{"id":9077,"date":"2021-08-31T12:44:47","date_gmt":"2021-08-31T12:44:47","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/?p=9077"},"modified":"2021-08-31T12:45:47","modified_gmt":"2021-08-31T12:45:47","slug":"abordagem-terapeutica-inovadora-pode-trazer-nova-esperanca-na-batalha-contra-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/abordagem-terapeutica-inovadora-pode-trazer-nova-esperanca-na-batalha-contra-covid-19\/","title":{"rendered":"Abordagem terap\u00eautica inovadora pode trazer nova esperan\u00e7a na batalha contra COVID-19"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9079\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/corona.png\" alt=\"\" width=\"476\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/corona.png 476w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/corona-768x409.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px\" \/><\/p>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4217\" src=\"http:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg\" alt=\"\" width=\"27\" height=\"15\" srcset=\"https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel.jpg 27w, https:\/\/amigosdoweizmann.org.br\/stage\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/miniflag-israel-768x426.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 27px) 100vw, 27px\" \/>\u00a0Abordagem terap\u00eautica inovadora pode trazer nova esperan\u00e7a na batalha contra COVID-19\u00a0 \u00a0\u00a0<\/strong><\/h3>\n<h6 dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\">18.08.2021<\/h6>\n<p dir=\"ltr\">Em um novo estudo publicado na Nature Microbiology, pesquisadores do Instituto Weizmann de Ci\u00eancias, juntamente com colaboradores do Instituto Pasteur, Fran\u00e7a, e do Instituto Nacional de Sa\u00fade (NIH), nos EUA, oferecem uma nova abordagem terap\u00eautica para combater o coronav\u00edrus. Em vez de atingir a prote\u00edna viral respons\u00e1vel pela entrada do v\u00edrus na c\u00e9lula, a equipe de pesquisadores abordou a prote\u00edna na membrana de nossas c\u00e9lulas que permite essa entrada. Usando um m\u00e9todo avan\u00e7ado de evolu\u00e7\u00e3o artificial desenvolvido por eles, os pesquisadores geraram uma &#8220;super rolha&#8221; molecular que obstrui fisicamente essa &#8220;porta de entrada&#8221;, impedindo assim que o v\u00edrus se prenda \u00e0 c\u00e9lula e entre nela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A maioria das terapias potenciais e vacinas atuais para SARS-CoV-2 tem como alvo a chamada prote\u00edna de pico encontrada no envelope externo do v\u00edrus. Essa prote\u00edna, no entanto, \u00e9 propensa a muta\u00e7\u00f5es que corroem a efic\u00e1cia dos tratamentos. &#8220;Como o v\u00edrus est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o, temos nos focado no receptor humano n\u00e3o evolutivo chamado ACE2, que atua como o local de entrada para o v\u00edrus&#8221;, diz o Prof. Gideon Schreiber, do Departamento de Ci\u00eancias Biomoleculares do Weizmann, que supervisionou o novo estudo. Essa abordagem n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel a novas variantes emergentes do v\u00edrus, que \u00e9 um dos principais desafios no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O receptor ACE2, ligado \u00e0 membrana das c\u00e9lulas epiteliais pulmonares e outros tecidos, \u00e9 uma enzima importante para regular a press\u00e3o arterial. Portanto, por mais tentador que seja simplesmente bloquear este receptor para impedir a entrada do SARS-CoV-2, qualquer estrat\u00e9gia desse tipo n\u00e3o deve interferir na fun\u00e7\u00e3o do ACE2. Prof. Schreiber, cujo laborat\u00f3rio \u00e9 especializado em estudar intera\u00e7\u00f5es entre prote\u00ednas, se prop\u00f4s a desenvolver uma pequena mol\u00e9cula de prote\u00edna que poderia se ligar ao ACE2 melhor do que o SARS-CoV-2, e sem afetar a atividade enzim\u00e1tica do receptor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Liderados pelo Dr. Ji\u0159\u00ed Zahradn\u00edk, um p\u00f3s-doutorando do grupo de Schreiber, os pesquisadores come\u00e7aram identificando o dom\u00ednio de liga\u00e7\u00e3o do SARS-CoV-2: a sequ\u00eancia relativamente curta da prote\u00edna de pico que se liga fisicamente ao ACE2. Usando o pr\u00f3prio dom\u00ednio de liga\u00e7\u00e3o receptora do v\u00edrus como arma contra ele, Zahradn\u00edk realizou v\u00e1rias rodadas de &#8220;evolu\u00e7\u00e3o no tubo de ensaio&#8221;, em uma cepa de levedura geneticamente modificada. Como a levedura pode ser facilmente manipulada, Zahradn\u00edk foi capaz de estudar rapidamente milh\u00f5es de muta\u00e7\u00f5es diferentes que se acumularam no curso desta evolu\u00e7\u00e3o artificial, um processo que imita a evolu\u00e7\u00e3o natural em um ritmo acelerado. Em \u00faltima an\u00e1lise, o objetivo era encontrar uma pequena mol\u00e9cula que seria significativamente &#8220;mais pegajosa&#8221; do que a vers\u00e3o viral original.