Ciência

Será possível reverter o dano cardíaco?

 Será possível reverter o dano cardíaco?

 

Em pesquisa pré clínica, uma única dose de Agrin promove mecanismos naturais de reparo

 

Uma proteína natural presente nos fetos, mas que também pode ser fabricada em laboratório, poderia servir como terapia após ataques cardíacos promovendo reparação cardíaca e ajudando a prevenir insuficiência cardíaca crônica.

Experimentando em porcos, cujos corações batem em um ritmo semelhante ao dos humanos, pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências em colaboração com a Universidade Técnica de Munique, mostraram que a proteína Agrin promove a reparação cardíaca em suínos. Os pesquisadores também esclareceram os mecanismos de ação indicando que é provável que funcione de forma semelhante em humanos. Estudos complementares sugerem que poderia ser administrada durante a angioplastia.

Este estudo foi viabilizado em parte, por um novo programa que visa preencher a lacuna entre avanços promissores da ciência básica no Instituto e aplicação comercial. Chamado IDEA (Inovação, Desenvolvimento, Aprimoramento e Aceleração), é uma iniciativa da Yeda, braço de transferência de tecnologia do Weizmann.

Saiba mais: Potential Heart-Repair Protein Advances to a New Stage

Os primeiros humanos usaram fogo para produzir ferramentas de pedra

 Os primeiros humanos usaram fogo para produzir ferramentas de pedra

Um novo estudo de ferramentas antigas sugere um entendimento qualificado sobre o aquecimento do sílex para produção de diferentes formas.

Antigos hominídeos podem ter usado temperaturas diferentes para criar diferentes tipos de ferramentas. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências que empregaram tecnologias de ponta para estudar uma coleção de ferramentas de pedra de entre 300.000 – 400.000 anos atrás.


“Não podemos saber como ensinaram aos outros a habilidade de fazer ferramentas, que experiência os levou a aquecer a pedra crua em diferentes temperaturas, ou como eles conseguiram controlar o processo, mas o fato de que as lâminas mais longas são consistentemente aquecidas de uma maneira diferente das outras peças, aponta para uma intenção”, diz o pesquisador do Departamento de Arqueologia do Weizmann, o  português Dr. Filipe Natalio.

A pesquisa foi publicada na Nature Human Behaviour.

Saiba mais:  Ancient Hominins Used Fire to Make Stone Tools

Novo método permite ver o interior de dezenas de milhares de células individuais ao mesmo tempo e com mais detalhes

 Novo método permite ver o interior de dezenas de milhares de células individuais ao mesmo tempo e com mais detalhes

Em camundongos, essas “informações privilegiadas” permitiram identificar um subconjunto de células imunes que “colaboram” com o câncer, bloqueá-las e matar o tumor.

Um grupo de pesquisa do Instituto Weizmann de Ciências desenvolveu uma tecnologia que permite ver o interior de dezenas de milhares de células individuais, ao mesmo tempo e em maiores detalhes do que nunca. O grupo, liderado pelo Prof. Ido Amit, do Departamento de Imunologia do Instituto, aplicou esse método para definir as células imunes que se infiltram nos tumores. Assim, identificou um novo subconjunto de células imunes inatas que “colaboram” com o câncer. Em camundongos, bloquear essas células imunes inibidoras permitiu matar o tumor.

A nova técnica, chamada INs-seq (intracellular staining and sequencing– coloração e sequenciamento intracelular em trad. livre) permite aos cientistas medir RNA, proteínas e estudar processos bioquímicos que ocorrem dentro de cada uma das células. Essa riqueza de “informações privilegiadas” pode ajudá-los a desenhar distinções muito mais finas entre diferentes subtipos celulares e atividades do que é possível com os métodos existentes. Os cientistas usaram a tecnologia para abordar uma questão que vinham tentando resolver há décadas: Por que o sistema imunológico não reconhece e mata células cancerígenas, e por que a imunoterapia muitas vezes falha? A resposta poderia estar em ações específicas de subgrupos de células imunes. Os pesquisadores acreditam que a INs-seq pode ajudar os pesquisadores a identificar essas células particulares e desenvolver novas terapias para tratá-las

A  Yeda Research and Development, braço de transferência de tecnologia do Instituto Weizmann de Ciências, já está  trabalhando não apenas no desenvolvimento de um novo anticorpo de imunoterapia para uso clínico mas na transferência da tecnologia INs-seq.

 

Saiba mais: Internal Differences: A New Method for Seeing into Cells

 

 

Escola de Verão 2020

Enzo Kaneko Ebert

Conheça Enzo, bolsista da Escola de Verão do Weizmann 2020

Enzo Kaneko Ebert, 18 anos, Rio Claro – SP

Estudou durante 12 anos no Colégio Koelle. Atualmente está no primeiro ano de física da Universidade Estadual Paulista de Rio Claro, com planos de ir estudar na Alemanha ou França.

O interesse de Enzo pela ciência começou no ensino fundamental através das olimpíadas científicas, como a OBA e Canguru. “Porém, me apaixonei de fato por ciência, mais especificamente pela física, quando entrei no colegial. Depois de começar a ler vários livros de física pela recomendação de um querido professor, decidi que queria me envolver mais com o que estava lendo. Foi aí que vieram os meus projetos de pesquisa e participação em programas de verão aqui e fora do Brasil. Meu maior interesse no momento é o estudo da matéria condensada.”

