Israel

O Instituto Weizmann entre os Top 3 no Nature Index normalizado

O Instituto Weizmann entre os Top 3 no Nature Index normalizado

“O tamanho não é tudo”, proclama um comunicado de imprensa da revista
Nature esta semana. Um novo ranking normalizado do Nature Index 2019
acrescentou uma nova perspectiva para as contribuições relativas de cada
Instituto e classificou ao Instituto Weizmann de Ciências entre os três primeiros
no mundo.

Enquanto o ranking padrão manteve poucas surpresas, o ranking normalizado
revelou um “conjunto muito diferente de líderes entre as instituições
acadêmicas.” Este ranking leva em conta o número de artigos de alta qualidade
publicados em uma proporção da produção global de cada Instituto na área das
ciências naturais. Esta normalização – que avalia as contribuições de uma
instituição pelos seus artigos científicos, compara estes aos artigos publicados
em revistas de alta qualidade e à sua produção científica total – permite que
institutos pequenos sejam classificados junto aos grandes. O índice acompanha
as contribuições em artigos de pesquisa publicados em 82 revistas de alta
qualidade em ciências naturais, escolhidas por um grupo independente de
pesquisadores. Essas contribuições são extraídas de alguns dos 60.000 artigos
publicados em periódicos incluídos no índice de Nature e comparados com os de
cerca de 3.880.000 artigos rastreados em um banco de dados digital para
publicação científica.

O ranking normalizado lista o laboratório Cold Spring Harbor nos EUA, o
Instituto de Ciência e Tecnologia da Áustria, e o Instituto Weizmann de Ciências
em Israel como os três primeiros. David Swinbanks, fundador do índice Nature
declarou: a inclusão este ano de um ranking normalizado ao lado das tabelas
anuais padrão do Nature Index é especialmente interessante porque o ranking ilumina alguns institutos menores que estão proporcionalmente superando as
potências de pesquisa e, de outra forma, permaneceriam muito mais abaixo nas
classificações padrão. As menores instituições classificadas nas 10 melhores
posições têm algumas características em comum: ambição, declarando como
missão o esforço por serem a melhor do mundo; a interdisciplinaridade, com
forte colaboração entre os campos de estudo e em vários casos, ter o apoio de
laureados no Prêmio Nobel.

O Nature Index foi publicado em um suplemento especial. Nas tabelas padrão, o
Instituto Weizmann de Ciências também classificou nos Top 100, e número 1 em
Israel.

O Presidente do Instituto, Prof. Daniel Zajfman, acrescenta: “nós sabemos há
muito tempo que o tamanho é irrelevante quando se trata de excelência na
ciência. Para o Instituto Weizmann se esforçar para ser o melhor envolve atrair
os melhores cientistas e deixá-los seguir sua curiosidade. A interdisciplinaridade
e a colaboração entre campos e entre países são simplesmente parte do nosso
DNA, e estamos orgulhosos desse fato. O ranking do Nature Index normalizado
mostra realmente a qualidade da pesquisa superior, e que não é preciso ser
grande para estar na vanguarda da ciência global.”

Leia mais: Small Institute, Outsized Impact

Respire fundo antes de responder!

Respire fundo antes de responder!

A função cognitiva estaria associada à inalação. Pacientes que solucionaram problemas enquanto inalavam se saíram melhor nos testes do que as que exalavam na mesma situação.

Um café expresso, uma barrinha de chocolate ou ficar em posição invertida – todos esses recursos foram recomendados antes de se submeter a um teste expressivo. O melhor conselho, entretanto, poderia ser apenas respirar fundo. Conforme a pesquisa conduzida no laboratório do Prof. Noam Sobel, do Departamento de Neurobiologia do Instituto Weizmann de Ciências, as pessoas que inalam quando se veem diante de uma tarefa visual-espacial se saíram melhor do que as que exalavam na mesma situação. Os resultados do estudo, que foram publicados na revista Nature Human Behavior, sugerem que o sistema olfativo pode ter moldado a evolução da função cerebral muito além da função do olfato.

O Dr. Ofer Perl, que liderou a pesquisa como estudante de graduação do laboratório de Sobel, explica que o olfato é o sentido mais antigo: “Até mesmo as plantas e bactérias podem ‘farejar’ as moléculas em seu ambiente e reagir. Mas todos os mamíferos terrestres sentem cheiros inalando o ar pelos canais nasais e repassando os sinais por nervos até o cérebro.”

Algumas teorias sugerem que esse antigo sentido definiu o padrão para o desenvolvimento de outras partes do cérebro. Ou seja, cada sentido adicional evoluiu utilizando o modelo que havia sido estabelecido anteriormente pelos sentidos já existentes. A partir daí, surgiu a ideia de que a inalação, por si só, pode preparar o cérebro para adquirir novas informações – na essência, sincronizando os dois processos.

