Torneio de física para estudantes de Ensino Médio 2020

Torneio de física para estudantes de Ensino Médio 2020

Torneio de física para estudantes de Ensino Médio 2020

The “Safe Cracking” International Physics Tournament

Data de Inscrição: 15/11/2019

Data do evento: 23-24 de Março de 2020

Local: Instituto Weizmann De Ciências, em Israel

Inscrições abertas!

Para estudantes de 2a e 3a série do Ensino Medio (grade 11th and 12th) cursando Advanced High school physics.

Imagina você estar de pé na frente de um cofre que tem lasers, fios, ímãs, e um ventilador. Você tem dez minutos para destravar, e o relógio marca o tempo que passa. Você pode decifrar o código para abrir o cadeado? O torneio internacional de física é a sua chance de provar a todos o que você é capaz.

O torneio de abrir o cofre é um processo. Com base em diferentes princípios da física, equipes de até cinco alunos constroem mecanismos de bloqueio para “cofres”. Cada grupo projeta, constrói e opera um mecanismo de trava seguro que para ser aberto depende que os princípios de física por trás dele sejam decifrados.

O objetivo do torneio é incentivar a compreensão básica dos princípios científicos e desenvolver ideias originais para implementar esses princípios. No dia do torneio, equipes de Israel e de todo o mundo apresentam os mecanismos que construíram como um desafio para as outras equipes tentarem abrir o cofre.

Saiba mais: The “Safe Cracking” International Physics Tournament

Medicina personalizada: exame de sangue para risco de câncer de pulmão


Medicina personalizada: exame de sangue para risco de câncer de pulmão

A procura por câncer de pulmão se faz escolhendo as pessoas pela idade ou tabagismo, e muitos não fumantes ficam de fora dos exames preventivos. Desconhecem assim o risco individual e iniciam mais tarde o tratamento. Agora, cientistas do instituto Weizmann de Ciências (WIS), junto com pesquisadores da Universidade de Cambridge (UK) propõem um novo protocolo de busca através de um exame de sangue. Se baseia na capacidade individual do paciente e reparar os danos no DNA.

O teste do Prof. Zvi Livneh e a doutora Tamar Paz-Elizur do departamento de Ciências Biomoleculares do WIS, considera a atividade de três enzimas reparadoras de DNA através das quais as células respondem aos danos genéticos. Na pesquisa envolvendo 150 pacientes de câncer e 143 pessoas sadias demostraram que uma pontuação baixa no índice de reparação de DNA se associava a um risco 5 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão. Além disso, no grupo dos pacientes, este teste permitiria identificar quem responde melhor a imunoterapia. Um grande avanço no caminho da medicina personalizada!

Leia mais: DNA’s smoking gun

Tamir Klein mostrou, pela primeira vez, a transferência de carbono e outros nutrientes entre árvores de diferentes espécies.

Tamir Klein mostrou, pela primeira vez, a transferência de carbono e outros nutrientes entre árvores de diferentes espécies. Ele participou do XXV Congresso Mundial da IUFRO

Tamir Klein, pesquisador do Instituto Weizmann de Ciências, foi o primeiro a observar a existência do “comércio de carbono” entre as raízes das árvores próximas. Ele virá ao Brasil apresentar um estudo que confirma que Israel sofre perda florestal atribuível à mudança climática durante o  XXV Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO), que aconteceu entre os dias 30 de setembro a 05 de outubro, em Curitiba, com palestrantes de importância global na área florestal.

A União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO, na sigla em inglês) é uma rede global de cooperação em ciências florestais que reúne mais de 15.000 cientistas de 126 países. A missão da IUFRO é promover a cooperação internacional em estudos científicos, abrangendo todo o espectro da pesquisa relacionada a florestas e árvores, para o benefício das florestas e das pessoas que dependem delas.

O Dr Tamir Klein integra um time internacional de trabalho sobre mortalidade global das árvores e, na sua palestra, que acontece no dia 02 de outubro, vai apresentar uma análise da perda florestal em Israel (1948 – 2017) atribuível às mudanças climáticas.  Ele reuniu dados de pesquisas florestais e imagens de satélites para criar o primeiro registro espacial e histórico de mortalidade das árvores em escala nacional.

