32 dados do Novo Coronavírus

32 dados do Novo Coronavírus

 

 32 dados do Novo Coronavírus

 

Os cientistas Ron Milo e Yinon Bar-On do Instituto Weizmann, juntamente com pesquisadores de Berkeley, organizaram o excesso de informações sobre o novo coronavírus. Computaram o número de vírus que “nascem” cada vez que se multiplica, o grau de semelhança do genoma com os de outros vírus da mesma família, o tempo que demora para ingressar nas células, e até o número de copias do vírus que acharam nas fezes!. Para os cientistas, esses são dados importantes para o desenvolvimento de vacinas ou medicamentos. Mas para os leigos, são dados interessantes que satisfazem a curiosidade.

Diâmetro : ≈100 nm
Volume: 10 -3 femtolitro
Massa: ≈ 1fentograma
Proteínas na membrana: ≈2000 copias (medida para SARS-CoV-1)
Proteínas no Envelope: ≈20 copias (100 monomeros, medido para TGEV coronavirus)
Proteínas no núcleo: ≈1000 copias (medida para SARS-CoV-1)
Cumprimento espícula: ≈10 nm
Espículas por virión: ≈100 (medida para SARS-CoV-1) (300 monomeros)
Número de genes: 10-14
Número de proteínas: 24-27
Taxa de evolução. Substituições de nucleotídeos (nt.) por ano: ~10 -3 nt -1 ao ano -1 (medida
para SARS-CoV-1)
Taxa de mutação Substituições de nucleotídeos (nt.) por ciclo : ~10 -6 nt -1 ciclo -1 (medida
para MHV coronavirus)
Identidade nucleotídica com Coronavirus de morcego – 96%; de pangolim 91%; coronavirus
resfriado comum 50%
Entrada do vírion na célula: ~10 min (medido para SARS-CoV-1)
Fase eclipse: pós a penetração, em que ainda não é detectada nenhuma partícula viral : 10
horas
Tamanho de rompimento: ~ 1000 virions (medido para MHV coronavirus)
Valores máximos observados após diagnóstico em:

  • Nasofaringe: 10 6 -10 9 RNAs/swab
  • Garganta: 10 4 -10 8 RNAs/swab
  • Fezes: 10 4 -10 8 RNAs/g
  • Escarro: 10 6 -10 11 RNAs/mL

Anticorpos surgem no soro após: ≈10-20 dias
Manutenção de anticorpos: ≈2-3 anos (medido para SARS-CoV-1)
Estabilidade Viral no Ambiente (Relevância para segurança pessoal não está clara)
Meia-vida Tempo para decair 1000-vezes em
Aerossóis: ≈ 1 h. ≈4-24 h.
Superfícies ≈1-7 h. ≈4-96 h.
Ex.: plástico, papelão e metais.
(Baseada na quantificação de virions infecciosos. Testado a 21-23°C e umidade relativa do ar entre 40-65%. Números podem variar entre condições e tipos de superfícies)
Número básico de reprodução, (número de casos gerados diretamente a partir de um único caso) R0: tipicamente 2-4 pessoas, mas pode variar de acordo com local e tempo
Período de incubação (mediana): ≈5 dias (99% ≤ 14 dias, exceto assintomáticos)
Período de latência: ≈3 dias
Período infeccioso: ≈4 dias
Recuperação: casos leves: ≈2 semanas/casos graves: ≈6 semanas
A variação entre indivíduos é considerável e ainda não está bem caracterizada. As estimativas são feitas a partir de parâmetros ajustados para a população média da China e não descrevem essa variabilidade
O símbolo ≈, que representa “aproximadamente” , o símbolo ~ indica “ordem de magnitude”, ou acurácia dentro de um fator de 10.

Fonte:  elifesciences.org
Saiba mais: Covid19 – Os outros números que importam

Zoom meeting with the Vice President for Resource Development

Em um encontro ao vivo com os Amigos do Weizmann da América Latina, o Vice-Presidente do Instituto Weizmann de Ciências, Prof. Roee Ozeri, fez importantes reflexões e trouxe uma atualização sobre como os cientistas avançaram em busca de soluções urgentes para a pandemia e como o Instituto rapidamente se tornou um epicentro de esforços.

Prof. Ozeri também apresentou sua visão para as prioridades de longo prazo do Instituto. São tempos extraordinários, mas os cientistas do Weizmann perceberam de forma imediata onde a sua expertise podia fazer diferença, e já têm conseguido grandes avanços em alguns dos 66 projetos direcionados para o novo Coronavírus que se desenvolvem no campus. Um deles, com uma droga contra a leucemia, estaria próximo a iniciar ensaios clínicos.

Os pesquisadores das diversas áreas colaboram como nunca antes em projetos internacionais, alguns deles de ciência aberta, o que significa sem patentes, sem royalties, dados abertos para que as colaboração sejam mais rápidas e eficientes.

