de Neuropsiquiatria experimental e Neuro-genética do comportamento e é professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Ludwig Maximiliam, em Munique, Alemanha “Tive a experiência de trabalhar em um laboratório de pesquisa básica e interagir com pacientes psiquiátricos, através do meu trabalho no Instituto Max Planck, em Munique.

Estudei depressão, ansiedade e outros transtornos e doenças mentais. Testemunhar o sofrimento humano deu base a minha pesquisa e tem servido como um lembrete constante de porque precisamos de ciência. A ciência é perseguida por pura curiosidade. Mas  também serve uma missão maior: melhorar o mundo em que vivemos. Para reduzir o sofrimento e a doença. Para entender o nosso lugar no universo. Se nossa missão é melhorar o mundo em que vivemos, é claro que há muito mais trabalho a fazer.”

Saiba mais: Prof. Alon Chen é anunciado como novo Presidente do Instituto Weizmann de Ciências

Conheça a pesquisa do Prof Alon Chen: Prof. Alon Chen

Vice Presidente, Prof. Ziv Reich

Responsável pela avaliação das necessidades dos cientistas e alocação de fundos e recursos para a investigação.

Pesquisador no Departamento de Ciencias Biomoleculares, o seu laboratório de Fotossíntese e Engenharia Vegetal e Individualidade, Comunidades e Dinâmica populacional segue duas linha de pesquisa: o estudo da fotossíntese e a engenharia de plantas resistentes a seca, e a da relação entre indivíduos, comunidades, ambiente e tempo.

Conheça a pesquisa do Prof. Ziv Reich: Biomolecular Sciences

Vice-Presidente de Administração e Finanças, Prof. Alon Harmelin

Supervisionará todos os elementos de infraestrutura como recursos humanos, construção, operações e finanças. Até agora dirigia o Departamento de Recursos Veterinários.

Conheça a pesquisa do Prof. Alon Harmelin: Alon Harmelin

Vice Presidente para Transferência de Tecnologia, Prof. Irit Sagi

Atuará como Vice-Presidente de Transferência de Tecnologia. Ela será a ponte entre o Instituto e o Yeda, garantindo que as descobertas mais promissoras dos laboratórios impactem a humanidade como novas tecnologias.
A Profa. Irit Sagi, era até agora decana da Faculdade de Pós-Graduação Feinberg, e pesquisadora do Departamento de Regulação Biológica e seu laboratório desenvolveu uma droga que atenua comportamentos semelhantes ao autismo em modelos de doenças.

Conheça a pesquisa da Prof Irit Sagi: Pesquisa

Vice-Presidente de Desenvolvimento de Recursos, Prof. Roee Ozeri

Trabalhará com os comitês mundiais e gerenciará a estratégia de arrecadação de fundos, para aumentar a conscientização para Weizmann e cultivar a filantropia.

Nascido em 1969 em Israel, é pesquisador no departamento de Física de sistemas complexos. Estuda física quântica utilizando iones ultra frios.

Conheça a pesquisa do Prof. Roee Ozeri: Pesquisa

Bactéria “come” CO2

  Bactéria “come”CO2

O microrganismo desenvolvido para viver do ar poderia contribuir a criar tecnologias mais limpas.

As bactérias criadas no laboratório do Prof. Ron Milo do Instituto Weizmann de Ciências pararam de comer todos os seus alimentos sólidos normais, e passaram a viver do dióxido de carbono (CO2) do ar. O avanço permite vislumbrar o desenvolvimento de biocombustíveis neutros em carbono, métodos de produção com emissões mais baixas e até a chance de remover gás carbônico do ar. Tudo muito saudável para o planeta.

“Nosso laboratório foi o primeiro a perseguir a ideia de mudar a dieta de microrganismos que comem substâncias orgânicas (heterotrófico) para convertê-los em autotróficos (“que vivem do ar”)”, diz Milo. “Parecia impossível no início, mas ao longo do caminho aprendemos bastante e no final nós mostramos que de fato podia ser feito. Nossos resultados são um marco significativo em direção ao nosso objetivo de aplicações científicas eficientes e verdes.”

 

 

O trabalho de quase uma década de pesquisa com as bactérias E.coli, submetidas a engenharia genética e pressão evolutiva no laboratório, foi relatado na revista Cell.

Saiba mais:  Greenest diet bacteria switch eating carbon dioxide

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