Israel é um país com um mosaico de áreas florestais pequenas que ocupam 7% do território. Desde 1991 a mortalidade das árvores tem aumentado significativamente: em 24% dos eventos, a perda estava diretamente relacionada à seca, 58% ao fogo e 69% a incêndios em áreas secas. As coníferas foram desproporcionalmente mais afetadas do que as árvores nativas. Sua pesquisa confirmou o aumento desse fenômeno nas últimas décadas, e o papel dominante da seca, e abre um caminho para melhorar o monitoramento que garanta a sustentabilidade florestal à as mudanças climáticas.

O Dr. Tamir Klein estuda as florestas fazendo medições que capturam em detalhes como as árvores se adaptam à seca. Sua pesquisa eco-fisiológica descobriu como as árvores reciclam água e nutrientes entre as folhas, caules e raízes e até mostrou evidências de uma espécie de “comércio de carbono” entre as raízes das árvores próximas.

Durante seu pós-doutorado na Universidade de Basileia, Suíça, o Dr. Klein quantificou, pela primeira vez, a transferência de carbono e outros nutrientes entre árvores de diferentes espécies mostrando de forma inédita como as árvores literalmente se comunicam para se manterem  saudáveis. Em um artigo publicado na revista Science (2016) mostrou que esse “comercio” responde por até 40 % do carbono das raízes.

Como os modelos climáticos preveem que em muitas regiões do planeta as secas vão aumentar em frequência, intensidade e duração, ele pesquisa também os fatores que determinam a resistência e resiliência  à seca das arvores frutais, entre elas os limoeiros.

Nascido em Eilat, Israel, o Dr. Tamir Klein gradou- se com honras em Bioquímica e Ciência dos Alimentos na Universidade Hebraica de Jerusalém  e completou o mestrado em Ciências Vegetais e o doutorado em Ciências Ambientais no Instituto Weizmann de Ciências. Fez pós-doutorado no Instituto de Botânica da Universidade de Basileia, Suíça e depois retornou a Israel onde trabalhou como pesquisador no Centro de Pesquisa Agropecuária da organização Volcani.

Atualmente lidera um grupo de 15 estudantes e cientistas no Departamento de Plantas e Ciências Ambientais do Instituto Weizman de Ciências, e é editor de The Journal of Plant Hydraulics, e iForest, Journal of Biogeosciences and Forestry.  Na área de educação, foi professor do Departamento de Ensino das Ciências e desenvolveu cursos em Ciências ambientais e métricas de sustentabilidade para estudantes e professores do ensino médio

Weizmann Talks Escola de Verão 2019

 

Weizmann Talks 2019 17 de setembro, na CIP SP

No Weizmann Talks do dia 17 de setembro, na CIP SP, Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Natalia Von Staa Mansur, Leonardo Azzi Martins e Patrícia Honorato Moreira emocionaram o público ao dividirem as experiências dos projetos realizados durante o mês de julho no Instituto Weizmann de Ciências (WIS). Eles foram os bolsistas, patrocinados pela Associação de Amigos do Weizmann no Brasil, após um intenso processo de seleção aberto a todo país.

Durante quase duas horas, os jovens deram relatos sobre como se sentiram ao saberem que ganharam a bolsa para o programa e do projeto desenvolvido por cada um, enfatizando o acesso aos mais modernos laboratórios e a troca de experiência com mais de 80 alunos provenientes de 15 países diferentes, mas que segundo eles, são todos muito parecidos e têm em comum o mesmo amor pela ciência.

Eles também falaram sobre os passeios que fizeram por Israel, da vivência no deserto, da interdisciplinaridade que encontraram no Weizmann e da política de “portas abertas” do WIS, onde cientistas e pesquisadores de renome abriram as portas de seus laboratórios para os estudantes. Também frisaram como foi enriquecedor entender a cultura e vivenciar o dia a dia em um país tão pequeno, mas que preserva sua história e seu passado e que causa um impacto tão grande no mundo. Não faltaram agradecimentos ao Grupo de Amigos do Weizmann, por ter propiciado essa experiência inesquecível e transformadora.

O evento também contou com a presença de Rafael Carlos Alves da Lima, bolsista de 2016. Morador da periferia de São Paulo, emocionou a todos com sua história de superação. Ele, que estudou em uma “escola de lata” hoje cursa a Universidade de Dartmouth nos Estados Unidos e já viajou para mais de 100 países.