Na verdade, estudos dos anos 40 e posteriores já haviam descoberto que as áreas do cérebro envolvidas no processamento dos cheiros – consequentemente, da inalação – estão conectadas àquelas que criam novas memórias. Mas o novo estudo começou com a hipótese de que partes do cérebro envolvidas em funções superiores também podem ter evoluído segundo o mesmo modelo básico, mesmo sem apresentar vínculo algum ao sentido do olfato. “Em outros mamíferos, o sentido do olfato, a inalação e o processamento de informações andam lado-a-lado” – disse Sobel. “Nossa hipótese assumia que não apenas o sistema olfativo, mas todo o cérebro se prepara para o processamento de novas informações começando pela inalação. Acreditamos que nosso cérebro seja “farejador”.

Para testar sua hipótese, os pesquisadores projetaram um experimento em que poderiam medir o fluxo de ar passando pelas narinas dos pacientes, ao mesmo tempo apresentando a eles problemas para solucionarem. O experimento incluía problemas matemáticos, problemas de visualização espacial (em que a pessoa tinha de decidir se um desenho de uma figura tridimensional poderia existir na vida real) e testes verbais (em que a pessoa decidia se as palavras que surgiam na tela eram reais ou não). Os pacientes tinham de clicar em um botão – uma vez quando respondiam a uma pergunta e uma vez quando estivessem prontos para a próxima pergunta. Os pesquisadores observaram que, à medida que os pacientes passavam pelos problemas, eles inalavam o ar logo antes de pressionar o botão, a cada pergunta.

O experimento foi projetado para que os pesquisadores tivessem a certeza de que os pacientes não estavam cientes do monitoramento de sua respiração, e eliminaram um cenário em que pressionar o botão era, em si, um motivo para inalar, e não o preparo para a tarefa em questão.

Em seguida, os pesquisadores alteravam o ambiente, oferecendo aos pacientes somente problemas espaciais para resolver, mas metade deles era apresentada no momento em que eles inalavam e a outra metade, quando exalavam. A inalação acabou se revelando significativamente associada aos resultados mais positivos nos problemas do teste. Durante o experimento, os pesquisadores mediram a atividade cerebral elétrica com um EEG, e também constataram a diferença entre a inalação e a exalação, particularmente no que diz respeito à conectividade entre diferentes partes do cérebro. O fato foi verdadeiro durante os períodos de descanso, além do período de solução de problemas, com maior conectividade associada à inalação. Além disto, quanto maior a lacuna entre os dois níveis de conectividade, mais a inalação parecia ajudar o paciente a solucionar os problemas.

“Pode-se deduzir que o cérebro associa a inalação à oxigenação, preparando-se assim para se concentrar melhor nas questões, mas os tempos medidos não correspondem a isto” – disse Sobel. “Tudo acontece em 200 milissegundos – muito antes que o oxigênio possa fluir dos pulmões ao cérebro. Os resultados comprovam que não só o sistema olfativo é sensível à inalação e à exalação, mas o cérebro inteiro também. Acreditamos que poderíamos generalizar e dizer que o cérebro funciona melhor durante a inalação”.

As constatações poderiam ajudar a explicar, entre outras coisas, por que o mundo parece difuso quando nosso nariz está entupido. Sobel indica que a própria palavra “inspiração” significa, além de respiração, também o estímulo ao intelecto e às emoções. E as pessoas que praticam meditação sabem que a respiração é fundamental para controlar as emoções e o pensamento. Entretanto, trata-se de um apoio empírico importante para as intuições, e demonstra que nosso sentido olfativo, de alguma forma, provavelmente forneceu o protótipo para a evolução do restante do cérebro.

Os cientistas acreditam que suas descobertas, entre outras cosias, poderão levar à pesquisa de métodos para ajudar crianças e adultos a se concentrar e controlar distúrbios, aprimorando suas habilidades por meio da respiração nasal controlada.

A pesquisa do Prof. Noam Sobel tem o apoio do Instituto Nacional Azrieli para Geração de Imagens e Pesquisa do Cérebro Humano; do Centro Norman e Helen Asher de Geração de Imagens do Cérebro Humano; do laboratório de Nadia Jaglom para Pesquisa de Neurobiologia do Olfato; da Fundação Adelis; do Fundo Rob e Cheryl McEwen para Pesquisa do Cérebro; e do Conselho Europeu de Pesquisa. O Prof. Sobel é o responsável pela cátedra de Neurobiologia Sara and Michael Sela.

Um anticongelante pode estimular a formação de gelo?

Um anticongelante pode estimular a formação de gelo?

Uma nova pesquisa comprova que algumas proteínas anticongelantes podem fazer as duas coisas

Foto: Bielefeld University

Imagem de um chip de pesquisa através de um microscopio: alta concentração de proteínas anticongelantes assegura que as gotas congelem (pontos escuros) a temperaturas menos frias do que usual.