 

E cientes ainda de que a informação é essencial nesse momento, o Weizmann também investiu recursos na área de educação.

Roee destacou a rapidez em que cada membro do Instituto Weizmann de Ciências avaliou como podia aproveitar sua expertise, e como pesquisadores que não são virologistas iniciaram ações em várias áreas críticas. Hoje há 66 projetos de pesquisas colaborativas com o objetivo de gerar em meses o que, em outras circunstâncias, levaria anos.

O Weizmann está trabalhando para fazer testes mais eficientes, para desenvolver medicamentos e vacinas, e para aproveitar em benefício da humanidade todo o conhecimento em inteligência artificial e ferramentas computacionais necessários para trabalhar com Big Data. Muitos projetos já deram frutos para enfrentar a pandemia do novo Coronavirus. Com tempo limitado para a exposição, o Prof. Roee Ozeri destacou seis projetos nascidos do enfoque interdisciplinar, que norteia a pesquisa no Instituto.

Um exemplo é o de cientistas que nunca enfrentaram vírus nas suas pesquisas prévias, mas aproveitaram a sua expertise revolucionária de genética de células únicas para criar uma ferramenta mais eficiente, barata, rápida e de maior acurácia para aumentar 10 vezes a capacidade de testagem do novo coronavirus. E um especialista em estrutura das proteínas que no mês de fevereiro recebeu da China uma molécula do vírus e, desde então, em um trabalho de colaboração internacional de ciência aberta sem precedentes, está criando novas moléculas para enfrentar a infecção. Estas novas moléculas são fabricadas, selecionadas, testadas e melhoradas para iniciar um novo ciclo. “Estamos na segunda geração, provavelmente haverá uma terceira e uma quarta, mas tenho confiança que em alguns meses começaremos as provas em animais.”

Uma outra equipe está reavaliando, para Covid 19, moléculas que já existem para enfrentar a doença. Este enfoque tem a grande vantagem que, ao serem drogas conhecidas e certificadas, não precisam passar de novo por testes de segurança em animais. “Uma molécula utilizada para leucemia teve 100% de sucesso em deter a reprodução do vírus em células de cultura, e imediatamente será iniciado o ensaio clínico em humanos”, anunciou.

O Prof. Roee comentou também o trabalho em inteligência artificial na área da nutrição que foi redirecionado para criar questionários sobre sintomas. “Já foi implementado em vários países e esta semana tinham disponíveis os resultados de dois milhões e meio de pessoas.” Já no início, este enfoque permitiu identificar precocemente surtos em Jerusalém e cidades árabes do norte de Israel e assim enviar rapidamente a recomendação de testagem.

“Sabemos que a informação empodera as pessoas”, disse o professor Roee ao falar do projeto de informação científica de alta qualidade que está sendo divulgado n
“Stuck at home” website em hebraico, árabe, ingles e espanhol.

Respondendo a perguntas dos participantes expôs que “são tempos extraordinários, estamos frente a uma doença que provavelmente tenha um 1% de fatalidade, são grandes números”. Comentou dos Think Tanks que estão pensando estratégias de saída do lockdown, um deles liderado por pesquisadores do Instituto Weizmann e acrescentou a informação de que em Israel se calcula que poderão aliviar as medidas de isolamento só quando não se superam os 100 novos casos diários. É quando o número de casos poderá estar dentro das possibilidades da capacidade do sistema de saúde. Disse também que “tudo indica que nas pessoas que foram infectadas, a proteção imunológica seria suficiente por 2-3 anos, com um máximo provável de 10 anos.”

O Professor Roee falou com muita clareza do que se sabe, mas também do que ainda não se sabe. E indicou que mesmo com um grande vácuo no conhecimento do comportamento do vírus, espera se que as epidemias pelo novo coronavírus sejam cíclicas “Temos que usar o tempo com inteligência, para nos prepararmos para a segunda onda”.

Agradeceu aos amigos do mundo que colaboraram financeiramente com o Coronavirus Response Fund, e compartilhou a ansiedade de todos de ter resultados urgentes. “Mas a ciência superficial não serve. É preciso se aprofundar na natureza para respostas efetivas”.

“Temos que ter isso presente toda vez que os governos discutam sobre a ciência e a educação cientifica”, disse e reflexionou também sobre as diferentes direções que tomam os políticos e os científicos. “Os políticos têm tendência a separar, polarizar, extremar a concorrência entre países, e a pandemia segregou o mundo ainda mais. Mas no mundo científico, foi o contrário. Os cientistas estão colaborando como nunca, porque sabemos que se trabalhamos juntos, as chances de sucesso são maiores”.