“O Brasil faz ciência de excelente nível, porém temos que tornar a ciência brasileira uma propriedade de todos os brasileiros. É isso que estamos fazendo hoje, investindo nesses jovens que tiveram uma experiência profundamente transformadora e que impactará suas vidas”, destacou a Profa. Regina P. Markus, vice-presidente dos Amigos do Weizmann e que esteve à frente de todo o processo seletivo para a Escola de Verão.

“Quando assistimos a apresentação desses jovens, e vemos o sorriso, o brilho nos olhos e os resultados alcançados, sabemos que estamos no caminho certo. Nós crescemos quando vocês crescem. Em Israel vocês tiveram oportunidade de conhecer uma realidade sem filtro, sem “fake News” e isso para nós é motivo de orgulho e engrandecimento”, complementou o presidente dos Amigos do Weizmann, Mario Fleck.

Saiba mais sobre a experiência dos bolsistas de 2019:

Leonardo tem interesse por tecnologia, mas durante o período na Escola de Verão, estudou uma proteína descoberta no Instituto Weizmann que pode causar a morte das células e assim gerar doenças. Ele disse que adorou trabalhar manipulando bactérias, cultivando células no laboratório e purificando proteínas, bem como a emoção de conhecer o pesquisador que fez a descoberta desta proteína.

Constanza trabalhou na área de pesquisa de escala atómica. Destacou como o mundo atómico é muito pequeno e exige equipamento sofisticado. Ela participou do desenvolvimento de um microscópio reverso capaz de tirar fotos da estrutura subatómica dos materiais.

Já a vivência da Natália foi na Biologia. Na sua apresentação, falou das bactérias que não produzem doenças como “amiguinhas”, as que produzem doenças como “priminhas do mal” e da pesquisa, da conveniência de “entender os inimigos para poder lidar com eles”. Estudou uma bactéria (Salmonela sp.) que reconhece um sinal quando tem por perto uma célula de defesa, e que poderia acabar com ela. Então prepara uma resposta biológica capaz de deixar a célula de defesa (chamada macrófago), segundo Natália, “mansinha”.

Patrícia, estudou sobre como as árvores sobrevivem no clima extremo de Israel, no laboratório de Ciências Ambientais. Ela, que já desenvolveu um método para despoluir lagos, emocionou-se quando relatou que nunca tinha visto o mar, e em Israel conheceu o Mar Morto, o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo. “Agora quero despoluir os mares”, concluiu.

 

 

Melanoma: importante avanço para reconhecer os pacientes que respondem melhor à imunoterapia

Melanoma: importante avanço para reconhecer os pacientes que respondem melhor à imunoterapia.

Graças aos novos tratamentos de imunoterapia, as mortes por melanoma caíram bastante nos últimos anos. Porém, muitos pacientes não respondem à terapia e a Profa. Yardena Samuels do departamento de Biologia Celular Molecular do Instituto Weizmann de Ciencias queria saber o por quê.

A sua nova pesquisa mostrou que os tumores menos propensos a ser afetados pelo sistema imunológico, o que reduz a chance de que a imunoterapia seja eficaz, são aqueles com células que se diferenciaram em subtipos mais diversificados. “Descobrimos que para prever o sucesso da imunoterapia, é melhor testar o número de subtipos de células e seu lugar na árvore filogenética do que a carga de mutações “, diz a Profa. Samuels. “Analisamos também dados dos pacientes com melanoma submetidos à imunoterapia, e encontramos uma alta correlação entre esses fatores e o sucesso do tratamento. Pretendemos usar este sistema experimental que criamos para trabalhar no desenvolvimento de protocolos personalizados aplicáveis para pacientes oncológicos. ”

Os resultados desta pesquisa, foram publicados na revista Cell, e aponta também novos caminhos para a pesquisa de vacinas contra o câncer. A investigação foi realizada em animais pelos Dr. Yochai Wolf e DR. Osnat Bartok  do Laboratorio da Profa. Samuels e participaram também cientistas dos Departamentos de Imunologia e do Centro Nacional para a Medicina Personalizada Nancy and Stephen Grand, do Instituto Weizmann de Ciências,   da Escola de Medicina Hadassah da Universidade Hebraica, do Technion, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA e as universidades de Cambridge e  de Londres (UK).

