{"id":8829,"date":"2021-02-08T16:22:57","date_gmt":"2021-02-08T16:22:57","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/?p=8829"},"modified":"2021-02-08T16:23:54","modified_gmt":"2021-02-08T16:23:54","slug":"o-caminho-do-estresse-no-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/o-caminho-do-estresse-no-corpo\/","title":{"rendered":"O caminho do estresse no corpo"},"content":{"rendered":"<h3 dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8831\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/stress-no-corpo-e1612800041120.png\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"341\" \/><\/strong><\/h3>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><\/h3>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4217\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg\" alt=\"\" width=\"27\" height=\"15\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg 27w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel-768x426.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 27px) 100vw, 27px\" \/>\u00a0O caminho do estresse no corpo <\/strong><\/h3>\n<h5 dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\">Janeiro, 27, 2021<\/h5>\n<p dir=\"ltr\">Cientistas revelaram a resposta ao estresse como nunca foi vista antes, identificando poss\u00edveis novos alvos de drogas. O avan\u00e7o de pesquisadores do <span style=\"color: #00ccff;\"><em><strong><a style=\"color: #00ccff;\" href=\"https:\/\/www.alonchenlab.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">laborat\u00f3rio de Neurobiologia<\/a><\/strong><\/em><\/span> conjunto do Instituto Weizmann de Ci\u00eancias com o Instituto Max Planck de Psiquiatria da Alemanha podem ser relevantes para uma s\u00e9rie de doen\u00e7as relacionadas ao estresse, desde ansiedade e depress\u00e3o at\u00e9 s\u00edndrome metab\u00f3lica e diabetes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Liderados pelo Prof. Alon Chen, os pesquisadores usaram novas tecnologias para seguir o caminho do estresse no corpo, mais especificamente no chamado &#8220;eixo de estresse&#8221; que se origina no c\u00e9rebro atravessa a hip\u00f3fise ao lado do c\u00e9rebro e finaliza em umas gl\u00e2ndulas localizadas acima dos rins (supra renais) que produzem o horm\u00f4nio cortisol. Quando o eixo de estresse \u00e9 ativado de forma cont\u00ednua, h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de cortisol que contribui substancialmente para os sintomas do estresse cr\u00f4nico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os achados, publicados no peri\u00f3dico Science Advances foram obtidos com uma t\u00e9cnica relativamente nova que permite identificar diferen\u00e7as entre todos os tipos de c\u00e9lulas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A equipe mapeou toda a extens\u00e3o do eixo de estresse, verificando as atividades de 21.723 \u00a0 c\u00e9lulas \u00fanicas ao longo do percurso. E eles realizaram essa an\u00e1lise em dois conjuntos de camundongos \u2013 um sem estresse e outro exposto ao estresse cr\u00f4nico. Eles observaram que, \u00e0 medida que a mensagem de estresse passava de um \u00f3rg\u00e3o para o outro, a express\u00e3o gen\u00e9tica nas c\u00e9lulas sofreu maiores altera\u00e7\u00f5es. A equipe encontrou 66 genes que foram alterados no hipot\u00e1lamo entre camundongos normais e estressados, 692 nos hip\u00f3fise e 922 nas suprarrenais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A resolu\u00e7\u00e3o sem precedentes da t\u00e9cnica permitiu aos pesquisadores identificar, pela primeira vez, uma subpopula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas supra renais que possam desempenhar um papel crucial na resposta ao estresse e adapta\u00e7\u00e3o. Entre outras coisas, a equipe identificou um gene, conhecido como Abcb1b, e descobriu que ele se expressava de forma excessiva nessas c\u00e9lulas em situa\u00e7\u00f5es de estresse. Os cientistas acham que ela desempenha um papel na libera\u00e7\u00e3o de cortisol.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As descobertas em camundongos s\u00e3o relevantes para os humanos? Em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores de hospitais universit\u00e1rios no Reino Unido, Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e EUA, os cientistas obtiveram gl\u00e2ndulas suprarrenais que haviam sido removidas dos pacientes para aliviar os sintomas da doen\u00e7a de Cushing. Embora a doen\u00e7a seja resultado de um crescimento na hip\u00f3fise, o resultado pode ser id\u00eantico ao estresse cr\u00f4nico \u2013 ganho de peso e s\u00edndrome metab\u00f3lica, press\u00e3o alta e depress\u00e3o ou irritabilidade \u2013 por isso, em alguns casos, \u00e9 tratado pela remo\u00e7\u00e3o das gl\u00e2ndulas suprarrenais, reduzindo assim a carga hormonal de estresse dos pacientes. De fato, as c\u00e9lulas supra renais desses pacientes apresentaram um quadro semelhante ao dos camundongos no grupo de estresse cr\u00f4nico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O gene identificado, Abcb1, era conhecido pelos pesquisadores de estudos anteriores sobre a gen\u00e9tica da depress\u00e3o. Descobriu-se que esse gene \u00e9 polim\u00f3rfico \u2013 tem v\u00e1rias variantes \u2013 e que pelo menos uma vers\u00e3o est\u00e1 ligada a um risco maior de depress\u00e3o. O grupo analisou a express\u00e3o dessa variante em exames de sangue feitos de um grupo de indiv\u00edduos que sofrem de depress\u00e3o e que foram submetidos a estresse tempor\u00e1rio. Eles descobriram que certas variantes afetam, de fato, a maneira como as gl\u00e2ndulas supra renais lidam com sinais de estresse descendo o eixo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0 O estresse cr\u00f4nico pode abrir a porta para in\u00fameros problemas de sa\u00fade. &#8220;A maioria das pesquisas neste campo se concentrou em padr\u00f5es cr\u00f4nicos de estresse no c\u00e9rebro&#8221;, diz o Prof. Chen. &#8220;Al\u00e9m de apresentar uma poss\u00edvel nova meta para o tratamento das doen\u00e7as decorrentes do estresse cr\u00f4nico, os achados deste estudo abrir\u00e3o novos rumos para futuras pesquisas.&#8221;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Saiba mais:\u00a0<span style=\"color: #00ccff;\"><em><strong><a style=\"color: #00ccff;\" href=\"https:\/\/wis-wander.weizmann.ac.il\/life-sciences\/stress-every-cell-mapping-stress-axis-detail\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Stress on Every Cell: Mapping the Stress Axis in Detail<\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0O caminho do estresse no corpo Janeiro, 27, 2021 Cientistas revelaram a resposta ao estresse como nunca foi vista antes, identificando poss\u00edveis novos alvos de drogas. 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A resolu\u00e7\u00e3o sem precedentes da t\u00e9cnica permitiu aos pesquisadores identificar, pela primeira vez, uma subpopula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas supra renais que possam desempenhar um papel crucial na resposta ao estresse e adapta\u00e7\u00e3o. Entre outras coisas, a equipe identificou um gene, conhecido como Abcb1b, e descobriu que ele se expressava de forma excessiva nessas c\u00e9lulas em situa\u00e7\u00f5es de estresse. Os cientistas acham que ela desempenha um papel na libera\u00e7\u00e3o de cortisol. As descobertas em camundongos s\u00e3o relevantes para os humanos? 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