Ciência

COVID-19: Os outros números que importam

 COVID-19: Os outros números que importam

Dados numéricos revelam fatos importantes.  Os cientistas Ron Milo e Yinon Bar-On do Instituto Weizmann, juntamente com pesquisadores de Berkeley, utilizaram um método de pesquisa original para organizar o excesso de informações sobre o coronavírus em uma estrutura ordenada. Os cientistas examinaram centenas de estudos e com a experiência acumulada em  estudos anteriores, nos quais computaram o número de células no corpo humano e a distribuição de biomassa na Terra, calcularam a semelhança do genoma do novo coronavírus com os de outros vírus da mesma família.

Os cientistas publicaram também outros dados numéricos precisos sobre a ligação do vírus a vários órgãos do corpo e outros números relevantes para o desenvolvimento de vacinas ou remédios.

Uma outra parte da pesquisa, avalia a taxa de acumulação de mutações do vírus, dado que pode ser relacionado à probabilidade do vírus “contornar” as vacinas desenvolvidas contra ele. A taxa é lenta e Milo avalia – com cautela! – que isso pode indicar que drogas e vacinas desenvolvidas por cientistas serão mais duráveis.

Nova arma na guerra contra vírus transmitidos por animais

 Nova arma na guerra contra vírus transmitidos por animais

Molécula criada no Instituto Weizmann pode caminhar para futuros tratamentos contra vírus que passam de animais para humanos, inclusive a Febre Hemorrágica Brasileira.

Um novo estudo do Instituto Weizmann de Ciências pode ajudar a oferecer uma solução inovadora para de vírus animais que infectam seres humanos. Pesquisadores do Departamento de Biologia Estrutural, liderados pelo Dr. Hadas Cohen-Dvashi, criaram uma isca para vírus que pode inibir a infeção em humanos. O estudo  publicado na revista Nature Communications  se concentrou em um grupo de vírus chamados Arenavirus do Novo Mundo, que se originaram no continente americano. Entre eles está o Vírus Sabiá que produz uma doença rara, mas de alta letalidade, chamada Febre Hemorrágica Brasileira. Em Sorocaba, SP No último dia 11 de janeiro, um homem de 52 anos, morreu vítima desta doença que não era registrada há 20 anos no país.

Saiba mais: New weapon in the war on animal borne viruses

Enzima – aquecimento global

Aquecimento global: as vias diplomáticas não estão funcionando. Será que a biotecnología vai salvar a humanidade?

 

Em artigo do Prof. Ricardo Giordano da USP, o blog de ciência de O globo, anuncia esta semana um avanço importantíssimo do Instituto Weizmann.

“Cientistas pelo mundo não se cansam de nos alertar sobre os perigos do aquecimento global, se não controlarmos as emissões de gases que causam o efeito estufa. Aumento das temperaturas globais, agravamento de fenômenos meteorológicos como tufões e alagamentos causados por chuvas mais intensas, sem mencionar o aumento no nível dos mares e oceanos, fruto do descongelamento das calotas polares. Dentre os gases causadores do efeito estufa, um dos mais mencionados é o dióxido de carbono, CO2….
Na última semana de novembro, na revista Cell, pesquisadores israelenses dos institutos Weizmann e Israel de Tecnologia reportaram um passo importante que poderá auxiliar-nos neste desafio: a captação de CO2 por microrganismos

 

O artigo é assinado pelo Prof. Ricardo José Giordano – Professor associado do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Doutor em Bioquímica e Biologia Molecular. Pós-doutorado MD Anderson Cancer Center (Texas, EUA) no prestigioso blog de ciencia de O Globo, que publica artigos de divulgação científica, resenhas sobre os progressos das ciências exatas e humanas e análises de políticas públicas com o objetivo declarado de estimular a Ciência no Brasil.

 

 

Leia mais: Rubisco:  a enzima que pode nos salvar do aquecimento global

Um novo caminho para bloquear o câncer ósseo infantil

 

Um novo caminho para bloquear o câncer ósseo infantil

 

Estudo em camundongos mostrou que a redução de um determinado sinal hormonal evita que o câncer cresça e se espalhe.

O Sarcoma de Ewing é um câncer ósseo que aparece principalmente em adolescentes. Uma vez que se espalha para órgãos distantes é difícil de tratar.  Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências descobriram novas interações moleculares e propuseram um tratamento promissor através de um estudo em camundongos. Estes resultados foram publicados recentemente na revista Cell Reports.