Cientistas do Weizmann desenvolvem um teste simples de recuperação da consciência

  Cientistas do Weizmann desenvolvem um teste simples de recuperação da consciência

 

Se uma pessoa inconsciente responde ao cheiro através de uma pequena mudança em seu padrão do fluxo de ar nasal – é provável que ela recupere a consciência. Esta é a conclusão de um novo estudo conduzido por cientistas do Instituto Weizmann e publicados na revista Nature.  100% dos pacientes inconscientes com lesões cerebrais que responderam a um “teste de cheiro” desenvolvido pelos pesquisadores, recuperaram a consciência durante o período de quatro anos de estudo.

Os cientistas acham que este teste simples e barato pode ajudar os médicos a diagnosticar e determinar com precisão planos de tratamento de acordo com o grau de lesão cerebral dos pacientes

 

Os cientistas acham que este teste simples e barato pode ajudar os médicos a diagnosticar e determinar com precisão planos de tratamento de acordo com o grau de lesão cerebral dos pacientes. Os cientistas concluem que essa descoberta mais uma vez destaca o papel primordial do olfato na organização cerebral humana. O sistema olfativo é a parte mais antiga do cérebro, e sua integridade fornece uma medida precisa da integridade geral do cérebro.

Após lesão cerebral grave, muitas vezes é difícil determinar se a pessoa está consciente ou inconsciente, e os testes diagnósticos atuais podem levar a um diagnóstico incorreto em até 40% dos casos. “O diagnóstico errado pode ser crítico, pois pode influenciar a decisão de desconectar os pacientes das máquinas de suporte de vida”, diz o Dr. Anat Arzi, que liderou a pesquisa. “Em relação ao tratamento, se for julgado que um paciente está inconsciente e não sente nada, os médicos podem não prescrever analgésicos que possam precisar.” Arzi iniciou esta pesquisa durante seus estudos de doutorado no grupo do Prof. Noam Sobel do Departamento de Neurobiologia do Instituto Weizmann de Ciências e continuou como parte de sua pesquisa de pós-doutorado no Departamento de Psicologia da Universidade de Cambridge.

O “teste de consciência” desenvolvido pelos pesquisadores – em colaboração com o Dr. Yaron Sacher, Chefe do Departamento de Reabilitação de Lesões Cerebrais Traumáticas do Hospital de Reabilitação de Loewenstein – baseia-se no princípio de que nosso fluxo de ar nasal muda em resposta ao odor; por exemplo, um odor desagradável levará a cheiros mais curtos e rasos. Em humanos saudáveis, a resposta pode ocorrer inconscientemente tanto na vigília quanto no sono.

O estudo incluiu 43 pacientes com lesões cerebrais no Hospital de Reabilitação de Loewenstein. Os pesquisadores colocaram brevemente frascos contendo vários odores sob os narizes dos pacientes, incluindo um cheiro agradável de xampu, um cheiro desagradável de peixe podre, ou nenhum odor. Ao mesmo tempo, os cientistas mediram precisamente o volume de ar inalado pelo nariz em resposta aos odores. Cada frasco foi apresentado ao paciente dez vezes em ordem aleatória durante a sessão de teste, e cada paciente participou de várias dessas sessões.

 “Surpreendentemente, todos os pacientes classificados como em ‘estado vegetativo’ mas que responderam ao teste, depois recuperaram a consciência, mesmo que de forma mínima. Em alguns casos, o resultado do teste foi o primeiro sinal de que esses pacientes estavam prestes a recuperar a consciência – e essa reação foi observada dias, semanas e até meses antes de qualquer outro sinal”, diz Arzi.

Além disso, a resposta ao teste não só previu quem iria recuperar a consciência, mas também previu com cerca de 92% de precisão quem sobreviveria por pelo menos três anos.

O fato desse teste ser um teste simples e barato torna-o vantajoso”, explica Arzi. “Pode ser realizado ao lado do leito dos pacientes sem a necessidade de movê-los – e sem máquinas complicadas.”

Coma

Após uma lesão grave na cabeça, os pacientes podem entrar em estado de coma – seus olhos estão fechados e não têm ciclos de sono-vigília. Um coma geralmente dura cerca de duas semanas, após o qual pode haver uma rápida melhora e retorno à consciência, deterioração que leva à morte, ou pode levar a uma condição definida como “desordem de consciência”. Quando ocorre abertura espontânea dos olhos, mas não há evidência de que os pacientes estejam cientes de si mesmos ou de seus arredores, eles são então diagnosticados como estando em um “estado vegetativo”

Mas se o paciente apresentar sinais consistentes de consciência, mesmo que sejam mínimos e instáveis, será classificado como estando em um “estado minimamente consciente”. A ferramenta de diagnóstico padrão-ouro para avaliar o nível de consciência é a Escala de Recuperação em Coma (Revisada), que examina respostas a vários estímulos: movimentos oculares ao rastrear um objeto, virar a cabeça em direção a um som e resposta à dor, entre outros. Uma vez que a taxa de erros de diagnóstico pode chegar a 40%, recomenda-se repetir o teste pelo menos cinco vezes.