O anticongelamento é um meio de sobrevivência nos invernos muito frios: Proteínas
anticongelantes naturais ajudam peixes, insetos, plantas e até bactérias a sobreviverem em
climas de baixas temperaturas, que de outra forma transformariam seus fluidos corporais em lascas de gelo. Estranhamente, sob condições muito frias, as mesmas proteínas também podem estimular a formação de cristais de gelo. Esta foi a constatação do experimento realizado em Israel e na Alemanha utilizando proteínas extraídas de peixes e besouros. Os resultados desse estudo, publicado na revista The Journal of Physical Chemistry Letters, podem ter implicações na compreensão dos processos básicos de formação de gelo.

Antes de mais nada, as proteínas anticongelantes não impedem a formação de gelo.
Elas envolvem pequenos cristais de gelo – os núcleos que fornecem o “modelo” para o
crescimento de cristais maiores – e os impedem de crescer. As larvas do besouro castanho, por exemplo, têm essas proteínas em sua carcaça externa, para afastar o gelo que poderia romper sua pele frágil.

Os cientistas queriam comparar as proteínas anticongelantes às proteínas naturais
capazes de promover o crescimento de cristais de gelo. Algumas bactérias, por exemplo, são conhecidas por desenvolverem cristais de gelo afiados que rompem a pele dos tomates quando maduros. Embora se acreditasse que essas duas espécies de proteína fossem muito diferentes, estudos científicos anteriores sugerem que têm mais similaridades do que se imaginava. A premissa básica tinha como base a ideia de que as proteínas anticongelantes têm uma região ativa capaz de se ligar ao gelo; e uma região que se liga ao gelo é capaz de suportar a formação de um núcleo inicial de gelo que tem o potencial de se transformar em um cristal de gelo. O problema é que, até agora, havia poucos meios de se isolarem de fato as ações dessas moléculas biológicas.

O presente estudo foi liderado pelo Prof. Thomas Koop da Universidade de Bielefeld na
Alemanha, em colaboração com a equipe do Prof. Ido Braslavsky, da Universidade Hebraica de Jerusalém e do Prof. Yinon Rudich do Instituto Weizmann de Ciências.

O estudo foi possível graças a um dispositivo desenvolvido pela equipe do Prof. Yinon
Rudich, que eles batizaram de WISDOM (Weizmann Supercooled Droplets Observation on a Microarray, ou observação de gotículas super-resfriadas em uma micromatriz do Instituto Weizmann).

Esse dispositivo microfluídico tem canais microdimensionados e coletores de gotículas
que permitiram aos pesquisadores capturar microgotículas de água ultrapura em cada seção. Em seguida, eles adicionaram volumes cuidadosamente calculados de proteínas
anticongelantes purificadas, extraídas de larvas de besouros castanhos ou de uma espécie de peixe que vive no Ártico.

Uma vez adicionadas as proteínas anticongelantes às gotículas, eles resfriavam o
material a temperaturas bem baixas. A água, apesar de já ter sido resfriada a temperaturas
bem abaixo do ponto de congelamento (ou seja super-resfriada), ainda se encontrava em
estado líquido, em parte devido à ausência de impurezas que geralmente faz com que congele a 0 ºC. Desta forma, o gelo se formava somente quando a temperatura da água caía abaixo de -30 ºC. Essa configuração permitiu à equipe se certificar de que qualquer formação de gelo ou atividade que a impedisse se devia tão somente às ações das proteínas.

Embora as microgotículas em água pura, sem qualquer aditivo, começassem a formar
gelo em torno dos -38.5 ºC, em cerca de metade das amostras com proteínas anticongelantes, os cristais de gelo começavam a se formar a uma temperatura mais alta – próxima dos -34 ºC.

Em outras palavras, a determinadas temperaturas, extremas mas não desconhecidas

no planeta, o anticongelamento na verdade se torna pró-congelamento, dando início à
formação de cristais de gelo.

A equipe comparou as duas descobertas ao que se sabe a respeito das proteínas naturais que promovem o crescimento dos cristais de gelo (proteínas nucleadoras de gelo, ou INPs). As INPs são capazes de formar gelo com eficiência a temperaturas mais altas do que
aquelas em que as proteínas anticongelantes alternam seu processo para a formação de gelo.

Os cientistas agora têm a certeza de que a principal diferença está nas dimensões das
proteínas – as INPs são substancialmente maiores. Desta forma, essa constatação acrescenta ao nosso conhecimento tanto da formação de gelo quanto da sua prevenção. Para o Prof. Rudich, cujo trabalho se concentra na atmosfera e no clima, essa informação pode ser útil na compreensão dos processos físicos que afetam a formação de nuvens, em que as proteínas e outras moléculas complexas causam um impacto no desenvolvimento de cristais de gelo nas nuvens.

