{"id":5181,"date":"2017-08-23T13:31:36","date_gmt":"2017-08-23T13:31:36","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/?p=5181"},"modified":"2017-08-23T13:38:25","modified_gmt":"2017-08-23T13:38:25","slug":"andre-zular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/andre-zular\/","title":{"rendered":"Andr\u00e9 Zular"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_5180\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5180\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5180\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular.jpg 200w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular-150x150.jpg 150w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular-300x300.jpg 300w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular-768x768.jpg 768w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular-100x100.jpg 100w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/dtk-Bolsista-AndreZular-999x999.jpg 999w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-5180\" class=\"wp-caption-text\">Bolsista de 1982<\/p><\/div>\n<p>Pesquisador P\u00f3s Doc<br \/>\nLaboratorio de R\u00e1dio-carbono D-REAMS<br \/>\nCentro Kimmel Center de Estudios Arquel\u00f3gicos<br \/>\nInstituto Weizmann de Ci\u00eancias<\/p>\n<p>Em 1981 cursava o 2<sup>o<\/sup> ano de geologia \u00a0na USP e planejava passar o ano seguinte inteiro na Europa e Israel: passeando, \u00a0trabalhando, e desenvolvendo \u00a0alguma atividade acad\u00eamica. Pelos idos de outubro\/novembro de 1981 vi na se\u00e7\u00e3o de classificados da revista New Scientist um an\u00fancio do Instituto Weizmann, \u00a0promovendo a escola de ver\u00e3o. Em poucas semanas mandei a minha aplica\u00e7\u00e3o junto com cartas de recomenda\u00e7\u00e3o de dois professores.\u00a0 No in\u00edcio de 1982 embarquei para It\u00e1lia. Em abril trabalhava numa fazenda na Isl\u00e2ndia, quando numa conversa telef\u00f4nica, \u00a0minha m\u00e3e deu a not\u00edcia que a carta de aceite do Weizmann acabar de chegar. O programa come\u00e7ava em julho com tr\u00eas meses de dura\u00e7\u00e3o. Larguei o trabalho e tomei o rumo sul.<\/p>\n<p>Era a minha primeira visita a Israel. Do aeroporto fui direto para Rehovot e no dia seguinte come\u00e7ou a summer school. Acredito que eu fui o primeiro brasileiro nesse programa que contava s\u00f3 com americanos e europeus.\u00a0 Havia um certo fasc\u00ednio com o Brasil na \u00e9poca e eu era visto com um certo exotismo.<\/p>\n<p>Os meus mentores foram dois: Mordechai Magaritz e Joel Gat. Ambos j\u00e1 trilhavam uma carreira brilhante em geoqu\u00edmica, com muitos artigos a serem publicados na Science e Nature. Confesso que no in\u00edcio fiquei espantado com o Magaritz. Nunca havia tido contato com uma pessoa t\u00e3o criativa e inovadora &#8211; capaz de tocar v\u00e1rios projetos ao mesmo tempo. Era de um rigor cient\u00edfico not\u00e1vel. Muitas vezes acordava de madrugada para preparar amostras. N\u00e3o queria correr o risco de algum t\u00e9cnico ou estagi\u00e1rio, cometer algum erro e n\u00e3o report\u00e1-lo. Magaritz \u00a0definiu o meu projeto, que envolvia a identifica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas variedades do mineral serpentina utilizando espectrometria de infra-vermelho. Embora esse seja um m\u00e9todo n\u00e3o trivial de identifica\u00e7\u00e3o mineral, obtivemos resultados excelentes que posteriormente fizeram parte de uma publica\u00e7\u00e3o. Voltei ao Brasil, me formei e acabei envolvido com trabalho em outras \u00e1reas, nos EUA e no Brasil.