{"id":8153,"date":"2020-04-03T15:55:54","date_gmt":"2020-04-03T15:55:54","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/?p=8153"},"modified":"2020-04-03T16:02:50","modified_gmt":"2020-04-03T16:02:50","slug":"espectro-autista-avanco-na-compreensao-das-inferencias-no-cerebro-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/espectro-autista-avanco-na-compreensao-das-inferencias-no-cerebro-social\/","title":{"rendered":"Espectro autista:  avan\u00e7o na compreens\u00e3o das \u201cinfer\u00eancias\u201d no c\u00e9rebro social"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-8155 alignleft\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tal-Tamir.png\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"265\" \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4217\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg\" alt=\"\" width=\"27\" height=\"15\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg 27w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel-768x426.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 27px) 100vw, 27px\" \/>\u00a0<b>Espectro autista:\u00a0 avan\u00e7o na compreens\u00e3o das \u201cinfer\u00eancias\u201d no c\u00e9rebro social\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Cientistas do Weizmann fizeram um grande avan\u00e7o na compreens\u00e3o do\u00a0funcionamento do c\u00e9rebro,\u00a0o\u00a0que no futuro, pode permitir encontrar maneiras de mudar o comportamento nas pessoas com o transtorno do espectro autista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Pouco se sabe sobre como s\u00e3o codificadas as\u00a0informa\u00e7\u00f5es sociais\u00a0no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal,\u00a0a parte do c\u00e9rebro que utilizamos para entender as necessidades e emo\u00e7\u00f5es dos outros. Os pesquisadores Tal Tamir e Dana Rubi Levy (foto) do Departamento de Neurobiologia, decidiram testar a forma como os animais processam informa\u00e7\u00f5es sociais usando o olfato. Os odores s\u00e3o o meio de comunica\u00e7\u00e3o dos camundongos, e mediante eletrodos os cientistas estudaram com precis\u00e3o como os c\u00e9rebros respondiam a diferentes odores.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Primeiro descobriram que a resposta no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, era muito mais forte quando os ratos cheiravam outros ratos do que quando eram expostos a qualquer outro cheiro, como manteiga de amendoim, banana ou grama rec\u00e9m-cortada. Nessa \u00e1rea, as respostas \u201csociais\u201d envolveram cerca do dobro de neur\u00f4nios daqueles que respondem a alimentos ou grama.\u00a0Ferramentas computacionais desenvolvidas no Weizmann\u00a0permitiram descobrir configura\u00e7\u00f5es de redes de neur\u00f4nios que codificavam odores como \u201cvoc\u00e1bulos\u201d que representam est\u00edmulos sociais ou n\u00e3o sociais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #00ccff;\"><strong><em>Ferramentas computacionais desenvolvidas no Weizmann permitiram descobrir configura\u00e7\u00f5es de redes de neur\u00f4nios que codificavam odores como \u201cvoc\u00e1bulos\u201d que representam est\u00edmulos sociais ou n\u00e3o sociais.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No estudo publicado na revista\u00a0Nature Neuroscience\u00a0mostraram n\u00e3o apenas como os neur\u00f4nios no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal de camundongos distinguem entre est\u00edmulos sociais e n\u00e3o sociais, e ainda revelaram como os c\u00e9rebros de ratos &#8220;autistas&#8221; n\u00e3o conseguem distinguir adequadamente entre os dois<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Expostos a esses cheiros pela segunda vez, os animais foram muito r\u00e1pidos para aprender que era o que. O grupo repetiu seus experimentos com\u00a0camundongos geneticamente modificados\u00a0para ter muta\u00e7\u00f5es associadas ao autismo, e os neur\u00f4nios desses ratos n\u00e3o distinguiam entre os aromas de outros camundongos e os odores n\u00e3o sociais, e tamb\u00e9m n\u00e3o melhoraram com a exposi\u00e7\u00e3o repetida. De fato, na comunica\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas nervosas havia muito mais variabilidade espont\u00e2nea, como se houvesse &#8220;interfer\u00eancia&#8221; na linha.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Os\u00a0cientistas acreditam que esses resultados podem ser relevantes para entender o transtorno e no futuro, encontrar maneiras de reduzir a \u201cinterfer\u00eancia na linha\u201d e levar a\u00a0mudan\u00e7as comportamentais\u00a0em pessoas com transtorno do espectro autista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Leia mais: <a href=\"https:\/\/wis-wander.weizmann.ac.il\/life-sciences\/social-life-neuron\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em><strong><span style=\"color: #00ccff;\">Social Life Neuron<\/span><\/strong><\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0Espectro autista:\u00a0 avan\u00e7o na compreens\u00e3o das \u201cinfer\u00eancias\u201d no c\u00e9rebro social\u00a0 &nbsp; Cientistas do Weizmann fizeram um grande avan\u00e7o na compreens\u00e3o do\u00a0funcionamento do c\u00e9rebro,\u00a0o\u00a0que no futuro, pode permitir encontrar maneiras de mudar o comportamento nas pessoas com o transtorno do espectro autista. Pouco se sabe sobre como s\u00e3o codificadas as\u00a0informa\u00e7\u00f5es sociais\u00a0no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal,\u00a0a parte do c\u00e9rebro que utilizamos para entender as necessidades e emo\u00e7\u00f5es dos outros. Os pesquisadores Tal Tamir e Dana Rubi Levy (foto) do Departamento de Neurobiologia, decidiram testar a forma como os animais processam informa\u00e7\u00f5es sociais usando o olfato. Os odores s\u00e3o o meio de comunica\u00e7\u00e3o dos camundongos, e mediante eletrodos os cientistas estudaram com precis\u00e3o como os c\u00e9rebros respondiam a diferentes odores. \u00a0Primeiro descobriram que a resposta no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, era muito mais forte quando os ratos cheiravam outros ratos do que quando eram expostos a qualquer outro cheiro, como manteiga de amendoim, banana ou grama rec\u00e9m-cortada. Nessa \u00e1rea, as respostas \u201csociais\u201d envolveram cerca do dobro de neur\u00f4nios daqueles que respondem a alimentos ou grama.\u00a0Ferramentas computacionais desenvolvidas no Weizmann\u00a0permitiram descobrir configura\u00e7\u00f5es de redes de neur\u00f4nios que codificavam odores como \u201cvoc\u00e1bulos\u201d que representam est\u00edmulos sociais ou n\u00e3o sociais. Ferramentas computacionais desenvolvidas no Weizmann permitiram descobrir configura\u00e7\u00f5es de redes de neur\u00f4nios que codificavam odores como \u201cvoc\u00e1bulos\u201d que representam est\u00edmulos sociais ou n\u00e3o sociais. No estudo publicado na revista\u00a0Nature Neuroscience\u00a0mostraram n\u00e3o apenas como os neur\u00f4nios no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal de camundongos distinguem entre est\u00edmulos sociais e n\u00e3o sociais, e ainda revelaram como os c\u00e9rebros de ratos &#8220;autistas&#8221; n\u00e3o conseguem distinguir adequadamente entre os dois. Expostos a esses cheiros pela segunda vez, os animais foram muito r\u00e1pidos para aprender que era o que. O grupo repetiu seus experimentos com\u00a0camundongos geneticamente modificados\u00a0para ter muta\u00e7\u00f5es associadas ao autismo, e os neur\u00f4nios desses ratos n\u00e3o distinguiam entre os aromas de outros camundongos e os odores n\u00e3o sociais, e tamb\u00e9m n\u00e3o melhoraram com a exposi\u00e7\u00e3o repetida. 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