Proteínas anticongelantes, como as extraídas dos peixes, são utilizadas na atualidade,
entre outras coisas, para manter os sorvetes cremosos e manter superfícies externas
congeladas. Este estudo sugere que essas proteínas pode ter limitações, e poderiam na
verdade promover a formação de gelo quando expostas a temperaturas extremamente frias, como as que atingiram o continente norte-americano este ano. As INPs têm sua utilidade também, por exemplo, em estações de esqui que as utilizam para prolongar a duração da neve, sendo este estudo sobre proteínas anticongelantes, portanto, capaz de melhorar os métodos de geração de proteínas formadoras de gelo.

A pesquisa do Prof. Yinon Rudich tem o apoio do Centro de Pesquisa Nancy e Stephen Grand para Sensores e Segurança; do Centro Dr. Scholl para Recursos Hídricos e Clima; a Fundação da Família de David e Fela Shapell, do Fundo INCPM para Estudos Pré-Clínicos; do Centro da Família Sussman para o Estudo das Ciências Ambientais; do Fundo Beneficente Benoziyo para os Avanços da Ciência; do Instituto Ilse Katz para a Ciência de Materiais e a Pesquisa de Ressonância Magnética; do Centro De Botton de Oceanografia; de Dana e Yossie Hollander; do Fundo de Pesquisa do Câncer de Pulmão Herbert L. Janowsky; de Paul e Tina Gardner; de Adam Glickman; do espólio de Fannie Sherr; e do espólio de David Levinson.

Prof. Avidgor Scherz no Brasil

O cientista do Instituto Weizmann de Ciências é criador de uma terapia disruptiva contra o câncer.

 

O professor Avigdor Scherz do Instituto Weizmann de Ciências (WIS), um dos responsáveis por desenvolver uma inovadora terapia sem efeitos colaterais para o câncer de próstata, fez uma palestra na Congregação Israelita Paulista (CIP) no dia 25 de março. Com o tema “Uma luz para salvar a vida”, deu detalhes sobre como foi o desenvolvimento, juntamente com o falecido Prof. Yoram Salomon, da terapia já disponível em Israel, na Europa, no México e em tramite de aprovação no Brasil pela Anvisa.

A Terapia Fotodinâmica Vascular Dirigida (VTP) com o TOOKAD® demostrou curar câncer de próstata em estádios iniciais em alta porcentagem dos pacientes, e já está sendo pesquisada para outros tipos de câncer. O novo tratamento destrói de forma restrita o tecido cancerígeno sem prejudicar o resto do órgão saudável, portanto não provoca efeitos
colaterais habituais de outras terapias, como por exemplo a impotência. O procedimento é ambulatorial e tem duração aproximada de 90 minutos.

“Combinamos modelos da natureza com tecnologia. Nos organismos vegetais e animais há armas naturais, universais, que servem para destruir os órgãos que não funcionam muito bem. O primeiro passo foi enxergar o tumor maligno como um órgão que funciona errado, e tentar replicar o processo. Finalmente desenvolvemos este sistema que inclui uma droga
fotossensibilizante, o Tookad, que é introduzido no sistema venoso e chega na próstata pelo sangue. Ao iluminar através de uma fibra ótica o local desejado é gerada uma reação em cadeia que acaba destruindo o tumor”, explicou o professor Scherz durante sua palestra.

A transferência tecnológica da ciência básica produzida no Instituto Weizmann de Ciências é conduzida através do Yeda Research & Development, braço de transferência de tecnologia do Instituto Weizmann. Os ensaios clínicos com participação da companhia Steba Biotech e o Hospital Memorial Sloan Kettering Cancer Center são realizados pela transferência de tecnologia e com acordo de royalties, para que a pesquisa
chegue ao paciente na forma de tratamento. O Prof. Scherz, destacou a importância da diversidade para o sucesso do projeto e o ambiente de colaboração entre os pesquisadores envolvidos. “Da primeira ideia guiada pela curiosidade até o medicamento, foram mais de duas décadas de pesquisas”, destacou “mas as próximas indicações da terapia vão demorar muito menos, sete anos no total.”

“Esta pesquisa é disruptiva na área e demostra o grande impacto da ciência produzida no Weizmann, conjugando a excelência dos cientistas e a
multidisciplinaridade da pesquisa”, destacou Mario Fleck, presidente dos Amigos do Weizmann do Brasil.

O Prof. Scherz recebeu numerosos prêmios e é codetentor de 15 patentes que aportaram a base para transferência de tecnologia e estabelecimento de várias Start-ups. Ele estudou na Universidade Hebraica de Jerusalém BSc, MSc e PhD em física, química e biofísica respectivamente. Fez seu pós-doutorado nos Estados Unidos (University of Illinois in Champaign/Urbana e University of Washington em Seattle). Está no Instituto Weizmann de Ciências desde o ano 1983. É membro do Departamento de Plantas e Ciências Ambientais e veio ao Brasil para participar do evento “São Paulo School of Advanced Science on Modern Topics in Biophotonics”, realizado pela USP com apoio da Fapesp, em São Carlos.

