{"id":4195,"date":"2015-11-10T17:27:19","date_gmt":"2015-11-10T17:27:19","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/?p=4195"},"modified":"2017-05-29T16:47:31","modified_gmt":"2017-05-29T16:47:31","slug":"o-nivel-de-acucar-no-sangue-em-reposta-ao-consumo-de-alimentos-e-bastante-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/o-nivel-de-acucar-no-sangue-em-reposta-ao-consumo-de-alimentos-e-bastante-pessoal\/","title":{"rendered":"O n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue, em reposta ao consumo de alimentos, \u00e9 bastante pessoal"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4217\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg\" alt=\"\" width=\"27\" height=\"15\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg 27w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel-768x426.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 27px) 100vw, 27px\" \/> O mais abrangente estudo sobre o tema, corrobora a necessidade de recomenda\u00e7\u00f5es de dietas personalizadas<\/em><\/p>\n<p>O que apresenta a maior probabilidade de elevar os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue: sushi ou sorvete? Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Weizmann, publicada na edi\u00e7\u00e3o de 19 de novembro da revista cient\u00edfica <em>Cell<\/em>, a resposta varia de pessoa para pessoa. O estudo, que monitorou continuamente os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue de 800 pessoas durante uma semana, revelou que a resposta corporal a todos os tipos de alimentos \u00e9 bastante pessoal.<\/p>\n<p>O estudo, intitulado <em>Personalized Nutrition Project <\/em>(<strong><a href=\"http:\/\/www.personalnutrition.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Projeto de Nutri\u00e7\u00e3o Personalizada<\/a><\/strong>), foi realizado pelas equipes do Prof. Eran Segal, do Departamento de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o e Matem\u00e1tica Aplicada, e do Dr. Eran Elinav, do Departamento de Imunologia. Segal afirma: \u201cDecidimos centrar nossa aten\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue porque os n\u00edveis elevados s\u00e3o um importante fator de risco para a diabetes, obesidade e a s\u00edndrome metab\u00f3lica. As diferen\u00e7as que encontramos no aumento dos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue entre pessoas diferentes, que consumiram refei\u00e7\u00f5es id\u00eanticas, foram bastante significativas, o que valida a hip\u00f3tese de que escolhas alimentares personalizadas podem representar um aux\u00edlio mais eficiente na manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade das pessoas, em contraponto \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o de uma dieta de car\u00e1ter universal\u201d. De fato, os cientistas constataram que pessoas diferentes respondem de forma distinta tanto a refei\u00e7\u00f5es simples quanto \u00e0s complexas. Por exemplo, o n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue em um grande n\u00famero de participantes aumentou acentuadamente ap\u00f3s o consumo de uma refei\u00e7\u00e3o padr\u00e3o rica em glicose, mas, em muitos outros, esse aumento aconteceu depois do consumo de p\u00e3o de forma, e n\u00e3o depois do consumo da mesma refei\u00e7\u00e3o padr\u00e3o. Elinav: \u201cNosso objetivo nesse estudo foi encontrar fatores que explicassem as respostas pessoais no n\u00edvel de glicose no sangue devido ao consumo de alimentos. Utilizamos os dados coletados para desenvolver prescri\u00e7\u00f5es de dietas pessoais que pudessem ajudar a prevenir e tratar a obesidade e a diabetes, que figuram entre as epidemias mais graves da hist\u00f3ria da humanidade\u201d.<\/p>\n<p>David Zeevi e Tal Korem, doutorandos do laborat\u00f3rio de Segal, conduziram o estudo. Eles colaboraram com o Dr. Niv Zmora, m\u00e9dico que realiza estudos de doutorado no laborat\u00f3rio de Elinav, com a doutoranda Daphna Rothschild e a pesquisadora associada Dra. Adina Weinberger, do laborat\u00f3rio de Segal. O estudo foi pioneiro em sua \u00e1rea por ter inclu\u00eddo a an\u00e1lise de\u00a0micr\u00f3bios intestinais, coletivamente conhecidos como microbioma, cujo relevante papel na sa\u00fade bem como em doen\u00e7as\u00a0humanas foi recentemente demonstrado. Os participantes do estudo foram equipados com pequenos monitores que mediam continuamente seus n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue. Al\u00e9m disso, foram convidados a registrar tudo o que comiam, bem como fatores ligados ao seus estilos de vida, como h\u00e1bitos de sono e atividades f\u00edsicas. No geral, os pesquisadores avaliaram a resposta de diferentes pessoas a mais de 46.000 refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Levando esses m\u00faltiplos fatores em conta, os cientistas geraram um algoritmo para prever uma resposta individualizada aos alimentos, com base no estilo de vida da pessoa, seu prontu\u00e1rio m\u00e9dico, bem como na composi\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o do seu microbioma. Num estudo de acompanhamento com outros 100 volunt\u00e1rios, o algoritmo previu com \u00eaxito o aumento do a\u00e7\u00facar no sangue em resposta a diferentes alimentos, demonstrando a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o em novos participantes. Ademais, os cientistas tamb\u00e9m conseguiram demonstrar que o estilo de vida tamb\u00e9m era um fator relevante. Uma mesma comida afetou os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue de forma diferente em uma mesma pessoa, dependendo, por exemplo, se o seu consumo tinha sido precedido por exerc\u00edcio ou sono.