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O primeiro sistema nervoso central completo em um chip

O primeiro sistema nervoso central completo em um chip

01/06/2024

Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências e parceiros internacionais desenvolveram uma versão em miniatura de todo o sistema nervoso central do embrião humano, do cérebro à base da medula espinhal, em um chip.

Para isso utilizaram um chip microfluídico que imita a dispersão das moléculas que, na natureza, determinam a localização e a forma dos órgãos do embrião. Estas moléculas chamadas de “morfogénos” servem como um mapa que guia as células-tronco para seu destino.

O chip foi feito com superfícies estreitas e adesivas que têm 4 milímetros de comprimento no centro, equivalente ao sistema nervoso central de um embrião com um mês, e um gel simulou o ambiente extracelular. Em pouco tempo as células se organizaram espontaneamente e amadureceram em uma variedade de diferentes tipos de células do sistema nervoso central embrionário.

 “Quando caracterizamos os novos organóides, vimos uma ordem perfeita ao longo de toda a extensão do sistema nervoso central, assim como aparece no estágio embrionário inicial”, diz a professora Orly Reiner, do Departamento de Genética Molecular de Weizmann. Ela estuda doenças que afetam o cérebro em desenvolvimento há mais de 30 anos e começou a cultivar organóides em seu laboratório há cerca de uma década.

O chip permitirá que os pesquisadores façam perguntas totalmente novas, tanto sobre o desenvolvimento de um embrião saudável quanto sobre doenças e danos.

Saiba mais: From Tip to Tail

 

Segurança Evolucionária em Primeiro Lugar

Segurança Evolucionária em Primeiro Lugar

Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências pedem que um novo tipo de teste seja aplicado em futuros medicamentos, a segurança evolutiva.

O molnupiravir é uma droga contra COVID-19 que provoca mutações no vírus SARS-CoV-2. Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências formularam um modelo computacional que lhes permitiu analisar dezenas de milhares de possíveis mutações no genoma do coronavírus, e concluíram que a droga, além de curar pessoas com Covid-19, poderia sob certas condições, diminuir o risco de que novas cepas preocupantes surjam.

Aplicado a futuros medicamentos, um novo tipo de teste que garantiria a segurança evolutiva, permitiria ter medicamentos que não apenas ajudem na recuperação do paciente, mas também a prever com mais precisão o surgimento de novas cepas.

 

Saiba mais: Evolutionary Safety First

Nova descoberta do Weizmann

Nova descoberta do Weizmann Nova descoberta do Weizmann

 

Pesquisadoras do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias do Weizmann identificaram um complicador até então desconhecido para prever as chuvas de monção que castigam o subcontinente indiano de julho a setembro. São correntes de ar compostas por ar seco e muito frio. Estudando dados de 40 anos, elas descobriram que as intrusões secas foram seguidas por um aumento nas chuvas, em alguns casos, de mais de 100%.

O grupo vai continuar refinando o modelo para melhorar a capacidade de prever chuvas e inundações mais severas.

 

Saiba mais: When Dryness Intrudes, Floods Ensue

O Instituto Weizmann cria um tipo de imunoterapia

O Instituto Weizmann cria um tipo de imunoterapia

Pesquisadores do Departamento de Imunologia de Sistemas do Instituto Weizmann de Ciências desenvolveram uma nova técnica baseada no diálogo entre diferentes células imunitárias, que abre um novo caminho para tratamentos inovadores contra o câncer e as doenças autoimunes.

O anticorpo recém-desenvolvido conecta diferentes células (foto) criando uma resposta imune poderosa a crescimentos cancerígenos. A eficácia deste novo tratamento foi testada em vários modelos de câncer em camundongos, reduzindo significativamente a taxa de crescimento dos cânceres de pele e pulmão. Ele se provou efetivo mesmo em cânceres que não haviam respondido à imunoterapia até então, e em impedir o desenvolvimento de metástases nos pulmões após a remoção do tumor primário.

Foi publicado na revista Cell e o Yeda, braço do Instituto responsável pela comercialização da propriedade intelectual dos cientistas, já registrou um pedido de patente.

 

Leia mais: Standing United: When Immune Cells Join Forces, Cancer Therapy Is More Effective

Esclerose múltipla, mais um passo à frente

Esclerose múltipla, mais um passo à frente

03.05.23

Mais de 2,5 milhões de pessoas têm esclerose múltipla, cerca de 85% delas, a forma remitente-recorrente da doença. Estender as remissões e atrasar as crises já é possível, pelo menos temporariamente, com alguns medicamentos, incluindo o Copaxone, que foi desenvolvido no Instituto Weizmann de Ciências. Mas entender o mecanismo subjacente aos altos e baixos pode ser a chave para vencer a doença.

Pesquisadores do Instituto Weizmann publicam agora a descoberta de um fator importante na remissão. “Nossa pesquisa básica no modelo animal visa entender como a patologia progride – como o corpo lida com o ataque – e identificar os atores importantes, mas pode eventualmente levar ao desenvolvimento de terapias-alvo, o que atualmente não temos” – disse o Prof. Steffen Jung do Departamento de Imunologia e Biologia Regenerativa. O estudo foi liderado pela Dra. Zhana Haimon, do Departamento de Imunologia e Biologia Regenerativa de Weizmann.