Assista a palestra completa no Youtube – clique aqui

A visita teve importante repercussão na mídia:

Pigmento produzido por bactérias aquáticas – FAPESP

Novo tratamento para câncer de próstata não prejudica tecidos saldáveis – Exame

Tratamento inovador contra câncer de próstata desenvolvido no Instituto Weizmann evita impotência – Pretz

Tratamento inovador contra câncer de próstata evita impotência – Notícias R7

Pesquisador do Instituto Weizmann que desenvolveu o Tookad vem ao Brasil – FISESP

Tratamento inovador contra câncer de próstata evita impotência – Gazeta Digital

Palestra com o professor Avigdor Scherz do Instituto Weizmann de Ciências

– Um sopro de esperança no combate ao câncer de próstata – A Tribuna

 

Escola de Verão 2019

Conheça os 4 bolsistas brasileiros da Escola de Verão do Weimann 2019

Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Rio de Janeiro – RJ

Tem 19 anos e cursa Engenharia Mecatrônica na Escola Politécnica na Universidade de São Paulo.

Quando chegou no Colégio Pedro II, teve maior contato com a Matemática através das olimpíadas científicas e o primeiro projeto de Iniciação Científica, focado em Cálculo I no cotidiano, uma matéria que é geralmente ensinada apenas no início da graduação. “Percebi que a matemática mantinha a minha curiosidade viva e contanto que eu estivesse disposta a enfrentar os desafios e a amar cada momento que a ela viesse a me proporcionar, senti que era isso que eu deveria continuar a correr atrás”.

Em 2015 e 2016, conquistou medalhas na Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras e ganhou bolsa para fazer pesquisa na UERJ, através do “Programa Jovens Talentos” da FAPERJ, para desenvolver modelos computacionais que facilitam o ensino de Física na escola. Em 2017, fez outra Iniciação Científica com um projeto em que precisava desenvolver um sensor, tanto o hardware como software, que captasse informações do ambiente a fim de manter condições estáveis para o crescimento de uma plantação de hidropônicas. Em 2018, enquanto se preparava para entrar na faculdade, participou do programa de verão “Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica” na USP, quando construiu seu primeiro robô. “Fiquei impressionada com todo o processo de confecção de um, pois vi que era algo que exigia muito estudo, criatividade e trabalho em equipe. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de começar a desenvolver os meus próprios.”

“Considero que minha determinação ao longo da minha vida acadêmica foram essenciais para fazer eu me identificar com os valores que a ciênciaproporcionam. Cada envolvimento científico que tive até agora me fez crescer de alguma forma, chegando a ser uma preparação para o momento presente – o qual pretendo colocar ideias fora do papel. O Weizmann significa o início de uma nova jornada científica para mim, ainda mais madura e disposta a concretizar o meu sonho de avançar para melhorar a área de saúde mental e bem estar da população. Acredito que estando no Weizmann, minhas respostas virão na forma de adição: de conhecimento, crescimento, e convivência com os demais 79 jovens, nos quais mal posso esperar me inspirar e vivenciar esse momento de descoberta junto.”

Natalia Von Staa Mansur, São Paulo – SP

Tem 18 anos, e atualmente cursa Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo (USP).

Estudou no Colégio Dante Alighieri, onde participou do programa de iniciação científica Cientista Aprendiz desde o oitavo ano. “Meu interesse em ciência se iniciou desde a infância, com minha necessidade quase fisiológica por explicações satisfatórias sobre os fenômenos naturais. Assim, aprender ciência desde jovem foi uma ótima oportunidade de expandir meus horizontes e aprofundar meu conhecimento”

“Depois, no ensino médio, eu comecei a apreciar o impacto da ciência, não somente em explicar, mas também em transformar o mundo. Assim, ao buscar um projeto de pesquisa, eu sempre procurei imaginar formas diferentes de utilizar o conhecimento, especialmente em biologia, para solucionar problemas”. Deste modo, no segundo ano do ensino médio, começou a trabalhar em um laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas, na Universidade de São Paulo (USP). Seu projeto visava avaliar bactérias Pseudomonas putida mutadas no gene phoU, em sua elevação na assimilação de fosfato, buscando uma futura aplicação em águas eutrofizadas.

“Estou muito animada em participar da Escola de Verão do Weizmann. Existe algo de muito especial na imersão científica multidisciplinar proporcionada pelo programa, além de ser fenomenal conhecer diferentes estudantes e professores que compartilham o mesmo amor por ciência.”

