Israel

Satélite isreelense para entender o universo


Satélite Israeli para entender o universo

O Instituto Weizmann de Ciências e a Agência Espacial de Israel lideram este projeto internacional para procurar explosões cósmicas e buracos negros

Israel planeja construir um novo tipo de satélite científico de apenas 160 kg que será lançado no ano 2023. O ULTRASAT terá um telescópio projetado para observar o universo de uma maneira como nunca foi visto antes, ele vai operar em uma gama de luz que é normalmente invisível (ultravioleta) com um campo de visão muito grande. “Essa configuração única nos ajudará a responder a algumas das grandes questões da astrofísica”, diz o pesquisador principal,  Prof. Eli Waxman, do Instituto Weizmann de Ciências. Isso inclui o processo de formação de estrelas densas de nêutrons que se fundem e emitem ondas gravitacionais, como os buracos negros supermassivos governam seu entorno, como as estrelas explodem, de onde vêm os elementos pesados do universo, quais são as propriedades das estrelas que poderiam ter planetas habitáveis e muito mais.

Leia mais: Next-Gen Israeli Satellite to Seek out Cosmic Explosions and Black Holes

Startup produz corantes alimentares naturais “made in” Weizmann

Startup produz corantes alimentares naturais “made in” Weizmann

Devido ao número cada vez maior de consumidores que apresentam reações aos corantes alimentares artificiais, substitui-los por cores naturais, seguras e estáveis e de forma rentável, é o objetivo da Phytolon, uma nova startup que utiliza uma tecnologia desenvolvida no Instituto Weizmann de Ciências.

Há anos, o Prof. Asaph Aharoni e seu grupo no Departamento de Ciências Ambientais e de Plantas, aplicam técnicas genômicas avançadas para mapear os genes específicos de pigmentos vegetais chamados betalaínas. As betalaínas dão a cor as beterrabas e buganvílias e vão de tons de roxo escuro para amarelo. Os cientistas  criaram também a levedura  geneticamente modificada para produzir betalaínas  em quantidade. Agora o Yeda,  braço de transferência de tecnologia do Instituto Weizmann assinou o acordo de licenciamento para dar a Phytolon os direitos exclusivos desta tecnologia. A Startup já está trabalhando em escalar a produção.

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Patricia Honorato Moreira

Conheça os 4 bolsistas brasileiros da Escola de Verão do Weimann 2019

Patricia Honorato Moreira, Goiânia – GO

Tem 19 anos, durante o ensino fundamental estudou em uma escola pública do seu bairro. Aos 15 anos ganhou uma bolsa de estudos integral em uma escola particular onde teve a oportunidade de integrar um grupo de ciências e robótica, e começar a desenvolver pesquisa cientifica.

“Desde os meus 12 anos eu queria fazer pesquisa, mas não tinha apoio para desenvolver minhas ideias. Aos 15 anos, ganhei uma bolsa de estudos em uma escola particular da minha cidade, lá eu passei a integrar um grupo de ciências e robótica. Durante o tempo que passei nesse grupo, fui desafiada com questões instigantes, constantemente pensando fora da caixa e usando a ciência como minha principal ferramenta. Eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto científico para solucionar a problemática da eutrofização que vem matando milhares de animais aquáticos ao redor do mundo, usando a semente de Moringa oleifera.

Encontei uma maneira de remover os altos índices de nitrogênio e fósforo, principais causas desse processo, e assim, garantir a vida aquática em lagos e rios. Meus esforços já me fizeram deixar a periferia para apresentar meu projeto na NASA e na Universidade de Harvard.”

Esse ano, a Patricia terá a oportunidade de representar o Brasil na Intel Isef 2019 nos Estados Unidos e ICYS 2019 (International Conference of Young Scientists) na Malásia. Atualmente ela está trabalhando para expandir seu projeto para ajudar nos recentes desastres aquáticos nos Rios Paraopeba e Doce nas cidades de Brumadinho e Mariana, Minas Gerais. “É por isso que é tão importante para mim frequentar a Escola de Verão do Weizmann Institute of Science. Isso me aproximará dos meus objetivos com uma carreira na ciência, porque terei a oportunidade única de desenvolver pesquisa em um laboratório de ponta, estabelecer uma rede de contatos com cientistas de renome e compartilhar meu projeto com eles. Enquanto também irei ter uma imersão cultural com outros jovens que como eu, procuram fazer algo que beneficie a sociedade. Minha jornada científica me mostrou que pessoas como nós podem transformar o mundo em um lugar melhor.”

Leia o depoimento da Patricia.

Natalia Von Staa Mansur

Conheça Natalia, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Natalia Von Staa Mansur, São Paulo – SP

Tem 18 anos, e atualmente cursa Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo (USP).