Ele imagina os cientistas do Weizmann como “extremamente apaixonados pelo que fazem e com um grande comprometimento com a ciência básica.”

Gabriella Arienne

Conheça Gabriella, bolsista da Escola de Verão do Weizmann 2020

Gabriella Arienne, 19 anos, Mesquita – RJ

Estudou por 7 anos no colégio Miguel Couto e atualmente faz Faculdade de Medicina na UNESA.

“Meu interesse pela ciência foi despertado no colégio, antes mesmo de eu entrar no ensino médio”- garante. Fascinada por biologia, descobriu as feiras de ciências para jovens por meio de professores. “Tive certeza de que lá era o meu lugar.” Mas havia um problema, a escola não tinha laboratório. Gabrielle decidiu, mesmo assim, criar um projeto e testá-lo em casa. A paixão pela ciência continua cada vez mais forte. “ A ciência me levou a lugares que certamente eu não chegaria sozinha e me deu respostas para quase todas as minhas perguntas. Pretendo continuar com a pesquisa científica durante e após a universidade.”

Ela imagina os cientistas do Weizmann como pessoas extremamente curiosas, inteligentes e, sobretudo, “com o brilho nos olhos de quem ama a ciência e decidiu dedicar sua vida a ela.”

Lúcio L. F. Neto

Conheça Lúcio, bolsista da Escola de Verão do Weizmann 2020

Lúcio L. F. Neto, 18 anos, Belo Horizonte – MG

Estudou no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) e agora está fazendo Bacharelado em Química na Universidade de São Paulo (USP)

Lúcio começou a gostar de ciências com 13 anos. “Foi quando comecei a participar de olimpíadas científicas no meu colégio. Depois, nunca mais perdi o interesse, e agora não imagino minha vida fora da ciência”.

João Pedro Torres

Conheça João Pedro, bolsista da Escola de Verão do Weizmann 2020

João Pedro Torres, 18 anos, São Paulo – SP

Estudou no colégio Etapa. Atualmente estuda na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Começou a gostar de ciências por meio de olimpíadas científicas. Ainda no ensino fundamental conheceu as olimpíadas de matemática e física e percebeu que tinha uma forte vontade de se aprofundar nas disciplinas de ciências da natureza. Participou da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) e ao visitar o Instituto Butantan e conhecer os pesquisadores que organizam a olimpíada foi – segundo ele- que nasceu a paixão pelo estudo das ciências biológicas. Participou também da Olimpíada de Neurociências (Brain Bee), promovida pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Durante o segundo ano do ensino médio foi selecionado para representar o Brasil na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia e no terceiro ano na Olimpíada Internacional de Biologia.

“Desejei participar do ISSI para ter a oportunidade de aprender com pesquisadores do Instituto Weizmann e fazer amizades com outros participantes apaixonadas por ciência. Pelo prestígio do instituto e pelo que ouvi de alumni, imagino que seus cientistas sejam incríveis, muito dedicados e motivados a ensinar jovens que desejam ser pesquisadores.” – disse dias antes de começar o ISSI 2020 (virtual).

Júlia Oscar Destro

Conheça Júlia, bolsista da Escola de Verão do Weizmann 2020

Júlia Oscar Destro, 18 anos, Osório – RS

Recém-formada no Curso Técnico de Administração integrado ao ensino médio no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, IFRS – Campus Osório, está no gap year, fazendo cursinho e se preparando para os vestibulares.

Quando criança, sonhava em construir um foguete para alcançar a lua. Na escola primária desenvolveu quatro projetos para as feiras de ciências anuais. “O mais incrível” – segundo ela – é que cada um focalizou uma área diferente do conhecimento. Começou estudando o sistema solar (física/astronomia), passou para pesquisa com visão e ilusão de ótica (biologia), verificou a qualidade da água fornecida ao consumo doméstico (química) e finalizou com uma abordagem das máquinas simples do cotidiano (matemática/física).

No ensino médio, sob orientação especializada dos professores desenvolveu duas pesquisas inéditas sobre a qualidade microbiológica das areias de praia e a produção da EcoBoard, um painel ecológico usando resíduos agroindustriais (casca de arroz e sabugo de milho) colados com resinas vegetais.

“Imagina os cientistas do Weizmann como pessoas incríveis que enfrentam desafios e ultrapassam barreiras diariamente para produzir conhecimentos que marcam o mundo e as pessoas. O trabalho voltado à pesquisa básica é louvável, pois fundamenta e incentiva outros a melhor pesquisar.” ‘ disse dias antes de começar a ‘“Weizmann Experience” 2020.

Terceiro Tour Virtual no campus

Terceiro Tour Virtual no campus

No terceiro episódio de “Uma janela para o Campus” faça um tour virtual pelo Instituto Weizmann de Ciências, conheça os pesquisadores e descubra alguns de seus laboratórios mais escondidos. A série de vídeos destaca diferentes aspectos do Instituto, incluindo seus prédios históricos, laboratórios de última geração, arte, pessoas e muito mais.