{"id":3592,"date":"2016-08-24T13:53:27","date_gmt":"2016-08-24T13:53:27","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/site\/?p=3592"},"modified":"2017-06-01T12:33:15","modified_gmt":"2017-06-01T12:33:15","slug":"ivan-loureiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/ivan-loureiro\/","title":{"rendered":"Ivan Loureiro"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3647\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3647\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3647 size-full\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan.png\" alt=\"ivan\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan.png 350w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan-150x150.png 150w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan-300x300.png 300w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan-768x768.png 768w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan-1024x1024.png 1024w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ivan-999x999.png 999w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><p id=\"caption-attachment-3647\" class=\"wp-caption-text\">Bolsista de 2012<\/p><\/div>\n<p><u>Depoimento:<\/u><\/p>\n<p><em>&#8220;J\u00e1 no in\u00edcio de 2012, quando li o e-mail do Amigos do Weizmann falando sobre a escola de ver\u00e3o, percebi que esta era a oportunidade perfeita. Algum tempo depois, a minha alegria ao descobrir que fui selecionado para esse programa foi indescrit\u00edvel.\u00a0\u00a0Deixaria o Brasil pela primeira vez, e s\u00f3 por isso essa viagem teria um significado especial para mim. Conhecer um pa\u00eds, uma universidade, e pessoas do mundo todo&#8230; sabia que tudo isso seria maravilhoso.\u00a0Mas foi ainda mais&#8230; muito mais.\u00a0Digo sem d\u00favida nenhuma que essas f\u00e9rias em Israel foram o melhor m\u00eas que j\u00e1 passei na minha vida at\u00e9 hoje.<\/em><\/p>\n<p><em>Tenho que admitir que, acima de tudo, as pessoas que conheci em Israel foram a melhor parte desta viagem. Estar num ambiente com pessoas falando as mais diversas l\u00ednguas, e fazer amizades com israelenses, americanos, mexicanos, canadenses, ingleses, alem\u00e3es, franceses, su\u00ed\u00e7os, chineses, catal\u00e3es (n\u00e3o espanh\u00f3is), cazaquistaneses&#8230; isso simplesmente n\u00e3o tem pre\u00e7o. Pude aprender um pouco de cada l\u00edngua, e ensinar os gringos a falar portugu\u00eas tamb\u00e9m. Farei todo o poss\u00edvel para n\u00e3o perder o contato com meus amigos e amigas, pois mesmo nesse tempo curto eles conseguiram se tornar muito importantes para mim.<\/em><\/p>\n<p><em>Al\u00e9m disso, Israel \u00e9 um pa\u00eds maravilhoso. Uma vez que a maior parte das not\u00edcias que circulam na m\u00eddia s\u00e3o sobre conflitos no local, muitas pessoas t\u00eam uma imagem do pa\u00eds que n\u00e3o condiz (em nada) com a realidade. Viajar por Israel foi inesquec\u00edvel. Jerusal\u00e9m, Tel Aviv, Caesarea, Eilat, os desertos, o mar morto&#8230; todos esses lugares s\u00e3o demais. A sensa\u00e7\u00e3o de se estar no deserto (o que basicamente quer dizer no meio do nada) \u00e9 extremamente reconfortante: n\u00e3o se v\u00ea nenhum sinal de civiliza\u00e7\u00e3o, nada se movendo, nada interferindo. Numa das noites em que acampamos, pod\u00edamos ver o c\u00e9u perfeitamente&#8230; inclusive sat\u00e9lites podiam ser vistos. Olhar fixamente para o c\u00e9u limpo nos traz uma sensa\u00e7\u00e3o diferente de tudo do que estamos acostumados, e tive a oportunidade de faz\u00ea-lo v\u00e1rias vezes no deserto. A sensa\u00e7\u00e3o de boiar no mar morto tamb\u00e9m \u00e9 \u00fanica&#8230; s\u00f3 procure n\u00e3o deixar a \u00e1gua cair no seu olho (experi\u00eancia pr\u00f3pria).