No entanto, o diagnóstico errado também pode ocorrer quando o teste é realizado repetidamente. “Em um estudo bem conhecido, um paciente diagnosticado como estando em ‘estado vegetativo’ após um acidente de carro foi escaneado em uma máquina de ressonância magnética. Enquanto estava no scanner, os pesquisadores pediram à paciente para imaginar que ela estava jogando tênis e observaram que sua atividade cerebral era semelhante à atividade cerebral de pessoas saudáveis quando também se imaginavam jogando de tênis. De repente, eles perceberam: ‘espere um minuto, ela está lá. Ela nos ouve e está respondendo aos nossos pedidos. Ela simplesmente não tem como se comunicar'”, diz Arzi.

“Também há casos conhecidos de pessoas que foram diagnosticadas em ‘estado vegetativo’, mas quando recuperaram a consciência, puderam contar em detalhes o que estava ocorrendo enquanto supostamente vegetativo. Diagnosticar o nível de consciência de um paciente que sofreu uma lesão grave na cabeça é um grande desafio clínico. O teste de cheiro que desenvolvemos pode fornecer uma ferramenta simples para enfrentar esse desafio.”

 

Leia mais: Weizmann Institute Scientists Develop “Sniff Test” that Predicts Recovery of Consciousness in Brain-Injured Patients

IA para personalizar educação científica remota

IA para personalizar educação científica remota

Reúne dados em tempo real de alunos, analisa o desempenho e oferece tarefas de acompanhamento direcionadas.

Especialistas do Departamento de Ensino de Ciências do Instituto Weizmann, criaram uma plataforma de tecnologia de aprendizagem chamada PeTeL (abreviação de Ensino e Aprendizagem Personalizada) que reúne dados em tempo real de alunos. Conhece o que eles sabem e não sabem, analisa o desempenho dos alunos usando algoritmos de inteligência artificial (IA) e oferece tarefas de acompanhamento direcionadas, de acordo com as metas definidas pelo professor.

Lançado em 2016 como um piloto limitado envolvendo um pequeno número de professores, hoje é usado em centenas de salas de aula de ciências de Israel e desde o início da pandemia tem servido como a principal plataforma de ensino a distância para mais de 9.000 estudantes do ensino médio que estão se preparando para exames de alto nível em física, mais 2.000 estudantes de química e 1.000 estudantes de biologia.

Um recurso importante para professores que buscam fazer o melhor uso das tecnologias de ensino para os alunos em isolamento social.

Leia mais: Digital Science Education

Weizmann Live Talks 20.04.20 – A ciência brasileira atuando no momento Covid-19

Weizmann Live Talks 20.04.20
A ciência brasileira atuando no momento Covid-19.

Organizado pelos Amigos do Weizmann do Brasil, a Profa. Regina Pekelmann Markus e o Prof. Luiz Vicente Rizzo participaram do evento virtual em que ofereceram um panorama sobre como a ciência brasileira está atuando nesse momento, da ciência básica ao leito do paciente.

A Profa. Regina é Pesquisadora Sênior e Membro do Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, fundação pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Ela é também professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e Vice-Presidente dos Amigos do Weizmann Brasil. O Prof. Luiz Vicente Rizzo, médico e ex professor da Universidade de São Paulo, Diretor Superintendente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.

 

Pontos principiais comentados pelos pesquisadores:

A professora Regina mostrou como funciona hoje no Brasil a estrutura geral dos financiadores da ciência e dos cientistas. Explicou quais são as principais fontes de recursos, tanto a nível federal como estadual, como as do âmbito privado. Explicou as peculiaridades e as diferenças entre os fundos da CAPES, destinados a formação dos cientistas, aos destinados diretamente para a produção científica e inovação como os recursos da CNPq, FINEP, EMBRAPII, FNDCT, Ministério da Saúde e BNDES. A nível estadual, a Profa. Regina colocou em valor as Fundações de amparo a pesquisa estaduais, com destaque ao trabalho que desenvolve a FAPESP, do Estado de São Paulo. E ofereceu alguns exemplos novos e históricos de investimento privado, com ênfase ao trabalho de pesquisa científica que é desenvolvido no Hospital Einstein.

Do esforço do país todo para enfrentar o Covid-19 com a ciência, ela passou para o mundo sub-microscópico das células. Fez um resumo do que se sabe acerca dos mecanismos que utiliza o vírus SARS CoV2 para produzir a infecção, e na sequência a doença Covid-19. E nomeou algumas das moléculas que estão se estudando, como a melatonina, e qual é a lógica e as evidências atrás do conceito. Explicou o que há de mais inovador e complexo, mas de forma fácil para o público leigo.

A participação do Prof. Rizzo destacou a prática médica, de como o Hospital Einstein estava se preparando para a chegada dos casos desde o mês de janeiro, situação que os permitiu receber o primeiro caso no final de fevereiro já com prévias simulações de como lidar com pacientes infectados.