<\/p>\n<p>Na fase final do estudo, os cientistas conceberam uma interven\u00e7\u00e3o diet\u00e9tica baseada no algoritmo criado, o que serviu para testar quanto a capacidade de prescrever recomenda\u00e7\u00f5es de dietas pessoais para diminuir as\u00a0respostas no n\u00edvel de glicose no sangue aos alimentos. Os volunt\u00e1rios receberam uma recomenda\u00e7\u00e3o de dieta personalizada considerada \u201cboa\u201d por uma semana, e uma dieta considerada \u201cruim\u201d \u2014 embora tamb\u00e9m personalizada \u2014 a ser seguida em outra semana. As dietas boas e ruins apresentavam o mesmo n\u00famero de calorias, mas diferiam entre os participantes. Assim, determinados alimentos na dieta \u201cboa\u201d de uma pessoa podiam fazer parte da dieta \u201cruim\u201d de outra. Com efeito, as dietas \u201cboas\u201d ajudaram a manter o a\u00e7\u00facar no sangue em n\u00edveis saud\u00e1veis, ao passo que as dietas \u201cruins\u201d apresentaram forte tend\u00eancia de induzir picos nos n\u00edveis de glicose \u2014\u00a0tudo\u00a0em apenas uma semana de interven\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, em decorr\u00eancia das dietas \u201cboas\u201d, os volunt\u00e1rios apresentaram mudan\u00e7as consistentes na composi\u00e7\u00e3o dos seus micr\u00f3bios intestinais, sugerindo que o microbioma pode ser influenciado pelas dietas personalizadas, ao mesmo tempo que desempenha um papel importante nas respostas no n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue dos participantes.[\/vc_column_text][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ryc5M3Ciytg&amp;feature=youtu.be&#8221; title=&#8221;Uma anima\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo descrevendo o estudo:&#8221;][vc_column_text]Os cientistas est\u00e3o atualmente recrutando volunt\u00e1rios israelenses para um estudo de interven\u00e7\u00e3o diet\u00e9tica, com acompanhamento por um maior per\u00edodo, que ir\u00e1 se concentrar em pessoas com n\u00edveis consistentemente elevados de a\u00e7\u00facar no sangue, e que apresentam risco de desenvolver diabetes, com o objetivo de prevenir ou retardar esta doen\u00e7a. Para mais informa\u00e7\u00f5es, visite <a href=\"http:\/\/www.personalnutrition.org\">www.personalnutrition.org<\/a>.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participam desta pesquisa Orly Ben-Yacov, Dar Lador, Dra. Tali Avnit-Sagi, Dra. Maya Lotan-Pompan, Elad Matot, Gal Malka, Noa Kosower, Michal Rein e Rony Bikovsky, do laborat\u00f3rio de Segal; Jotham Suez, Jemal Ali Mahdi, Gili Zilberman-Schapira, Lenka Dohnalova e Dra. Meirav Pevsner-Fischer, do laborat\u00f3rio de Elinav; Dr. David Israeli, do Centro de Sa\u00fade Mental de Jerusal\u00e9m; e o Prof. Zamir Halpern, do Centro M\u00e9dico Sourasky, em Tel Aviv.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] O mais abrangente estudo sobre o tema, corrobora a necessidade de recomenda\u00e7\u00f5es de dietas personalizadas O que apresenta a maior probabilidade de elevar os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue: sushi ou sorvete? 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As diferen\u00e7as que encontramos no aumento dos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue entre pessoas diferentes, que consumiram refei\u00e7\u00f5es id\u00eanticas, foram bastante significativas, o que valida a hip\u00f3tese de que escolhas alimentares personalizadas podem representar um aux\u00edlio mais eficiente na manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade das pessoas, em contraponto \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o de uma dieta de car\u00e1ter universal\u201d. De fato, os cientistas constataram que pessoas diferentes respondem de forma distinta tanto a refei\u00e7\u00f5es simples quanto \u00e0s complexas. Por exemplo, o n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue em um grande n\u00famero de participantes aumentou acentuadamente ap\u00f3s o consumo de uma refei\u00e7\u00e3o padr\u00e3o rica em glicose, mas, em muitos outros, esse aumento aconteceu depois do consumo de p\u00e3o de forma, e n\u00e3o depois do consumo da mesma refei\u00e7\u00e3o padr\u00e3o. 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