A Profa. Samuels é diretora do Weizmann–Brasil Tumor Bank.

 

Saiba mais:

Cancer Protocols: A New Approach to Predicting Treatment Outcomes

Banco de Tumores

Encontro com os alunos bolsistas da Escola de Verão do Instituto Weizmann de Ciências

Weizmann Talks

Encontro com os alunos bolsistas que retornaram recentemente da Escola de Verão do Instituto Weizmann de Ciências

Constanza Maria Reis da Siva Mariano, Natalia Von Staa, Leonardo Azzi Martins e Patricia Honorato Moreira, vão dividir as experiências e projetos dos quais participaram durante o mês de julho no Instituto Weizmann de Ciências.

Os jovens vão relatar como foi a experiência de conhecer Israel e de trabalhar em um dos melhores centros de pesquisa do mundo, vivenciando a ciência 24h por dia e imersos em constante aprendizado.

O evento é aberto ao público em geral.

Inscrição: e-mail com nome completo e RG para juliana.weizmannbr@gmail.com

Dia: 17 de setembro (terça-feira)
Horário: às 19hs30

Local: Congregação Israelita Paulista (CIP)
Rua Antonio Carlos, 653
São Paulo

Mario Fleck receberá o título de Doutor honoris causa

Mario Fleck

Mario Fleck, presidente dos Amigos do Weizmann do Brasil,
receberá o título de Doutor em Filosofia Honoris Causa do Instituto
Weizmann de Ciências.

O título de Doutor de Filosofia Honoris causa é a maior honra
concedida pelo Instituto Weizmann de Ciências para pessoas com ideais e
valores que o Instituto Weizmann compartilha: excelência, em qualquer
área; dedicação para melhorar a condição da humanidade; e profunda
paixão, impulsionada pela curiosidade.

O diploma é concedido anualmente a figuras líderes nos mundos da
ciência e da academia, da arte e da filantropia. Mario Fleck vai se juntar a
uma lista que inclui personalidades como Menachem Begin, Jimmy
Carter, Henry Kissinger, Elie Wiesel, Shimon Peres, referentes da arte
como Zubin Metha, Arthur Rubinstein e Marc Chagall, do pensamento
como Simone Weil, da ciência como Eric Kandel, Francois Jacob, Severo
Ochoa e Rita Levi Montalcini e da filantropia como Morris Kahn. Os
brasileiros homenageados em apreciação de seu impacto significativo
sobre a humanidade foram: Adolpho Bloch (1978) a doutora Regina Feigl
(1982) e Samy Cohn (1994).

A cerimônia ritual de investidura acontecerá em novembro, durante
o International Board Meeting do Instituto.

Há mais de 12 anos à frente dos Amigos do Weizmann do Brasil,
Mario Fleck ocupou várias posições de liderança na comunidade judaica
do Brasil. Atualmente é presidente da CIP – Congregação Israelita Paulista,
presidente do Conselho da FISESP – Federação Israelita do Estado de São
Paulo, vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Israel, conselheiro
do Hospital Albert Einstein, conselheiro da escola Aleph, co-chair para
América Latinado Instituto BILLA do AJC (American Jewish Committee).

Anteriormente, foi presidente do Conselho da EAESP-FGV, presidente do
Colégio Max Nordau no Rio de Janeiro e colaborador de diversas ONGs
ligadas à educação, cultura e meio-ambiente.

Graduado em Engenharia Mecânica pela PUC-RJ, no âmbito profissional
atuou 28 anos na Accenture e em seguida está há 15 anos como sócio da
Rio Bravo Investimentos. Atuou também em diversos conselhos de
empresas brasileiras de capital aberto ou privado.