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A equipe do Prof. Schreiber tamb\u00e9m forneceu fortes evid\u00eancias a favor da hip\u00f3tese de que o SARS-CoV-2 se torna mais contagioso quando as muta\u00e7\u00f5es melhoram seu ajuste ao ACE2. Os pesquisadores descobriram que logo ap\u00f3s a primeira rodada de sele\u00e7\u00e3o, as variantes produzidas em laborat\u00f3rio com maior capacidade de liga\u00e7\u00e3o ao ACE2, tinham muta\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s variantes do SARS-CoV-2 mais contagiosas, como a Alfa, Beta e Gama. Surpreendentemente, a agora difundida variante Delta, \u00e9 diferente. Para ser mais infecciosa evita parcialmente a detec\u00e7\u00e3o pelo sistema imune.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Finalmente, Zahradn\u00edk isolou um pequeno fragmento de prote\u00edna com uma capacidade de liga\u00e7\u00e3o 1.000 vezes mais forte do que a original do qual evoluiu. Essa &#8220;super rolha&#8221; n\u00e3o apenas se encaixava perfeitamente ao ACE2, como permite conservar a atividade enzim\u00e1tica do ACE2 \u2013 exatamente como os pesquisadores pretendiam. Al\u00e9m disso, devido \u00e0 forte liga\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00f5es muito baixas da mol\u00e9cula rec\u00e9m-projetada foram necess\u00e1rias para alcan\u00e7ar o efeito de bloqueio desejado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para desenvolver um potencial m\u00e9todo de administrar a mol\u00e9cula como medicamento, o Prof. Schreiber e sua equipe, tiveram a colabora\u00e7\u00e3o de outro departamento do Instituto Weizmann de Ci\u00eancias, o de Ci\u00eancias Terrestres e Planet\u00e1rias! Juntos, eles criaram um spray que permitiria que a mol\u00e9cula desenvolvida fosse administrada por inala\u00e7\u00e3o aos pacientes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">At\u00e9 agora, testes em hamsters infectados com SARS-CoV-2, obtiveram resultados preliminares indicando que este tratamento reduz significativamente os sintomas da doen\u00e7a, e sugerindo que pode ser um medicamento potencial.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Leia mais:\u00a0<span style=\"color: #00ccff;\"><em><a style=\"color: #00ccff;\" href=\"https:\/\/wis-wander.weizmann.ac.il\/life-sciences\/putting-super-cork-coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Putting a Super Cork on the Coronavirus<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Abordagem terap\u00eautica inovadora pode trazer nova esperan\u00e7a na batalha contra COVID-19\u00a0 \u00a0\u00a0 18.08.2021 Em um novo estudo publicado na Nature Microbiology, pesquisadores do Instituto Weizmann de Ci\u00eancias, juntamente com colaboradores do Instituto Pasteur, Fran\u00e7a, e do Instituto Nacional de Sa\u00fade (NIH), nos EUA, oferecem uma nova abordagem terap\u00eautica para combater o coronav\u00edrus. 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Essa prote\u00edna, no entanto, \u00e9 propensa a muta\u00e7\u00f5es que corroem a efic\u00e1cia dos tratamentos. &#8220;Como o v\u00edrus est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o, temos nos focado no receptor humano n\u00e3o evolutivo chamado ACE2, que atua como o local de entrada para o v\u00edrus&#8221;, diz o Prof. Gideon Schreiber, do Departamento de Ci\u00eancias Biomoleculares do Weizmann, que supervisionou o novo estudo. Essa abordagem n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel a novas variantes emergentes do v\u00edrus, que \u00e9 um dos principais desafios no combate \u00e0 pandemia. O receptor ACE2, ligado \u00e0 membrana das c\u00e9lulas epiteliais pulmonares e outros tecidos, \u00e9 uma enzima importante para regular a press\u00e3o arterial. Portanto, por mais tentador que seja simplesmente bloquear este receptor para impedir a entrada do SARS-CoV-2, qualquer estrat\u00e9gia desse tipo n\u00e3o deve interferir na fun\u00e7\u00e3o do ACE2. 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