Leonardo Azzi Martins, Porto Alegre – RS

Tem 19 anos e estudou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul- rio-grandense (IFSul), onde se formou no Curso Técnico Integrado em Mecatrônica.  “Desde criança sempre sonhei em ser um grande cientista. Tive minha curiosidade pelo mundo aguçada desde a infância, sempre fui inquieto em saber o porquê das coisas e inventar soluções para os problemas. Em 2009, meu avô teve sua perna amputada devido a uma trombose. Por conta disto, quando iniciei o Curso Técnico, resolvi criar o projeto SmartLeg, desenvolvendo uma prótese transfemoral robótica e mais acessível para pessoas como ele. Com este projeto, me tornei o jovem cientista que tanto sonhava ser e me apaixonei pela área da Engenharia Biomédica.

Assim, criei um projeto de pesquisa onde estudei a percepção sensorial e os mecanismos neurais de navegação de indivíduos cegos com objetivo desenvolver um dispositivo de substituição sensorial capaz de auxiliar estas pessoas em explorar ambientes urbanos. Atualmente trabalho como Desenvolvedor de Software na indústria aeroespacial e estou aplicando para o vestibular em Engenharia da Computação.

Encontrei na Escola de Verão do Instituto Weizmann uma oportunidade de dar mais um grande passo em direção à minha carreira na área da Engenharia Biomédica, na qual pretendo me especializar no futuro, pois terei a oportunidade de aprender na prática com os melhores cientistas na área em uma instituição de pesquisa renomada internacionalmente, além de aprender com uma cultura diferente e conhecer jovens cientistas de todo o mundo tão apaixonados pela ciência quanto eu.”

Leia o depoimento do Leonardo.

Patricia Honorato Moreira, Goiânia – GO

Tem 19 anos, durante o ensino fundamental estudou em uma escola pública do seu bairro. Aos 15 anos ganhou uma bolsa de estudos integral em uma escola particular onde teve a oportunidade de integrar um grupo de ciências e robótica, e começar a desenvolver pesquisa cientifica.

“Desde os meus 12 anos eu queria fazer pesquisa, mas não tinha apoio para desenvolver minhas ideias. Aos 15 anos, ganhei uma bolsa de estudos em uma escola particular da minha cidade, lá eu passei a integrar um grupo de ciências e robótica. Durante o tempo que passei nesse grupo, fui desafiada com questões instigantes, constantemente pensando fora da caixa e usando a ciência como minha principal ferramenta. Eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto científico para solucionar a problemática da eutrofização que vem matando milhares de animais aquáticos ao redor do mundo, usando a semente de Moringa oleifera.

Encontei uma maneira de remover os altos índices de nitrogênio e fósforo, principais causas desse processo, e assim, garantir a vida aquática em lagos e rios. Meus esforços já me fizeram deixar a periferia para apresentar meu projeto na NASA e na Universidade de Harvard.”

Esse ano, a Patricia terá a oportunidade de representar o Brasil na Intel Isef 2019 nos Estados Unidos e ICYS 2019 (International Conference of Young Scientists) na Malásia. Atualmente ela está trabalhando para expandir seu projeto para ajudar nos recentes desastres aquáticos nos Rios Paraopeba e Doce nas cidades de Brumadinho e Mariana, Minas Gerais. “É por isso que é tão importante para mim frequentar a Escola de Verão do Weizmann Institute of Science. Isso me aproximará dos meus objetivos com uma carreira na ciência, porque terei a oportunidade única de desenvolver pesquisa em um laboratório de ponta, estabelecer uma rede de contatos com cientistas de renome e compartilhar meu projeto com eles. Enquanto também irei ter uma imersão cultural com outros jovens que como eu, procuram fazer algo que beneficie a sociedade. Minha jornada científica me mostrou que pessoas como nós podem transformar o mundo em um lugar melhor.”

Oportunidade para aluno de mestrado no WIS

Oportunidade para aluno de mestrado no WIS

 

O projeto no laboratório do Prof. Dan Yakir do Instituto Weizmann de Ciências consiste em estudar os efeitos da densidade foliar na temperatura da floresta. Um drone com câmeras térmica e multi-espectral será a principal ferramenta do projeto. Comparação com dados de Eddy-covariance também será utilizada.

Contato: jonathan.muller@weizmann.ac.il

 

Novo Centro de Inovação em Educação Científica

Dr. Yossi Elran

  Novo Centro de Inovação em Educação Científica

Muitos cientistas e educadores têm excelentes ideias como, por exemplo,
um aplicativo para ensinar física ou uma nova maneira de fazer gráficos de
padrões climáticos, mas não sabem como fazer para que estes conceitos
se desenvolvam em projetos. Concebido como um centro de pesquisa,
desenvolvimento e integração para o empreendedorismo na educação
científica o novo Centro identifica ideias inovadoras, iniciativas
promissoras e criativas de dentro do Instituto Davidson do Weizmann ou
oportunidades externas, além de oferecer orientação para avaliar a
sustentabilidade dessas ideias e promover parcerias.