<\/p>\n<p>Depois de vinte e cinco anos afastado da vida acad\u00eamica, resolvi voltar aos estudos. Segui com um mestrado e doutorado em geologia, com especialidade em cronologia de deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos utilizando o m\u00e9todo de luminesc\u00eancia opticamente estimulada. E 35 anos depois do summer program, voltei ao Weizmann, dessa vez como p\u00f3s-doc no departamento de arqueologia cient\u00edfica. A minha colabora\u00e7\u00e3o envolve a data\u00e7\u00e3o de camadas arqueol\u00f3gicas de um afloramento no Negev, \u00a0que refletem a passagem do homem moderno da \u00c1frica para a \u00c1sia nos \u00faltimos 100.000 anos. Al\u00e9m disso, pesquiso tamb\u00e9m \u00a0a proveni\u00eancia de cer\u00e2micas da idade do bronze, \u00a0utilizando mais uma vez m\u00e9todos n\u00e3o convencionais, \u00a0como catodoluminesc\u00eancia e espectrografia Raman.<\/p>\n<p>Finalizando, a passagem pelo Weizmann em 1982 como estagi\u00e1rio foi marcante e despertou a vontade de voltar, para dessa vez trabalhar como pesquisador.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5183 aligncenter\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Bolsista-AndreZular-Doc.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Bolsista-AndreZular-Doc.jpg 650w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Bolsista-AndreZular-Doc-768x339.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisador P\u00f3s Doc Laboratorio de R\u00e1dio-carbono D-REAMS Centro Kimmel Center de Estudios Arquel\u00f3gicos Instituto Weizmann de Ci\u00eancias Em 1981 cursava o 2o ano de geologia \u00a0na USP e planejava passar o ano seguinte inteiro na Europa e Israel: passeando, \u00a0trabalhando, e desenvolvendo \u00a0alguma atividade acad\u00eamica. Pelos idos de outubro\/novembro de 1981 vi na se\u00e7\u00e3o de classificados da revista New Scientist um an\u00fancio do Instituto Weizmann, \u00a0promovendo a escola de ver\u00e3o. Em poucas semanas mandei a minha aplica\u00e7\u00e3o junto com cartas de recomenda\u00e7\u00e3o de dois professores.\u00a0 No in\u00edcio de 1982 embarquei para It\u00e1lia. Em abril trabalhava numa fazenda na Isl\u00e2ndia, quando numa conversa telef\u00f4nica, \u00a0minha m\u00e3e deu a not\u00edcia que a carta de aceite do Weizmann acabar de chegar. O programa come\u00e7ava em julho com tr\u00eas meses de dura\u00e7\u00e3o. Larguei o trabalho e tomei o rumo sul. Era a minha primeira visita a Israel. Do aeroporto fui direto para Rehovot e no dia seguinte come\u00e7ou a summer school. Acredito que eu fui o primeiro brasileiro nesse programa que contava s\u00f3 com americanos e europeus.\u00a0 Havia um certo fasc\u00ednio com o Brasil na \u00e9poca e eu era visto com um certo exotismo. Os meus mentores foram dois: Mordechai Magaritz e Joel Gat. Ambos j\u00e1 trilhavam uma carreira brilhante em geoqu\u00edmica, com muitos artigos a serem publicados na Science e Nature. Confesso que no in\u00edcio fiquei espantado com o Magaritz. Nunca havia tido contato com uma pessoa t\u00e3o criativa e inovadora &#8211; capaz de tocar v\u00e1rios projetos ao mesmo tempo. Era de um rigor cient\u00edfico not\u00e1vel. Muitas vezes acordava de madrugada para preparar amostras. N\u00e3o queria correr o risco de algum t\u00e9cnico ou estagi\u00e1rio, cometer algum erro e n\u00e3o report\u00e1-lo. Magaritz \u00a0definiu o meu projeto, que envolvia a identifica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas variedades do mineral serpentina utilizando espectrometria de infra-vermelho. Embora esse seja um m\u00e9todo n\u00e3o trivial de identifica\u00e7\u00e3o mineral, obtivemos resultados excelentes que posteriormente fizeram parte de uma publica\u00e7\u00e3o. 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