Depoimento da bolsista Constanza Maria Reis da Silva Mariano sobre os primeiros dias da Escola de Verão do Weizmann 2019

Constanza no Weizmann: o que ela tem para contar?

Não sei se consigo resumir a enormidade de coisas que aprendi nessas 3 semanas. Conheci muita gente nova, aprendi palavras em línguas diferentes, estudei assuntos complexos e fui para lugares que nunca imaginei que poderia conhecer tão cedo.

Trabalhei bastante na pesquisa e obtive um contato incrível com os meus mentores e parceiros de laboratório. No primeiro dia que nos encontramos eles disseram “não somos seus professores, mas seus colegas de trabalho”.

Desde então, fomos chamados para tomar café junto com eles todas as manhãs e conversávamos sobre o futuro, nossa cultura e filmes.

Além disso, consegui até mesmo visitar laboratórios que são fora da minha linha de pesquisa aqui no programa, mas que são de meu interesse aqui fora.

No primeiro dia a coordenadora disse que a política do Weizmann é de ter a porta de seus laboratórios aberta!

Depois disso, enviei um email para a pesquisadora do departamento o qual eu estava interessada e fiquei feliz de ter sido tão bem recebida por ela. Nós conversamos, tomamos café juntas e pude ver o que exatamente ela fazia para combinar robótica com o estudo de doenças relativas ao sistema motor humano.

O Weizmann tem me ensinado algo muito valioso: que a ciência é sobre ter chances. Nós, cientistas, queremos uma chance de poder mostrar nossa paixão e curiosidade mundo a fora. Queremos poder satisfazer aquela vontade de descoberta e aprendizado. É incrível poder dizer isso, pois tenho me sentido assim todos os dias desde que cheguei aqui.

Essas semanas têm sido tão cheias de surpresas que eu não sei se vocês acreditariam se eu dissesse que, após acordar antes do Sol nascer, estou tomando café da manhã no alto de uma montanha. Na minha frente consigo ver a Jordânia e ao meu lado, tanto o sul da Arábia e quanto o Egito. Além de estar cercada por pessoas incríveis, animadas e unidas por uma coisa: a ciências e a sorte de estar aqui.