Comentou alguns dos 18 projetos de pesquisa em andamento pela equipe de 30 pesquisadores do hospital- com protocolos comparilhados com outras instituições – e 4 projetos em animais. Salientou que ainda há mais quatro projetos de pesquisa aguardando aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O Prof. Rizzo exemplificou os altos custos da pesquisa científica com um exemplo esclarecedor: “Cada bolsa de plasma custa 500 dólares”.

As pesquisas do Einstein não envolvem apenas potenciais soluções terapêuticas, como as de hidroxicloroquina ou plasma, e outras focadas nos processos de anti–coagulação e imuno-modulacao. Outras procuram obter melhorias nas técnicas de diagnóstico, e há também três projetos de intervenção em saúde mental para ver quais são os métodos mais eficientes para enfrentar o burn out nos profissionais da saúde que trabalham na UTI, intervenção para pessoas em isolamento e para pacientes internados. Ele fez questão de mencionar o que chamou de “arcabouço de suporte a pesquisa”, comitês de ética, biossegurança, e o biotério, onde há ovelhas e porcos para fazer a validação de ventiladores mecânicos, e o Núcleo de Inteligência, que todos os dias faz o resumo dos novos conhecimentos que se produzem no mundo sobre SARS-CoV2 e a doença covid-19.

Das perguntas mais “urgentes” respondeu que prevê o pico entre os dias 3 e o 20 de maio, e que como a epidemia está migrando a grupos mais pobres e as UTIs públicas já estão ficando lotadas, o maior determinante na sobrevida dos pacientes será a chegada em tempo ao hospital. Relatou problema derivados da testagem, como a variabilidade na qualidade dos swab até a fiabilidade os testes disponíveis no Brasil.

“Os testes são aprovados pela ANVISA, mas não são validados. Dos 12 que testamos, 10 eram inaceitáveis, um deles que foi o escolhido era apenas aceitável. As estratégias de saída do isolamento tem que embutir um erro nos testes de ao menos 30%”’ afirmou. Foi taxativo também ao afirmar “os dados da China não batem com o que aconteceu depois na Europa ou em Nova York, o vírus deve ter surgido provavelmente em setembro e em número maior do que o divulgado” . Definiu o isolamento social como uma situação razoável, e mencionou a cidade de Los Angeles como exemplo de que o isolamento funciona.

Um dos pontos essenciais das apresentações foi a menção que a história teria sido diferente se as pesquisas feitas sobre SARS e MERS não tivessem se descontinuado quando não houve mais casos em humanos. “Mesmo com líderes como Bill Gates e Barack Obama alertando do cenário de uma possível pandemia, isto não foi incorporado como preocupação pelos grandes líderes”- frisou o Prof. Rizzo.

Mario Fleck, presidente dos Amigos do Weizmann Brasil, ressaltou que “a grande saída para recuperar a vida econômica virá da ciência”, a finalizou “hoje aprendemos que se tivéssemos investido na continuidade de uma pesquisa, não teríamos a paralisia de hoje. Não podemos repetir esse erro jamais.”

Assista na íntegra: Youtube

André Menezes Strauss (BR) e Elisabetta Boaretto (IL)

Crédito da foto: Erica Banya

André Menezes Strauss
Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP

UNICAMP: Laboratório de Biologia Molecular do Exercício (LABMEX)

O Prof. Dr. André Menezes Strauss é arqueólogo e geólogo, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e coordenador do Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva e desenvolveu o projeto conjunto com a professora Elisabetta Boaretto.

O Professor André recebeu o prêmio 2019 Excelência para Novas Lideranças, concedido a docentes com até 40 anos de idade que se destacam pelo impacto de sua pesquisa científica, artística ou cultural (categoria Humanas). É graduado em Ciências Sociais pela PUC-SP (2006) com mestrado na USP e doutorado e pós doutorado em Ciências Arqueológicas na Alemanha.

Coordenador do projeto “Morte e Vida na Lapa do Santo: uma biografia arqueológica dos povos de Luzia”, desenvolveu um software de gerenciamento de escavação e implementou técnicas avançadas de documentação arqueológica. Como especialista em arqueologia virtual trabalha com a emergência do comportamento simbólico e coordena o projeto “Arqueogenômica do Brasil pré-colonial”, pioneiro na extração de DNA antigo de esqueletos arqueológicos do Brasil.

O projeto

“É um projeto de arqueologia cujo tema geral é a História Antiga da América. Mais especificamente, nosso objetivo é conseguir estimar a antiguidade de dois eventos marcantes na história da ocupação humana do continente: a extinção da mega-fauna e a explosão de pinturas rupestres no Brasil Central. Você sabia que nós arqueólogos não temos ideia da antiguidade das famosas pinturas rupestres do Brasil? Serão conquistas importantes se conseguirmos avançar nesses dois pontos”.

