Israel

Enzima – aquecimento global

Aquecimento global: as vias diplomáticas não estão funcionando. Será que a biotecnología vai salvar a humanidade?

 

Em artigo do Prof. Ricardo Giordano da USP, o blog de ciência de O globo, anuncia esta semana um avanço importantíssimo do Instituto Weizmann.

“Cientistas pelo mundo não se cansam de nos alertar sobre os perigos do aquecimento global, se não controlarmos as emissões de gases que causam o efeito estufa. Aumento das temperaturas globais, agravamento de fenômenos meteorológicos como tufões e alagamentos causados por chuvas mais intensas, sem mencionar o aumento no nível dos mares e oceanos, fruto do descongelamento das calotas polares. Dentre os gases causadores do efeito estufa, um dos mais mencionados é o dióxido de carbono, CO2….
Na última semana de novembro, na revista Cell, pesquisadores israelenses dos institutos Weizmann e Israel de Tecnologia reportaram um passo importante que poderá auxiliar-nos neste desafio: a captação de CO2 por microrganismos

 

O artigo é assinado pelo Prof. Ricardo José Giordano – Professor associado do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Doutor em Bioquímica e Biologia Molecular. Pós-doutorado MD Anderson Cancer Center (Texas, EUA) no prestigioso blog de ciencia de O Globo, que publica artigos de divulgação científica, resenhas sobre os progressos das ciências exatas e humanas e análises de políticas públicas com o objetivo declarado de estimular a Ciência no Brasil.

 

 

Leia mais: Rubisco:  a enzima que pode nos salvar do aquecimento global

A física do Shofar

 

A física do Shofar

O Davison Institute, braço educacional do WIS, aproveita um dos instrumentos musicais mais antigos para ensinar física.

Soprar o shofar não é tarefa fácil. Como se produz o som? O que determina o tom? Como influi no som o cumprimento e a forma?

Para saber a resposta a estas e muitas outras perguntas, leia o artigo sobre a física do shofar (em ingles).

Saiba mais: Standing waves synagogue physics shofar

Um caminho promissor para o desenvolvimento de um medicamento contra uma doença hereditária ainda sem cura

 

Um caminho promissor para o desenvolvimento de um medicamento contra uma doença hereditária ainda sem cura

Quando a pesquisadora do Departamento de Ciências Biomoleculares do Instituto Weizmann de Ciências, Prof. Rivka Dikstein, começou a estudar um gene relacionado a inflamação, não imaginou que deixaria o mundo mais perto de ter um medicamento contra a doença de Huntington. O gene SpT5, parece ser o caminho para enfrentar esta doença, cujos primeiros sintomas aparecem lenta e gradualmente entre os 30 e 50 anos, alterando os movimentos, o comportamento e a capacidade cognitiva.

A Dra. Anat Bahat, cientista da equipe da Profa. Dikstein, achou recentemente duas moléculas que em testes com neurônios no laboratório, bloquearam a expressão do gene mutado, sem afetar o normal. Se esses resultados se confirmarem com estudos em animais e mais tarde em humanos, pode ser o caminho para o desenvolvimento de uma droga contra esta doença degenerativa.

A Doença de Huntington, também conhecida como Coreia de Huntington é hereditária, rara e ainda sem cura.

 

Saiba mais: New Molecules Precisely Target Mutant Disease Gene

 

 

Prof. David Margulies, do Laboratorio de Química Bio-orgânica em São Paulo

Na foto (de esquerda a direita), Claudia Issler Faiguenboim (Diretora dos Amigos do
Weizmann) Profa. Regina. P. Markus, (VP dos Amigos do Weizmann) Marcelo Tomaszewski,
Roxana Tabakman (Diretora de Comunicação dos Amigos do Weizmann), o cientista do
Instituto Weizmann de Ciencias Prof. David Margulies, Miguel Zweig e Itche Vasserman.

Prof. David Margulies, do Laboratorio de Química Bio-orgânica em São Paulo

O professor David Margulies Professor Associado no Laboratório de Química Bio-orgânica do Instituto Weizmann de Ciências , veio ao Brasil a convite do Prof. Helio Stefani da Universidade de São Paulo (USP) para participar de seminários no Instituto de Química e Farmácia.

O Prof. Margulies ganhou reconhecimento internacional há dois anos, quando o seu avanço foi matéria de capa na prestigiosa Nature Nanotechnology.