Um dos primeiros projetos a emergir do Centro de inovação é uma série
de vídeos feitos em colaboração com a El Al Israel Airlines, explicando a
ciência por trás do mais novo membro de sua frota: o Dreamliner. Os
clipes de vídeo estão no site da Davidson, e em breve será exibido nos
vôos da El Al Dreamliners.

A incubadora do Centro de Inovação em Educação Cientifica do Instituto
Davidson, está sob a direção do Dr Yossi Elran (foto)

Leia matéria completa: Innovation takes flight

A Fonte da Juventude do Sistema Imunológico

O tratamento elimina células senescentes dos tecidos no camundongo idoso. A tinta azul mostra (acima) as células senescentes em tecido do fígado (Liver) e pulmão (Lung). A quantidade de tinta se reduz marcadamente após tratamento (embaixo)

 A Fonte da Juventude do Sistema Imunológico

O auxílio ao sistema imunológico para limpar células antigas em camundongos idosos ajudou a restaurar características da juventude

Como seria se pudéssemos manter o nosso corpo jovem, saudável e com energia, inclusive à medida que alcançamos a sabedoria da nossa idade. Uma investigação recente do Instituto Weizmann de Ciência sugere que esse sonho pode ser alcançável no futuro, pelo menos parcialmente. Os resultados dessa investigação, liderada pelo Prof. Valery Krizhanovsky e pelo Dr. Yossi Ovadya no Departamento de Biologia Celular Molecular, foram recentemente publicados na revista científica Nature Communications.

A investigação foi iniciada com uma pesquisa sobre a maneira como o sistema imunológico se encontra envolvido numa atividade essencial: limpar células idosas senescentes que são perigosas quando permanecem no organismo. As células senescentes – que não estão completamente mortas mas já sofreram perda de função ou danos irreparáveis – foram associadas com doenças do envelhecimento, promovendo a inflamação. Os investigadores usaram camundongos que não tinham um gene essencial para essa atividade imunológica. Aos dois anos os organismos desses camundongos (idosos, segundo os seus padrões) tiveram uma maior acumulação de células senescentes quando comparados com os camundongos nos quais o gene de remoção dessas células estava intacto. Os camundongos que não tinham o gene tiveram inflamação crônica, e diversas funções do seu organismo ficaram aparentemente diminuídas. Eles também pareciam mais idosos – e morreram mais cedo – do que os camundongos normais.

De seguida, os investigadores administraram um medicamento aos camundongos que inibe a função de proteínas específicas que ajudam as células idosas a sobreviver no seu estado senescente, para ver se isso poderia contribuir para a remoção dessas células do organismo. Os medicamentos foram administrados aos camundongos nos quais o envelhecimento resultava das perturbações que o grupo tinha descoberto no sistema imunológico, bem como aqueles que sofriam de envelhecimento prematuro derivado de um erro genético diferente. Os camundongos submetidos ao tratamento responderam excecionalmente bem ao medicamento: Os testes sanguíneos e de atividade mostraram melhoria, e os tecidos eram muito mais parecidos com os de camundongos jovens. Os cientistas contaram as células senescentes, encontrando muito menos células nos organismos dos camundongos submetidos ao tratamento; e quando procuraram sinais de inflamação, concluíram que o grau também era significativamente menor. Os camundongos submetidos ao tratamento com o medicamento eram mais ativos, e a sua esperança média de vida aumentou.

A investigação do Prof. Valery Krizhanovsky é apoiada pelo Sagol Institute for Longevity Research; o Ilse Katz Institute for Material Sciences and Magnetic Resonance Research; a Rising Tide Foundation; a Quinquin Foundation; o Sr. e a Sra. Bruce Kanter; e o Conselho Europeu de Investigação.

O Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, Israel, é uma das instituições de investigação multidisciplinar melhores classificadas do mundo. Respeitada pela sua ampla exploração das ciências naturais e exatas, o Instituto é a casa de cientistas, alunos, técnicos de pessoal de apoio. Os esforços de investigação do Instituto incluem a pesquisa de novas maneiras de combater a doença e a fome, examinar as principais perguntas de matemática e ciência da computação, investigar as propriedades físicas da matéria e do universo, criar materiais originais e desenvolver novas estratégias para proteger o ambiente.

Brasil no International Board Meeting do Instituto Weizmann de Ciências

Mariano Zalis é nomeado membro do International Board do Instituto Weizmann de Ciências


70º International Board Meeting

O 70º International Board Meeting do Instituto Weizmann de Ciências aconteceu entre os dias 4 e 7 de novembro, reunindo amigos e colaboradores do mundo todo. Neste ano, celebrou-se 70 anos de avanços na ciência em Israel.