Casado com Angela Brandão, tem dois filhos do seu primeiro casamento,
Debora e Michel, e três netos – Gabriel, Laila e Thomas

Satélite isreelense para entender o universo


Satélite Israeli para entender o universo

O Instituto Weizmann de Ciências e a Agência Espacial de Israel lideram este projeto internacional para procurar explosões cósmicas e buracos negros

Israel planeja construir um novo tipo de satélite científico de apenas 160 kg que será lançado no ano 2023. O ULTRASAT terá um telescópio projetado para observar o universo de uma maneira como nunca foi visto antes, ele vai operar em uma gama de luz que é normalmente invisível (ultravioleta) com um campo de visão muito grande. “Essa configuração única nos ajudará a responder a algumas das grandes questões da astrofísica”, diz o pesquisador principal,  Prof. Eli Waxman, do Instituto Weizmann de Ciências. Isso inclui o processo de formação de estrelas densas de nêutrons que se fundem e emitem ondas gravitacionais, como os buracos negros supermassivos governam seu entorno, como as estrelas explodem, de onde vêm os elementos pesados do universo, quais são as propriedades das estrelas que poderiam ter planetas habitáveis e muito mais.

Leia mais: Next-Gen Israeli Satellite to Seek out Cosmic Explosions and Black Holes

Startup produz corantes alimentares naturais “made in” Weizmann

Startup produz corantes alimentares naturais “made in” Weizmann

Devido ao número cada vez maior de consumidores que apresentam reações aos corantes alimentares artificiais, substitui-los por cores naturais, seguras e estáveis e de forma rentável, é o objetivo da Phytolon, uma nova startup que utiliza uma tecnologia desenvolvida no Instituto Weizmann de Ciências.

Há anos, o Prof. Asaph Aharoni e seu grupo no Departamento de Ciências Ambientais e de Plantas, aplicam técnicas genômicas avançadas para mapear os genes específicos de pigmentos vegetais chamados betalaínas. As betalaínas dão a cor as beterrabas e buganvílias e vão de tons de roxo escuro para amarelo. Os cientistas  criaram também a levedura  geneticamente modificada para produzir betalaínas  em quantidade. Agora o Yeda,  braço de transferência de tecnologia do Instituto Weizmann assinou o acordo de licenciamento para dar a Phytolon os direitos exclusivos desta tecnologia. A Startup já está trabalhando em escalar a produção.

Leia mais: All Natural Color

Patricia Honorato Moreira

Conheça os 4 bolsistas brasileiros da Escola de Verão do Weimann 2019

Patricia Honorato Moreira, Goiânia – GO

Tem 19 anos, durante o ensino fundamental estudou em uma escola pública do seu bairro. Aos 15 anos ganhou uma bolsa de estudos integral em uma escola particular onde teve a oportunidade de integrar um grupo de ciências e robótica, e começar a desenvolver pesquisa cientifica.

“Desde os meus 12 anos eu queria fazer pesquisa, mas não tinha apoio para desenvolver minhas ideias. Aos 15 anos, ganhei uma bolsa de estudos em uma escola particular da minha cidade, lá eu passei a integrar um grupo de ciências e robótica. Durante o tempo que passei nesse grupo, fui desafiada com questões instigantes, constantemente pensando fora da caixa e usando a ciência como minha principal ferramenta. Eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto científico para solucionar a problemática da eutrofização que vem matando milhares de animais aquáticos ao redor do mundo, usando a semente de Moringa oleifera.

Encontei uma maneira de remover os altos índices de nitrogênio e fósforo, principais causas desse processo, e assim, garantir a vida aquática em lagos e rios. Meus esforços já me fizeram deixar a periferia para apresentar meu projeto na NASA e na Universidade de Harvard.”

Esse ano, a Patricia terá a oportunidade de representar o Brasil na Intel Isef 2019 nos Estados Unidos e ICYS 2019 (International Conference of Young Scientists) na Malásia. Atualmente ela está trabalhando para expandir seu projeto para ajudar nos recentes desastres aquáticos nos Rios Paraopeba e Doce nas cidades de Brumadinho e Mariana, Minas Gerais. “É por isso que é tão importante para mim frequentar a Escola de Verão do Weizmann Institute of Science. Isso me aproximará dos meus objetivos com uma carreira na ciência, porque terei a oportunidade única de desenvolver pesquisa em um laboratório de ponta, estabelecer uma rede de contatos com cientistas de renome e compartilhar meu projeto com eles. Enquanto também irei ter uma imersão cultural com outros jovens que como eu, procuram fazer algo que beneficie a sociedade. Minha jornada científica me mostrou que pessoas como nós podem transformar o mundo em um lugar melhor.”

Leia o depoimento da Patricia.

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