Ele é o criador do que foi chamado, o nariz molecular, um sistema capaz de analisar uma grande quantidade de moléculas no interior das células. É uma nova solução que gera resultados analíticos rápidos e altamente detalhados, revelando e quantificando a presença de uma série de proteínas em um único experimento. Por que ele chamou de nariz?”

Porque assim como um pequeno número de receptores olfativos permitem que o nariz humano diferencie muitos cheiros, um pequeno número de receptores moleculares permite que o dispositivo diferencie muitas proteínas”, explicou na sua palestra informal.

Sendo de escala molecular, ele concluiu “é o menor nariz do mundo”. O nariz molecular do Prof. Margulies já foi aplicado com sucesso para caracterizar ao conteúdo químico de uns medicamentos suspeitos de serem falsificados. O sistema cria uma “assinatura” multi colorida da identidade química que demostrou potencial para o estudo das alterações moleculares presente nos neurônios dos pacientes com Alzheimer.

 

Saiba mais: Prof. Margulies

 

Bactéria “come” CO2

  Bactéria “come”CO2

O microrganismo desenvolvido para viver do ar poderia contribuir a criar tecnologias mais limpas.

As bactérias criadas no laboratório do Prof. Ron Milo do Instituto Weizmann de Ciências pararam de comer todos os seus alimentos sólidos normais, e passaram a viver do dióxido de carbono (CO2) do ar. O avanço permite vislumbrar o desenvolvimento de biocombustíveis neutros em carbono, métodos de produção com emissões mais baixas e até a chance de remover gás carbônico do ar. Tudo muito saudável para o planeta.

“Nosso laboratório foi o primeiro a perseguir a ideia de mudar a dieta de microrganismos que comem substâncias orgânicas (heterotrófico) para convertê-los em autotróficos (“que vivem do ar”)”, diz Milo. “Parecia impossível no início, mas ao longo do caminho aprendemos bastante e no final nós mostramos que de fato podia ser feito. Nossos resultados são um marco significativo em direção ao nosso objetivo de aplicações científicas eficientes e verdes.”

 

 

O trabalho de quase uma década de pesquisa com as bactérias E.coli, submetidas a engenharia genética e pressão evolutiva no laboratório, foi relatado na revista Cell.

Saiba mais:  Greenest diet bacteria switch eating carbon dioxide

Educação científica para todos, by Weizmann

Educação científica para todos,  by Weizmann

O Davidson Institute, braço de Educação Científica do Instituto Weizmann de Ciências (WIS), tem um papel vital na criação de programas de alfabetização científica em Israel. Ouça neste episódio do WeizmannVoices, o podcast do WIS, uma conversa com sua diretora geral a Dra.  Liat Ben-David. Ela mostra uma visão do trabalho do Instituto Davidson que pode ser considerado um modelo global.
 

Um novo caminho para bloquear o câncer ósseo infantil

 

Um novo caminho para bloquear o câncer ósseo infantil

 

Estudo em camundongos mostrou que a redução de um determinado sinal hormonal evita que o câncer cresça e se espalhe.

O Sarcoma de Ewing é um câncer ósseo que aparece principalmente em adolescentes. Uma vez que se espalha para órgãos distantes é difícil de tratar.  Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências descobriram novas interações moleculares e propuseram um tratamento promissor através de um estudo em camundongos. Estes resultados foram publicados recentemente na revista Cell Reports.

 

Saiba mais: A New Route to Blocking Children’s Bone Cancer

Medicina personalizada: exame de sangue para risco de câncer de pulmão


Medicina personalizada: exame de sangue para risco de câncer de pulmão

A procura por câncer de pulmão se faz escolhendo as pessoas pela idade ou tabagismo, e muitos não fumantes ficam de fora dos exames preventivos. Desconhecem assim o risco individual e iniciam mais tarde o tratamento. Agora, cientistas do instituto Weizmann de Ciências (WIS), junto com pesquisadores da Universidade de Cambridge (UK) propõem um novo protocolo de busca através de um exame de sangue. Se baseia na capacidade individual do paciente e reparar os danos no DNA.

O teste do Prof. Zvi Livneh e a doutora Tamar Paz-Elizur do departamento de Ciências Biomoleculares do WIS, considera a atividade de três enzimas reparadoras de DNA através das quais as células respondem aos danos genéticos. Na pesquisa envolvendo 150 pacientes de câncer e 143 pessoas sadias demostraram que uma pontuação baixa no índice de reparação de DNA se associava a um risco 5 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão. Além disso, no grupo dos pacientes, este teste permitiria identificar quem responde melhor a imunoterapia. Um grande avanço no caminho da medicina personalizada!

