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Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

Projeto Amigos do Weizmann do Brasil

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

Celebrado a cada ano em 11 de fevereiro, o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência visa promover o acesso integral e igualitário na participação feminina no desenvolvimento ciência. Os Amigos do Weizmann do Brasil homenageiam este dia com um projeto no qual 5 mulheres brasileiras que receberam bolsas de estudo oferecidas pelos Amigos do Weizmann respondem à pergunta: “Por que me apaixonei pela ciência?”

São elas: Luiza Coutinho, Carolina Eva Padilla  e Ana Clara Cassanti – ex-bosistas da Escola de Verão do Weizmann, a bióloga Tally Mergener, que participou do último Programa Internacional Kupcinet Getz para estudantes de graduação,  e a cientista Camila Freze Baez Nascimento, aluna de pós-doutorado recipiente da “The Morá Miriam Rozen Gerber Fellowship”.

Para escolher entre os melhores, é essencial que as mulheres tenham a real representatividade que lhes cabe. Se dos 75 estudantes brasileiros que participaram desde 1983 da Escola de Verão do Instituto Weizmann de Ciências com bolsa integral oferecida pela associação de Amigos do Weizmann do Brasil, 33% (25) foram mulheres, ao longo do tempo é visível como cada vez mais meninas e mulheres ocupam o devido espaço no mundo científico. Na última década (2008 a 2018) a porcentagem aumentou, foram 41% . E considerando os últimos 5 anos (2013 a 2018), as alunas superaram os alunos (52% vs. 48%).

Foi neste período que a cientista Camila Freze Baez Nascimento conquistou a bolsa de pós-doutorado “The Morá Miriam Rozen Gerber Fellowship” e a estudante Tally Mergener participou do Programa Internacional Kupcinet Getz para alunos de graduação.

O Instituto Weizmann de Ciências é reconhecido por ter um time formidável de cientistas mulheres, como a Profa. Ada Yonath, contemplada com o prêmio Nobel de Química, contudo, como destaca o Presidente do Instituto Prof. Daniel Zajfman, “é preciso agir para incluir mais mulheres na ciência, esperar que uma mudança cultural que facilite a entrada de mulheres demoraria demais, e não podemos esperar que isso aconteça para alterar a nossa realidade”. Nesse sentido, em 2007 o Weizmann lançou o Programa para o Avanço de Mulheres na Ciência e há mais de dez anos foi formado um comitê específico para o recrutamento de mulheres.

No site do Instituto há uma página especialmente destinada às mulheres (Advancing Women in Science), onde é possível encontrar informações práticas sobre o desenvolvimento de uma carreira científica com ênfase especial para as mulheres cientistas e uma vasta gama de atividades, incluindo um programa de orientação para estudantes de doutorado e fóruns para estudantes de pós-graduação.

A igualdade de oportunidades entre os gêneros na carreira científica é fundamental para o desenvolvimento de ciência de excelência em benefício da humanidade. Homenageamos todas as meninas e mulheres que se apaixonam pela ciência e buscam, a cada dia, transformar o mundo em um lugar melhor.

 

Leia mais: Women in Science

 

A inovação só vem com pessoas excepcionais

A inovação só vem com pessoas excepcionais

Entrevista Prof. Israel Bar Joseph

O vice-presidente de Relações Institucionais do Weizmann, Israel Bar-Joseph, diz que a forma de trabalhar do instituto criado há quase 70 anos não poderia ser mais distante do modelo das grandes indústrias de tecnologia. “O iPhone é um exemplo claro de inovação linear, com metas de negócio. No nosso caso, funciona diferente: acreditamos no processo não linear.” O esquema de trabalho permite associações como a que criou uma nova droga para o tratamento do câncer de próstata. Dois cientistas – um dedicado a pesquisas sobre câncer e outro a algas oceânicas – trocaram experiências e descobriram a droga Tookad, que poderá eliminar em alguns casos a necessidade de cirurgia para tumores na próstata.

Diante do histórico de transformação de inovações em patentes – que rendem um terço de seu orçamento de US$ 500 milhões –, o Weizmann não vê motivos para mudar sua forma de contratação: “Se você me perguntar quantas pessoas vou contratar no ano que vem, a resposta certa é: não sei. Vai depender muito da colheita”, explica Bar-Joseph.

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A sensibilidade das plantas

A sensibilidade das plantas

Um novo estudo do Instituto Weizmann de Ciências, mostra que as plantas ajustam a fotossíntese a mudanças rápidas de luz usando um sistema sofisticado de detecção, muito do modo que o olho humano responde a variações na intensidade da luz. Esta regulação opera em intensidades de pouca luz, quando a fotossíntese é mais eficiente, mas também mais vulnerável ao aumento repentino de luz.

O Prof. Avihai Danon, do Departamento de Plantas e Ciências ambientais, e seus colegas avaliaram a fluorescência (luz reemitida pela planta por fotossíntese não produtiva, utilizada como proxy não invasivo para medir os níveis de fotossíntese) com baixa exposição à luz. Como relatado em iScience, os cientistas viram que a fluorescência em vez de subir consideravelmente quando a luz ficou mais forte, subiu por um curto tempo em cada passo e em seguida caiu de volta para o nível inicial. Cada vez seu pico era menor do que na etapa anterior.

Os pesquisadores descobriram que quando a luz ficou mais forte, poucos fótons chegaram ao centro de reação fotossintética da planta, menor numero do que seria esperado a partir do aumento da intensidade da luz. Cada vez, os pesquisadores tiveram que dobrar a intensidade da luz para produzir o mesmo pico de fluorescência do passo anterior, um padrão típico de mecanismos sensoriais em bactérias, animais e seres humanos. As plantas têm esta estratégia para quando as circunstâncias mudam. Por exemplo, quando as nuvens vêm e vão ou quando o vento altera o ângulo das folhas ao sol.

Estas descobertas fornecem evidências de que em condições de pouca luz, os mecanismos de controle da fotossíntese assemelham-se àqueles que operam em sistemas sensoriais como o da visão humana, por exemplo.

Leia notícia completa: Plants Blink: Proceeding with Caution in Sunlight