Os quatro dias do evento foram marcados por homenagens àqueles cujo apoio facilitou o sucesso do Instituto e apresentações de pesquisas inovadoras, novos cientistas, centros e cátedras.

Prof. Mariano Zalis, sexto brasileiro a integrar o Conselho Internacional

Durante o encontro, Mariano Zalis, doutor em Genética, professor adjunto de Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diretor de Genômica do Grupo Oncoclínicas e vice-presidente dos Amigos do Weizmann do Brasil foi nomeado membro do Conselho Internacional, para emprestar o seu expertise e liderança no cumprimento da missão do Instituto.

Dentre a exposição dos doutorandos que apresentaram a ciência do amanhã, destacou-se a palestra do carioca Rafael Stern, que para pesquisar mudanças climáticas utiliza um laboratório móvel dentro de um caminhão que ele mesmo conduz para testar como se adaptam os diferentes tipos de vegetação a condições variadas do ambiente.

 

Rafael Stern, doutorando brasileiro, apresenta a pesquisa que desenvolve sobre mudanças climáticas na sessão: “Encontro com o Futuro da Ciência”

Leia mais: Rafael Stern

 

José Antunes, Mario Fleck e Mendel Szlejf com Rafael Stern


Os grupos do Brasil, México e Argentina aproveitaram a passagem por Israel para uma expedição arqueológica em Jerusalém com a Profa. Elisabetta Boartetto, chefe da Unidade de Arqueologia Científica do Instituto
, e que através de seus estudos está literalmente mudando a história de Jerusalém.

Leia mais: Cientista quer recontar história de Jerusalém

 

Grupo da América Latina com a Profa. Elisabetta Boaretto nos túneis do Muro das Lamentações

Medicina Personalizada: sucesso da Genética, Big Data, Machine Learning e Colaboração com os médicos

  Medicina Personalizada: sucesso da Genética, Big Data, Machine Learning e Colaboração com os médicos

 

Cientistas do Instituto Weizmann de Ciências (WIS) e médicos hemato-oncologistas de Israel desenvolveram uma nova tecnologia que permite criar o perfil detalhado do mieloma, o segundo câncer do sangue mais comum.

O mieloma múltiplo acontece quando as células da medula que produzem anticorpos se proliferam fora de controle. Cada paciente é único e os testes de sangue são incapazes de identificar a doença no início, bem como classificar qual paciente precisa de qual tratamento.

A nova tecnologia publicada na Nature Medicine permite identificar a genética única das células tumorais tanto em estádios pré-cancerosos como em pós-tratamento e recaída.

História: o médico Dr. Guy Ledergor e o pesquisador Dr. Assaf Weiner, do grupo do Prof. Ido Amit, do Departamento de Imunologia do WIS, junto ao Prof. Amos Tanay, do Departamento de Matemática Aplicada e Regulação Biológica e Ciências da Computação, pensaram que um método altamente sensível desenvolvido pelo grupo poderia ser uma nova forma de enfrentar o mieloma múltiplo. O novo método sequencia o RNA em milhares de células individuais do sangue do paciente ou da medula óssea, permitindo capturar o programa genético específico que está ativo em cada célula.

O Programa Bench to Bedside (da bancada ao leito) do WIS liderado pelo prof. Gabi Barbash ajudou a recrutar a colaboração de todos os departamentos de hemato-oncologia de Israel. Sequenciando dezenas de milhares de células de pacientes e de pessoas saudáveis (grupo controle), concluiu-se que as pessoas saudáveis tinham perfis similares, mas os pacientes tinham perfil heterogêneo, que podia até ser mais de um em cada  indivíduo.

Os pesquisadores usaram enfoque de Machine learning para identificar células malignas em dezenas de milhares de células. Este rastreamento pode ser útil para diagnosticar sinais iniciais de muitas doenças no estádio pré-canceroso ou recaídas pós-quimioterapia, sendo parte de um enfoque personalizado. Permitirá que sejam tomadas decisões baseadas no perfil individual das células de cada paciente.

“Estamos desenvolvendo colaborações similares entre pesquisadores baseados em hospitais e pesquisadores de ciência básica para avançar no diagnóstico e tratamento de  outras doenças” disse o Prof. Gabi Barbash.

“Até agora, a analise genômica de uma única célula estava confinada a um número pequeno de laboratórios de pesquisa.

Estamos constantemente empurrando os limites desta tecnologia para convertê-la em uma  erramenta diagnóstica” disse prof. Amit.

“Estamos ingressando em uma era que o Big data e a Machine learning vão possibilitar aos médicos obter novas perspectivas e compreender doenças devastadoras como o mieloma múltiplo” – disse o Dr. Weiner. “No futuro, talvez os médicos possam seguir as doenças em tempo real, em cada paciente, e tratar de forma personalizada antes da aparição dos sintomas“ – acrescentou o Dr. Ledergor.

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