 

Saiba mais: A New Route to Blocking Children’s Bone Cancer

Patricia Honorato Moreira

Conheça os 4 bolsistas brasileiros da Escola de Verão do Weimann 2019

Patricia Honorato Moreira, Goiânia – GO

Tem 19 anos, durante o ensino fundamental estudou em uma escola pública do seu bairro. Aos 15 anos ganhou uma bolsa de estudos integral em uma escola particular onde teve a oportunidade de integrar um grupo de ciências e robótica, e começar a desenvolver pesquisa cientifica.

“Desde os meus 12 anos eu queria fazer pesquisa, mas não tinha apoio para desenvolver minhas ideias. Aos 15 anos, ganhei uma bolsa de estudos em uma escola particular da minha cidade, lá eu passei a integrar um grupo de ciências e robótica. Durante o tempo que passei nesse grupo, fui desafiada com questões instigantes, constantemente pensando fora da caixa e usando a ciência como minha principal ferramenta. Eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto científico para solucionar a problemática da eutrofização que vem matando milhares de animais aquáticos ao redor do mundo, usando a semente de Moringa oleifera.

Encontei uma maneira de remover os altos índices de nitrogênio e fósforo, principais causas desse processo, e assim, garantir a vida aquática em lagos e rios. Meus esforços já me fizeram deixar a periferia para apresentar meu projeto na NASA e na Universidade de Harvard.”

Esse ano, a Patricia terá a oportunidade de representar o Brasil na Intel Isef 2019 nos Estados Unidos e ICYS 2019 (International Conference of Young Scientists) na Malásia. Atualmente ela está trabalhando para expandir seu projeto para ajudar nos recentes desastres aquáticos nos Rios Paraopeba e Doce nas cidades de Brumadinho e Mariana, Minas Gerais. “É por isso que é tão importante para mim frequentar a Escola de Verão do Weizmann Institute of Science. Isso me aproximará dos meus objetivos com uma carreira na ciência, porque terei a oportunidade única de desenvolver pesquisa em um laboratório de ponta, estabelecer uma rede de contatos com cientistas de renome e compartilhar meu projeto com eles. Enquanto também irei ter uma imersão cultural com outros jovens que como eu, procuram fazer algo que beneficie a sociedade. Minha jornada científica me mostrou que pessoas como nós podem transformar o mundo em um lugar melhor.”

Leia o depoimento da Patricia.

Natalia Von Staa Mansur

Conheça Natalia, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Natalia Von Staa Mansur, São Paulo – SP

Tem 18 anos, e atualmente cursa Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo (USP).

Estudou no Colégio Dante Alighieri, onde participou do programa de iniciação científica Cientista Aprendiz desde o oitavo ano. “Meu interesse em ciência se iniciou desde a infância, com minha necessidade quase fisiológica por explicações satisfatórias sobre os fenômenos naturais. Assim, aprender ciência desde jovem foi uma ótima oportunidade de expandir meus horizontes e aprofundar meu conhecimento”

“Depois, no ensino médio, eu comecei a apreciar o impacto da ciência, não somente em explicar, mas também em transformar o mundo. Assim, ao buscar um projeto de pesquisa, eu sempre procurei imaginar formas diferentes de utilizar o conhecimento, especialmente em biologia, para solucionar problemas”. Deste modo, no segundo ano do ensino médio, começou a trabalhar em um laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas, na Universidade de São Paulo (USP). Seu projeto visava avaliar bactérias Pseudomonas putida mutadas no gene phoU, em sua elevação na assimilação de fosfato, buscando uma futura aplicação em águas eutrofizadas.

“Estou muito animada em participar da Escola de Verão do Weizmann. Existe algo de muito especial na imersão científica multidisciplinar proporcionada pelo programa, além de ser fenomenal conhecer diferentes estudantes e professores que compartilham o mesmo amor por ciência.”

Leia o depoimento do Natalia.

Leonardo Azzi Martins

Conheça Leonardo, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Leonardo Azzi Martins, Porto Alegre – RS

Tem 19 anos e estudou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul- rio-grandense (IFSul), onde se formou no Curso Técnico Integrado em Mecatrônica.  “Desde criança sempre sonhei em ser um grande cientista. Tive minha curiosidade pelo mundo aguçada desde a infância, sempre fui inquieto em saber o porquê das coisas e inventar soluções para os problemas. Em 2009, meu avô teve sua perna amputada devido a uma trombose. Por conta disto, quando iniciei o Curso Técnico, resolvi criar o projeto SmartLeg, desenvolvendo uma prótese transfemoral robótica e mais acessível para pessoas como ele. Com este projeto, me tornei o jovem cientista que tanto sonhava ser e me apaixonei pela área da Engenharia Biomédica.