Você sabia que nós arqueólogos não temos ideia da antiguidade das famosas pinturas rupestres do Brasil? Serão conquistas importantes se conseguirmos avançar nesses dois pontos”.

O Centro Kimmel para Arqueologia do Instituto Weizmann e a Profa. Boaretto são referência mundial em datação de material arqueológico.

A história de esta parceria teve início quando, no ano 2018 o Dr. André Zular, um geólogo especializado em datação por método de luminescência, estava fazendo seu pós- doutorado no Weizmann. O Dr. Zular, que foi um dos primeiros bolsistas dos Amigos do Weizmann para a Escola do Verão do Weizmann (1982), e apresentou a Prof. Boaretto a pesquisadores brasileiros dessa área, mais especificamente com o Prof. Francisco William da Cruz, da USP. Ao mesmo tempo, uma outra equipe de cientistas buscava um arqueólogo brasileiro para ajudar a desenvolver um projeto multidisciplinar relacionando mudanças climáticas e história humana. “Aceitei o convite na hora e pouco depois tive o privilégio de passar uma semana na companhia de todos eles (Profa. Boaretto veio ao Brasil) numa etapa de campo organizada pelo Prof. Francisco no Vale do Rio Peruaçu. Para além das intersecções científicas acabamos todos nos entendo muito bem: dessa sintonia nasceu a intenção de consolidar a colaboração científica internacional que agora ganha fôlego com a aprovação desse projeto.”

Profa. Elisabetta Boaretto

Diretora do Centro Kimmel de Ciências Arqueológicas e do Laboratório D-REAMS (accelerator mass spectrometry laboratory for radiocarbon dating) que promove projetos de pesquisa que cronometram mudanças culturais, ambientais e materiais na história da humanidade, utilizando tecnologia de ponta.

Leia mais:
D-Reams
Cientista quer recontar história de Jerusalém
Para isso, pesquisadora usar

Leandro Pereira de Moura (BR) e Atan Gross (IL)

Leandro Pereira de Moura
Faculdade de Ciências Aplicadas/UNICAMP

O Prof. Leandro Pereira de Moura, da Faculdade de Ciências Aplicadas/UNICAMP, tem um projeto conjunto com o Prof. Atan Gross, do Instituto Weizmann de Ciências.

O Prof. Dr. Leandro é docente do Curso de Ciências do Esporte da Faculdade de Ciências Aplicadas – UNICAMP, dos programas de pós-graduação em Ciências da Nutrição e do Esporte e Metabolismo (UNICAMP/Limeira) e em Ciências da Motricidade (UNESP/Rio Claro).

Graduado em Educação Física e Mestre em Ciências da Motricidade pela UNESP-Rio Claro, realizou doutorado sanduíche em Ciências da Motricidade na Escola de Medicina de Harvard e na Escola de Saúde Pública de Harvard (2014) pelo Instituto de Biociências da UNESP-Rio Claro (2012). O pós-doutorado foi pela UNICAMP em parceria com a Escola de Saúde Pública de Harvard.

O projeto

“O excesso de acúmulo de gordura no fígado pode ser um sério problema se não tratado. Após o acúmulo excessivo de gordura, inicialmente, o órgão passa a ter um perfil inflamado e se não houver nenhum tipo de tratamento pode desenvolver cirrose, que quando não tratada, pode evoluir para algum tipo de carcinoma e em alguns casos levar o órgão à falência. Ainda, em pessoas obesas, somente o fato de acumular mais gordura no fígado contribui para o desenvolvimento do diabetes mellitus“, explica o Dr. Leandro e acrescenta que para o tratamento da Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica (DHGNA) não há medicamentos seguros: os médicos recomendam mudança de hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos.

“Entretanto, o modo como a prática de exercício físico faz com que ocorra redução de estoques de gordura em um órgão periférico ainda não é bem descrita na literatura. Nesse sentido, nossas equipes pretendem entender melhor como esse acúmulo de gordura acontece e, adiante, investigar como a prática de exercício físico pode beneficiar animais ou pessoas portadoras da DHGNA.

Nossas equipes pretendem entender melhor como acontecem os acúmulos de gordura e investigar como a prática de exercício físico pode beneficiar animais ou pessoas portadoras da Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica

Esta pesquisa possui um caráter translacional, ou seja, vamos investigar o acúmulo de gordura em cultura de células hepáticas e em fígados de camundongos e humanos obesos, para, adiante, investigar o papel do exercício físico aeróbio. Acreditamos que uma proteína que fica acoplada na membrana mitocondrial hepática (MTCH2) pode estar envolvida nesse processo de controle do armazenamento de gordura no órgão. Caso nossa hipótese venha a ser confirmada, num futuro não tão distante e após outras confirmações, poderemos elencar a modulação dessa proteína como um possível alvo para o tratamento da DHGNA.”