<\/em><\/p>\n<p><em>Quanto \u00e0 parte cient\u00edfica, pude estar pr\u00f3ximo de grandes mentes e aprender tudo o que foi poss\u00edvel. Assistimos a v\u00e1rias palestras muito interessantes, inclusive uma com Ada Yonath, a Nobel de qu\u00edmica de 2009 (foi tamb\u00e9m muito bom almo\u00e7ar a algumas mesas de dist\u00e2ncia dela&#8230; \u00e9 estranho voc\u00ea estar comendo, olhar para o lado e a Nobel estar logo ali, a 20 metros de voc\u00ea). Tivemos contato com laborat\u00f3rios equipados e pessoas apaixonadas pelo que fazem. A ci\u00eancia \u00e9 muito trabalhosa e cansativa, e \u00e9 realmente admir\u00e1vel como essas pessoas s\u00e3o capazes de repetir experimentos semelhantes todos os dias, em busca de algo novo, sendo que em 99,9% dos casos tudo d\u00e1 errado. Uma das coisas que aprendi por l\u00e1 \u00e9 que fazer ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 para qualquer um.<\/em><\/p>\n<p><em>A experi\u00eancia que tive \u00e9 inestim\u00e1vel, e tenho certeza que os pr\u00f3ximos participantes sentir\u00e3o algo semelhante.<\/em><\/p>\n<p><em>Por ora, agrade\u00e7o o Amigos do Weizmann apenas em palavras. Espero, de verdade, que um dia eu possa retribui-los de forma mais apropriada por tudo que eu aprendi com seu apoio.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depoimento: &#8220;J\u00e1 no in\u00edcio de 2012, quando li o e-mail do Amigos do Weizmann falando sobre a escola de ver\u00e3o, percebi que esta era a oportunidade perfeita. Algum tempo depois, a minha alegria ao descobrir que fui selecionado para esse programa foi indescrit\u00edvel.\u00a0\u00a0Deixaria o Brasil pela primeira vez, e s\u00f3 por isso essa viagem teria um significado especial para mim. Conhecer um pa\u00eds, uma universidade, e pessoas do mundo todo&#8230; sabia que tudo isso seria maravilhoso.\u00a0Mas foi ainda mais&#8230; muito mais.\u00a0Digo sem d\u00favida nenhuma que essas f\u00e9rias em Israel foram o melhor m\u00eas que j\u00e1 passei na minha vida at\u00e9 hoje. Tenho que admitir que, acima de tudo, as pessoas que conheci em Israel foram a melhor parte desta viagem. Estar num ambiente com pessoas falando as mais diversas l\u00ednguas, e fazer amizades com israelenses, americanos, mexicanos, canadenses, ingleses, alem\u00e3es, franceses, su\u00ed\u00e7os, chineses, catal\u00e3es (n\u00e3o espanh\u00f3is), cazaquistaneses&#8230; isso simplesmente n\u00e3o tem pre\u00e7o. Pude aprender um pouco de cada l\u00edngua, e ensinar os gringos a falar portugu\u00eas tamb\u00e9m. Farei todo o poss\u00edvel para n\u00e3o perder o contato com meus amigos e amigas, pois mesmo nesse tempo curto eles conseguiram se tornar muito importantes para mim. Al\u00e9m disso, Israel \u00e9 um pa\u00eds maravilhoso. Uma vez que a maior parte das not\u00edcias que circulam na m\u00eddia s\u00e3o sobre conflitos no local, muitas pessoas t\u00eam uma imagem do pa\u00eds que n\u00e3o condiz (em nada) com a realidade. Viajar por Israel foi inesquec\u00edvel. Jerusal\u00e9m, Tel Aviv, Caesarea, Eilat, os desertos, o mar morto&#8230; todos esses lugares s\u00e3o demais. A sensa\u00e7\u00e3o de se estar no deserto (o que basicamente quer dizer no meio do nada) \u00e9 extremamente reconfortante: n\u00e3o se v\u00ea nenhum sinal de civiliza\u00e7\u00e3o, nada se movendo, nada interferindo. Numa das noites em que acampamos, pod\u00edamos ver o c\u00e9u perfeitamente&#8230; inclusive sat\u00e9lites podiam ser vistos. Olhar fixamente para o c\u00e9u limpo nos traz uma sensa\u00e7\u00e3o diferente de tudo do que estamos acostumados, e tive a oportunidade de faz\u00ea-lo v\u00e1rias vezes no deserto. A sensa\u00e7\u00e3o de boiar no mar morto tamb\u00e9m \u00e9 \u00fanica&#8230; s\u00f3 procure n\u00e3o deixar a \u00e1gua cair no seu olho (experi\u00eancia pr\u00f3pria). 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