Leia mais: DNA’s smoking gun

Weizmann Talks Escola de Verão 2019

 

Weizmann Talks 2019 17 de setembro, na CIP SP

No Weizmann Talks do dia 17 de setembro, na CIP SP, Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Natalia Von Staa Mansur, Leonardo Azzi Martins e Patrícia Honorato Moreira emocionaram o público ao dividirem as experiências dos projetos realizados durante o mês de julho no Instituto Weizmann de Ciências (WIS). Eles foram os bolsistas, patrocinados pela Associação de Amigos do Weizmann no Brasil, após um intenso processo de seleção aberto a todo país.

Durante quase duas horas, os jovens deram relatos sobre como se sentiram ao saberem que ganharam a bolsa para o programa e do projeto desenvolvido por cada um, enfatizando o acesso aos mais modernos laboratórios e a troca de experiência com mais de 80 alunos provenientes de 15 países diferentes, mas que segundo eles, são todos muito parecidos e têm em comum o mesmo amor pela ciência.

Eles também falaram sobre os passeios que fizeram por Israel, da vivência no deserto, da interdisciplinaridade que encontraram no Weizmann e da política de “portas abertas” do WIS, onde cientistas e pesquisadores de renome abriram as portas de seus laboratórios para os estudantes. Também frisaram como foi enriquecedor entender a cultura e vivenciar o dia a dia em um país tão pequeno, mas que preserva sua história e seu passado e que causa um impacto tão grande no mundo. Não faltaram agradecimentos ao Grupo de Amigos do Weizmann, por ter propiciado essa experiência inesquecível e transformadora.

O evento também contou com a presença de Rafael Carlos Alves da Lima, bolsista de 2016. Morador da periferia de São Paulo, emocionou a todos com sua história de superação. Ele, que estudou em uma “escola de lata” hoje cursa a Universidade de Dartmouth nos Estados Unidos e já viajou para mais de 100 países.

“O Brasil faz ciência de excelente nível, porém temos que tornar a ciência brasileira uma propriedade de todos os brasileiros. É isso que estamos fazendo hoje, investindo nesses jovens que tiveram uma experiência profundamente transformadora e que impactará suas vidas”, destacou a Profa. Regina P. Markus, vice-presidente dos Amigos do Weizmann e que esteve à frente de todo o processo seletivo para a Escola de Verão.

“Quando assistimos a apresentação desses jovens, e vemos o sorriso, o brilho nos olhos e os resultados alcançados, sabemos que estamos no caminho certo. Nós crescemos quando vocês crescem. Em Israel vocês tiveram oportunidade de conhecer uma realidade sem filtro, sem “fake News” e isso para nós é motivo de orgulho e engrandecimento”, complementou o presidente dos Amigos do Weizmann, Mario Fleck.

Saiba mais sobre a experiência dos bolsistas de 2019:

Leonardo tem interesse por tecnologia, mas durante o período na Escola de Verão, estudou uma proteína descoberta no Instituto Weizmann que pode causar a morte das células e assim gerar doenças. Ele disse que adorou trabalhar manipulando bactérias, cultivando células no laboratório e purificando proteínas, bem como a emoção de conhecer o pesquisador que fez a descoberta desta proteína.

Constanza trabalhou na área de pesquisa de escala atómica. Destacou como o mundo atómico é muito pequeno e exige equipamento sofisticado. Ela participou do desenvolvimento de um microscópio reverso capaz de tirar fotos da estrutura subatómica dos materiais.

Já a vivência da Natália foi na Biologia. Na sua apresentação, falou das bactérias que não produzem doenças como “amiguinhas”, as que produzem doenças como “priminhas do mal” e da pesquisa, da conveniência de “entender os inimigos para poder lidar com eles”. Estudou uma bactéria (Salmonela sp.) que reconhece um sinal quando tem por perto uma célula de defesa, e que poderia acabar com ela. Então prepara uma resposta biológica capaz de deixar a célula de defesa (chamada macrófago), segundo Natália, “mansinha”.

Patrícia, estudou sobre como as árvores sobrevivem no clima extremo de Israel, no laboratório de Ciências Ambientais. Ela, que já desenvolveu um método para despoluir lagos, emocionou-se quando relatou que nunca tinha visto o mar, e em Israel conheceu o Mar Morto, o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo. “Agora quero despoluir os mares”, concluiu.