Saiba mais: Down with MS

 

O que determina se ocorre uma infecção ativa ou se o vírus permanece latente?

 O que determina se ocorre uma infecção ativa ou se o vírus permanece latente?

Com foco no citomegalovírus, um membro da família do herpes que infecta a maioria da população, uma equipe de pesquisadores do Departamento de Genética Molecular do Instituto Weizmann de Ciências, descobriu a origem da capacidade de se esconder dentro do corpo em um estado dormente. Os vírus latentes representam uma ameaça existencial para pacientes imunossuprimidos e receptores de transplante de órgãos, e uma compreensão básica deste mecanismo é crucial para desenvolver tratamentos eficazes e preparar melhor os pacientes antes do transplante ou tratamento.

Saiba mais: Prepared for War: How Cells Survive Viral Invasion

Um novo método de inteligência artificial pode melhorar a precisão da previsão de tempestades de poeira

Um novo método de inteligência artificial pode melhorar a precisão da previsão de tempestades de poeira

16.06.2023

Um estudo de pesquisadores do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias do Instituto Weizmann de Ciências traz um avanço importante na previsão de tempestades de poeira. A realização mais significativa desta pesquisa é o uso de inteligência artificial para escanear uma coleção grande de dados e estudar os princípios físicos e os processos atmosféricos de uma maneira antes indisponível.

 Usando dados coletados de todas as estações meteorológicas de Israel nos últimos 20 anos, previram com sucesso mais de 80% das tempestades de poeira com 24 horas de antecedência e cerca de 70%, 48 horas antes. A rede foi treinada com dados de Israel, mas pode, com alguns ajustes, prever tempestades de poeira em outros lugares do mundo. “Além disso, criamos uma arquitetura que pode ajudar a prever outros eventos raros que estão ligados a dados meteorológicos, como chuvas extremas ou inundações repentinas” , diz Dr. Ron Sarafian.

 

Saiba mais: Dust in the Wind: Forecasting Storms with AI

 

Você conhece a Orquestra do Weizmann?

Orquestra do Weizmann

Você conhece a Orquestra do Weizmann?
05.06.2023

 

Formada por estudantes e cientistas do Instituto Weizmann, é um reflexo do ambiente global e interdisciplinar do instituto.

Entre os membros da orquestra estão um estudante do Departamento de Física da Matéria Condensada da Rússia, um violoncelista italiano que é aluno do Departamento de Química e Biologia Estrutural e uma estudante do Departamento de Física de Partículas e Astrofísica da Martinica. No clarinete, um doutorando no Departamento de Ciências do Cérebro da República Tcheca ensaia com o chines pós-doutorando no Departamento de Química Molecular e Ciência dos Materiais e um pós-doutorando no Departamento de Física Química e Biológica da Costa Rica. Na flauta há um estudante alemão do Departamento de Química e Biologia Estrutural. Também há israelenses!

Saiba mais: If Music Be the Food of Science, Play On!

 

 

Escola de Verão 2023

Conheça os 4 selecionados para a Escola de Verão 2023

No dia 11 de abril anunciamos os quatro estudantes brasileiros ganhadores das bolsas integrais da Escola de Verão do Weizmann (ISSI) 2023, no Instituto Weizmann de Ciências, Israel.


Fellipe Wander Godoy
, 18 anos - São Paulo (SP), está no primeiro ano de Engenharia Biomédica na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein(FICSAE), onde pretende explorar a terapia genética usando CRISPR-CAS9 e biomateriais. 

Gustavo Botega Serra, 18 anos - Imperatriz (MA), participou do programa "Cientista Aprendiz" e o seu projeto consiste na criação de um fármaco sustentável utilizando o Tucum Mirim. 

Laura Nedel Drebes, 19 anos - Imbé (RS), está prestando vestibular para medicina e desenvolveu o projeto científico SustainPads, que são absorventes higiênicos ecológicos e acessíveis.

Vinicius Dutra Ramos, 19 anos - Barra do Pirai (RJ), cursa Ciências da Computação na URFJ e participou de projetos e programas acadêmicos nas seguintes instituições: FAPERJ, MCTI, FADEMA, CEFET-MG e IMPA.

Em breve mais detalhes sobre cada bolsista!

Blindagem cardíaca

Blindagem cardíaca

08.03.2023

Um procedimento preventivo realizado em camundongos saudáveis, conseguiu ativar um mecanismo celular no coração, que o torna resistente a futuros ataques cardíacos – mesmo quando ocorre meses depois. O procedimento da equipe do Prof. Eldad Tzahor, que estuda a regeneração do tecido cardíaco, está  longe de ser aplicável aos seres humanos. Contudo a "prova de conceito" do mecanismo genético que poderia tornar o coração mais jovem e mais resistente, muda a compreensão das capacidades regenerativas do coração e possivelmente de outros órgãos, e como elas podem ser aprimoradas por meio de intervenções médicas preventivas.

Saiba mais: Treating a Heart Attack before It Happens