Leia também:
– Estudo mostra como o exercício de força controla o diabetes em indivíduos obesos
Musculação pode ter efeito rápido em redução da gordura no fígado, indica estudo

Prof. Atan Gross

As mitocôndrias são organelas altamente dinâmicas que desempenham papéis fundamentais em processos celulares fundamentais, e sua disfunção resulta no desenvolvimento de muitos tipos de doenças. Os principais tópicos de pesquisa do laboratório do Prof. Atan Gross estão relacionados as mitocôndrias como coordenadoras do metabolismo e a morte celular e a sua relevância para gerar doenças.

Leia mais: Prof. Atan Gross

Sergio Schenkman (BR) e Neta Regev Rudzki (IL)

Sergio Schenkman
Escola Paulista de Medicina/UNIFESP

Sergio Schenkman do Departamento de Microbiologia Imunobiologia e Parasitologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) trabalhará em forma conjunta com a professora Neta Regev Rudzki.

O Prof. Dr Schenkan é professor titular da Universidade Federal de São Paulo e membro da Academia Brasileira e Paulista de Ciências. Seus estudos foram importantes no entendimento da função de fatores de virulência de Trypanosoma cruzii, o causador da Doença de Chagas.

“Tanto a doença de Chagas como as Leishmaniose são causadas por protozoários que têm características similares e afetam as populações do Brasil, sendo que a Leishmaniose vem aumentando em Israel. Em ambas, o tratamento com remédios não é eficaz, não existem vacinas e o diagnóstico ainda é precário”.

Recentemente se verificou que estes parasitas liberam pequenas vesículas formadas por uma membrana lipídica que engloba diversos materiais solúveis em seu interior e que atuam promovendo a evolução das doenças. Porém, como elas são produzidas e o que elas fazem exatamente, não é conhecido.

O projeto

O projeto dos doutores Sergio Schenkman (BR) e Neta Regev Rudzki (IL) tratara de entender os mecanismos que levam à produção e liberação de vesículas por parasitas causadores da doença de Chagas e de Leishmanioses. A inibição da sua liberação, o seu uso para diagnóstico e imunização poderá beneficiar e ajudar a combater estas doenças parasitárias.

A equipe pretende observar como se comportam as parasitas quando se inativam determinados genes escolhidos por produzirem fatores importantes para a produção de vesículas.

A equipe pretende observar como se comportam as parasitas quando se inativam determinados genes escolhidos por produzirem fatores importantes para a produção de vesículas.

“No Brasil inativaremos os genes candidatos utilizando a nova tecnologia de edição gênica denominada de CRISPR/Cas9, que consiste em utilizar uma enzima que corta o DNA em uma posição específica dos genes e permite a sua remoção. O efeito das mutações será estudado, verificando capacidade infectiva dos parasitas e a caracterização destas vesículas que será feita nos laboratórios do Instituto Weizmann.”

Profa. Neta Regev Rudzki

A malária é uma importante doença global, e o laboratório dirigido pela Profa. Neta Regez Ruzki fez grandes avanços em direção à compreensão da biologia básica do parasita P. falciparum. “Nosso objetivo é explorar as vias de comunicação celular-célula entre os parasitas em si e seu hospedeiro humano.”

Leia mais: Profa. Neta Regev Rudzki

Três grupos de pesquisadores do Brasil e de Israel são selecionados no segundo edital do programa Weizmann – FAPESP


Três grupos de pesquisadores do Brasil e de Israel são selecionados no segundo edital do 
programa Weizmann – FAPESP. As colaborações também são apoiadas pelo Instituto Serrapilheira.

 

Três grupos de pesquisadores do Brasil e de Israel foram selecionados no segundo edital do programa Weizmann – FAPESP. As colaborações dos cientistas Leandro Pereira de Moura (BR)/Atan Gross (IL), Sergio Schenkman (BR)/Neta Regev Rudzki (IL) e André Menezes Strauss (BR)/ Elisabetta Boaretto (IL) também são apoiadas pelo Instituto Serrapilheira.

É o segundo edital conjunto do Instituto Weizmann de Ciências (WIS) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para apoiar a cooperação científica e tecnológica entre pesquisadores do Weizmann e pesquisadores do Estado de São Paulo. Desta vez, o Instituto Serrapilheira* soma forças para alavancar as importantes colaborações selecionadas.

“Sempre tive conhecimento das brilhantes pesquisas que o Instituto Weizmann desenvolve. Por estarem sempre publicando artigos de alto impacto, seus pesquisadores são muito renomados e respeitados por toda comunidade científica”, diz Leandro Pereira de Moura da Universidade de Campinas (UNICAMP). “Assim, quando a FAPESP lançou o edital de colaboração entre as instituições, enxerguei a oportunidade de estreitar nossas pesquisas aqui
do Estado de São Paulo com as do renomado instituto e com o nosso colaborador Israelense, Atan Gross que vem publicando em importantes jornais científicos como revistas da editora Nature e Cell. E a gente pode mostrar que o Brasil é um país que, apesar de ter problemas com o financiamento em pesquisas científicas, consegue realizar análises sofisticadas, desenvolver pesquisas de ponta e inovadoras, e possui grupos de pesquisas altamente capacitados e especializados com ideias arrojadas e impactantes”.