Assim, criei um projeto de pesquisa onde estudei a percepção sensorial e os mecanismos neurais de navegação de indivíduos cegos com objetivo desenvolver um dispositivo de substituição sensorial capaz de auxiliar estas pessoas em explorar ambientes urbanos. Atualmente trabalho como Desenvolvedor de Software na indústria aeroespacial e estou aplicando para o vestibular em Engenharia da Computação.

Encontrei na Escola de Verão do Instituto Weizmann uma oportunidade de dar mais um grande passo em direção à minha carreira na área da Engenharia Biomédica, na qual pretendo me especializar no futuro, pois terei a oportunidade de aprender na prática com os melhores cientistas na área em uma instituição de pesquisa renomada internacionalmente, além de aprender com uma cultura diferente e conhecer jovens cientistas de todo o mundo tão apaixonados pela ciência quanto eu.”

Leia o depoimento do Leonardo.

Constanza Maria Reis da Silva Mariano

Conheça a Constanza, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Rio de Janeiro – RJ

Tem 19 anos e cursa Engenharia Mecatrônica na Escola Politécnica na Universidade de São Paulo.

Quando chegou no Colégio Pedro II, teve maior contato com a Matemática através das olimpíadas científicas e o primeiro projeto de Iniciação Científica, focado em Cálculo I no cotidiano, uma matéria que é geralmente ensinada apenas no início da graduação. “Percebi que a matemática mantinha a minha curiosidade viva e contanto que eu estivesse disposta a enfrentar os desafios e a amar cada momento que a ela viesse a me proporcionar, senti que era isso que eu deveria continuar a correr atrás”.

Em 2015 e 2016, conquistou medalhas na Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras e ganhou bolsa para fazer pesquisa na UERJ, através do “Programa Jovens Talentos” da FAPERJ, para desenvolver modelos computacionais que facilitam o ensino de Física na escola. Em 2017, fez outra Iniciação Científica com um projeto em que precisava desenvolver um sensor, tanto o hardware como software, que captasse informações do ambiente a fim de manter condições estáveis para o crescimento de uma plantação de hidropônicas. Em 2018, enquanto se preparava para entrar na faculdade, participou do programa de verão “Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica” na USP, quando construiu seu primeiro robô. “Fiquei impressionada com todo o processo de confecção de um, pois vi que era algo que exigia muito estudo, criatividade e trabalho em equipe. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de começar a desenvolver os meus próprios.”

“Considero que minha determinação ao longo da minha vida acadêmica foram essenciais para fazer eu me identificar com os valores que a ciênciaproporcionam. Cada envolvimento científico que tive até agora me fez crescer de alguma forma, chegando a ser uma preparação para o momento presente – o qual pretendo colocar ideias fora do papel. O Weizmann significa o início de uma nova jornada científica para mim, ainda mais madura e disposta a concretizar o meu sonho de avançar para melhorar a área de saúde mental e bem estar da população. Acredito que estando no Weizmann, minhas respostas virão na forma de adição: de conhecimento, crescimento, e convivência com os demais 79 jovens, nos quais mal posso esperar me inspirar e vivenciar esse momento de descoberta junto.”

Leia o depoimento do Constanza.

Profa. Michal Schwartz recebeu o Prêmio EMET em Biomedicina

Profa. M. Schwartz na palestra na CIP

Profa. Michal Schwartz recebeu o Prêmio EMET em Biomedicina

A Profa. Michal Schwartz, cientista do Instituto Weizmann de Ciências que os brasileiros tiveram oportunidade de conhecer na visita que fez ao Brasil em outubro de 2016, recebeu o Prêmio EMET em Biomedicina, em reconhecimento aos grandes resultados da sua pesquisa de imunologia cerebral e seu o impacto no envelhecimento e na demência.

A Profa. Schwartz é reconhecida internacionalmente pelas suas contribuições revolucionárias que mostram o papel do sistema imunológico na manutenção da saúde do cérebro. Seus estudos forneceram a base para o desenvolvimento recente de uma imunoterapia para tratar a doença de Alzheimer, aproveitando o sistema imunológico para apoiar o cérebro. A nova abordagem foi capaz de reduzir os sintomas e até mesmo reverter a perda cognitiva em modelos animais. A abordagem de imunoterapia é um potencial game changer no tratamento de condições neurodegenerativas.