{"id":8553,"date":"2020-09-10T14:09:47","date_gmt":"2020-09-10T14:09:47","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/?p=8553"},"modified":"2020-09-10T14:09:47","modified_gmt":"2020-09-10T14:09:47","slug":"mais-perto-de-trazer-alivio-a-dor-cronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/mais-perto-de-trazer-alivio-a-dor-cronica\/","title":{"rendered":"Mais perto de trazer al\u00edvio \u00e0 dor cr\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8555 aligncenter\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dor-cronica.png\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dor-cronica.png 874w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dor-cronica-768x451.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4217\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg\" alt=\"\" width=\"27\" height=\"15\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg 27w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel-768x426.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 27px) 100vw, 27px\" \/>\u00a0<strong>Mais perto de trazer al\u00edvio \u00e0 dor cr\u00f4nica<\/strong><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Uma pesquisa multidisciplinar em tr\u00eas continentes gera a possibilidade de uma nova abordagem para tratamentos com rem\u00e9dios j\u00e1 conhecidos para outras finalidades. A pesquisa publicada na revista Science tem como alvo uma mol\u00e9cula que move mensagens de dor para os n\u00facleos de c\u00e9lulas nervosas.<\/p>\n<p>A dor cr\u00f4nica nem sempre tem uma causa clara e pode durar anos. Um novo estudo liderado por cientistas do Instituto Weizmann de Ci\u00eancias sugere uma abordagem original para tratar essa afli\u00e7\u00e3o, alterando o caminho que leva \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o de genes nas c\u00e9lulas nervosas que desempenham um papel em muitas formas de dor cr\u00f4nica. Os achados deste estudo foram publicados na revista Science.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Pesquisadores do Departamento de Ci\u00eancias Biomoleculares estudaram umas mol\u00e9culas que controlam o tr\u00e2nsito de informa\u00e7\u00e3o dentro e fora dos n\u00facleos das c\u00e9lulas chamadas importinas. Trabalhando com camundongos mutantes criados na Alemanha, descobriram que uma importina em particular, a alfa 3, seria importante para controlar o caminho da dor. Uma pesquisa mais aprofundada levou os cientistas a se interessarem tamb\u00e9m em outra mol\u00e9cula que \u00e9 levada ao interior do n\u00facleo dos neur\u00f4nios pela mencionada importina chamada c-Fos.\u00a0 Ao se acumular, a c-Fos produz dor cr\u00f4nica nos animais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na sequ\u00eancia utilizando v\u00edrus como ferramentas, os pesquisadores conseguiram desativar estas prote\u00ednas. O resultado foi que os camundongos sentiram menos dor.\u00a0 Isso sugere que o bloqueio da atividade da importina alfa-3 pode ser um caminho para prevenir dor cr\u00f4nica duradoura.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para acelerar a aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do novo conhecimento, e com a ajuda de uma base de dados dos Estados Unidos, a Connectivity Map (CMap) foram identificadas 30 drogas que podiam interferir neste processo. Quase dois ter\u00e7os dos compostos identificados n\u00e3o eram conhecidos anteriormente por estarem associados ao al\u00edvio da dor. A equipe escolheu dois \u2013 um medicamento cardiot\u00f4nico e um antibi\u00f3tico \u2013\u00a0 testou-os novamente em camundongos e a inje\u00e7\u00e3o com esses compostos forneceu al\u00edvio dos sintomas de dor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Interferir nessas mol\u00e9culas-alvo poderia causar menos efeitos colaterais e ser menos viciantes do que os tratamentos atuais. Como se trata de medicamentos conhecidos,\u00a0 a chegada ao mercado ap\u00f3s os ensaios cl\u00ednicos, poderia ser muito mais r\u00e1pida..<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Saiba mais: <span style=\"color: #00ccff;\"><em><strong><a style=\"color: #00ccff;\" href=\"https:\/\/wis-wander.weizmann.ac.il\/life-sciences\/targeting-chronic-pain-gateway-could-bring-relief\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Targeting a Chronic Pain Gateway Could Bring Relief<\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0Mais perto de trazer al\u00edvio \u00e0 dor cr\u00f4nica Uma pesquisa multidisciplinar em tr\u00eas continentes gera a possibilidade de uma nova abordagem para tratamentos com rem\u00e9dios j\u00e1 conhecidos para outras finalidades. A pesquisa publicada na revista Science tem como alvo uma mol\u00e9cula que move mensagens de dor para os n\u00facleos de c\u00e9lulas nervosas. A dor cr\u00f4nica nem sempre tem uma causa clara e pode durar anos. Um novo estudo liderado por cientistas do Instituto Weizmann de Ci\u00eancias sugere uma abordagem original para tratar essa afli\u00e7\u00e3o, alterando o caminho que leva \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o de genes nas c\u00e9lulas nervosas que desempenham um papel em muitas formas de dor cr\u00f4nica. Os achados deste estudo foram publicados na revista Science. Pesquisadores do Departamento de Ci\u00eancias Biomoleculares estudaram umas mol\u00e9culas que controlam o tr\u00e2nsito de informa\u00e7\u00e3o dentro e fora dos n\u00facleos das c\u00e9lulas chamadas importinas. Trabalhando com camundongos mutantes criados na Alemanha, descobriram que uma importina em particular, a alfa 3, seria importante para controlar o caminho da dor. Uma pesquisa mais aprofundada levou os cientistas a se interessarem tamb\u00e9m em outra mol\u00e9cula que \u00e9 levada ao interior do n\u00facleo dos neur\u00f4nios pela mencionada importina chamada c-Fos.\u00a0 Ao se acumular, a c-Fos produz dor cr\u00f4nica nos animais. Na sequ\u00eancia utilizando v\u00edrus como ferramentas, os pesquisadores conseguiram desativar estas prote\u00ednas. O resultado foi que os camundongos sentiram menos dor.\u00a0 Isso sugere que o bloqueio da atividade da importina alfa-3 pode ser um caminho para prevenir dor cr\u00f4nica duradoura. Para acelerar a aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do novo conhecimento, e com a ajuda de uma base de dados dos Estados Unidos, a Connectivity Map (CMap) foram identificadas 30 drogas que podiam interferir neste processo. Quase dois ter\u00e7os dos compostos identificados n\u00e3o eram conhecidos anteriormente por estarem associados ao al\u00edvio da dor. 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