O Brasil é um país que apesar de ter problemas com o financiamento em pesquisas científicas consegue realizar análises sofisticadas, desenvolver pesquisas de ponta e inovadoras, e possui grupos de pesquisas altamente capacitados e especializados com ideias arrojadas e impactantes.

“Para nós esta colaboração possibilita ter acesso a metodologias pouco disponíveis ou existentes no Brasil”, destaca o Dr. Sergio Schenkman, da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. “Também permite podermos interagir com cientistas e alto nível, enviar estudantes e pesquisadores para treinamento e trazer os pesquisadores do Weizmann para conhecer a universidade brasileira. Esta parceria também se enquadra no esforço que a nossa
Universidade vem fazendo em se internacionalizar”.

Para o Prof. Dr. André Menezes Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP “ É sempre positivo consolidar relações entre grupos de excelência científica como a USP e o Weizmann. É uma oportunidade para intensificar o mútuo aprendizado.”

As colaborações abarcam três assuntos bem diversos: doença hepática gordurosa não-alcoólica e exercício físico, fatores de virulência de parasitas causadores da Doença de Chagas e Leishmanioses, e a cronologia do Período Arcaico no Brasil Central: estudo da megafauna do Pleistoceno e os esqueletos humanos e arte rupestre do Holoceno.

* O Serrapilheira contribuiu para a iniciativa a partir de uma parceria firmada com o Weizmann em 2018 e fez uma doação de US$ 140 mil com o objetivo de promover cooperações científicas entre pesquisadores brasileiros e israelenses.

Auto detecção da perda do olfato pode ajudar a detectar o novo Coronavírus

 

 

 Auto detecção da perda do olfato pode ajudar a detectar o novo Coronavírus

Junto com febre, tosse e falta de ar, muitos pacientes com COVID-19 relatam perda temporária do olfato. Nestas pessoas, a perda olfativa é significativamente maior que pessoas com um resfriado.  Em alguns países como a França, uma pessoa que afirma ter um súbita perda olfativa é diagnosticada com Coronavirus sem ser testada. Uma abordagem semelhante está sendo considerada no Reino Unido.

Em alguns países como a França, uma pessoa que afirma ter um súbita perda olfativa é diagnosticada com Coronavirus sem ser testada.

Com base nesses dados, os cientistas do Instituto Weizmann de Ciências, em colaboração com o Edith Wolfson Medical Center, desenvolveram o SmellTracker, uma plataforma online que permite o automonitoramento do olfato com o propósito de detectar sinais precoces de COVID-19 ou na ausência de outros sintomas.

O laboratório do Prof. Noam Sobel, do Departamento de Neurobiologia do Instituto Weizmann, é especializado em pesquisa olfativa. Os pesquisadores desenvolveram anteriormente um modelo matemático que caracteriza com precisão o olfato único de cada indivíduo, uma espécie de digital olfativa pessoal.

Com base neste algoritmo, o teste online sensorial SmellTracker orienta os usuários sobre como mapear seu olfato usando cinco aromas encontrados em todas as casas (especiarias, vinagre, pasta de dente, perfume, manteiga de amendoim, etc). O teste dura cerca de cinco minutos e é capaz de monitorar mudanças repentinas na percepção do olfato. Os pesquisadores relatam que a ferramenta que eles desenvolveram já identificou com sucesso possíveis casos de coronavírus, que posteriormente foram confirmados.

Além do monitoramento pessoal, à medida que coletam mais dados, os pesquisadores melhoram a capacidade de caracterizar uma digital olfativa única para a detecção precoce do COVID-19.

Oito cepas de Coronavirus

A perda olfativa não foi relatada na China, no entanto, estudos preliminares realizados em muitos países incluindo Israel e Irã, mostraram esse sintoma em cerca de 60% dos pacientes. Os cientistas estimam que existem atualmente oito cepas ativas do vírus. O laboratório de Sobel acredita que a perda olfativa pode ser um sintoma diferenciador das várias cepas. Se isso for confirmado, o SmellTracker será capaz de mapear geograficamente os diferentes surtos.

Além do SmellTracker, o laboratório de Sobel está distribuindo entre pacientes posivitos para o coronavírus, um questionário exclusivo e kits para raspar e cheirar scratch and smell  e mapear o olfato.

Lançado com o apoio do Ministério da Defesa, será promovido  oficialmente na Suécia, França e outros países. O teste do senso do olfato está atualmente disponível em inglês, hebraico e árabe, e em breve estará também em sueco, francês, japonês, espanhol, alemão e persa.

 

Leia mais: Self-Monitoring Sense of Smell May Help Detect Coronavirus

Próxima Página »