Estudou no Colégio Dante Alighieri, onde participou do programa de iniciação científica Cientista Aprendiz desde o oitavo ano. “Meu interesse em ciência se iniciou desde a infância, com minha necessidade quase fisiológica por explicações satisfatórias sobre os fenômenos naturais. Assim, aprender ciência desde jovem foi uma ótima oportunidade de expandir meus horizontes e aprofundar meu conhecimento”

“Depois, no ensino médio, eu comecei a apreciar o impacto da ciência, não somente em explicar, mas também em transformar o mundo. Assim, ao buscar um projeto de pesquisa, eu sempre procurei imaginar formas diferentes de utilizar o conhecimento, especialmente em biologia, para solucionar problemas”. Deste modo, no segundo ano do ensino médio, começou a trabalhar em um laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas, na Universidade de São Paulo (USP). Seu projeto visava avaliar bactérias Pseudomonas putida mutadas no gene phoU, em sua elevação na assimilação de fosfato, buscando uma futura aplicação em águas eutrofizadas.

“Estou muito animada em participar da Escola de Verão do Weizmann. Existe algo de muito especial na imersão científica multidisciplinar proporcionada pelo programa, além de ser fenomenal conhecer diferentes estudantes e professores que compartilham o mesmo amor por ciência.”

Leia o depoimento do Natalia.

Leonardo Azzi Martins

Conheça Leonardo, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Leonardo Azzi Martins, Porto Alegre – RS

Tem 19 anos e estudou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul- rio-grandense (IFSul), onde se formou no Curso Técnico Integrado em Mecatrônica.  “Desde criança sempre sonhei em ser um grande cientista. Tive minha curiosidade pelo mundo aguçada desde a infância, sempre fui inquieto em saber o porquê das coisas e inventar soluções para os problemas. Em 2009, meu avô teve sua perna amputada devido a uma trombose. Por conta disto, quando iniciei o Curso Técnico, resolvi criar o projeto SmartLeg, desenvolvendo uma prótese transfemoral robótica e mais acessível para pessoas como ele. Com este projeto, me tornei o jovem cientista que tanto sonhava ser e me apaixonei pela área da Engenharia Biomédica.

Assim, criei um projeto de pesquisa onde estudei a percepção sensorial e os mecanismos neurais de navegação de indivíduos cegos com objetivo desenvolver um dispositivo de substituição sensorial capaz de auxiliar estas pessoas em explorar ambientes urbanos. Atualmente trabalho como Desenvolvedor de Software na indústria aeroespacial e estou aplicando para o vestibular em Engenharia da Computação.

Encontrei na Escola de Verão do Instituto Weizmann uma oportunidade de dar mais um grande passo em direção à minha carreira na área da Engenharia Biomédica, na qual pretendo me especializar no futuro, pois terei a oportunidade de aprender na prática com os melhores cientistas na área em uma instituição de pesquisa renomada internacionalmente, além de aprender com uma cultura diferente e conhecer jovens cientistas de todo o mundo tão apaixonados pela ciência quanto eu.”

Leia o depoimento do Leonardo.

Constanza Maria Reis da Silva Mariano

Conheça a Constanza, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Rio de Janeiro – RJ

Tem 19 anos e cursa Engenharia Mecatrônica na Escola Politécnica na Universidade de São Paulo.

Quando chegou no Colégio Pedro II, teve maior contato com a Matemática através das olimpíadas científicas e o primeiro projeto de Iniciação Científica, focado em Cálculo I no cotidiano, uma matéria que é geralmente ensinada apenas no início da graduação. “Percebi que a matemática mantinha a minha curiosidade viva e contanto que eu estivesse disposta a enfrentar os desafios e a amar cada momento que a ela viesse a me proporcionar, senti que era isso que eu deveria continuar a correr atrás”.

Em 2015 e 2016, conquistou medalhas na Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras e ganhou bolsa para fazer pesquisa na UERJ, através do “Programa Jovens Talentos” da FAPERJ, para desenvolver modelos computacionais que facilitam o ensino de Física na escola. Em 2017, fez outra Iniciação Científica com um projeto em que precisava desenvolver um sensor, tanto o hardware como software, que captasse informações do ambiente a fim de manter condições estáveis para o crescimento de uma plantação de hidropônicas. Em 2018, enquanto se preparava para entrar na faculdade, participou do programa de verão “Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica” na USP, quando construiu seu primeiro robô. “Fiquei impressionada com todo o processo de confecção de um, pois vi que era algo que exigia muito estudo, criatividade e trabalho em equipe. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de começar a desenvolver os meus próprios.”

“Considero que minha determinação ao longo da minha vida acadêmica foram essenciais para fazer eu me identificar com os valores que a ciênciaproporcionam. Cada envolvimento científico que tive até agora me fez crescer de alguma forma, chegando a ser uma preparação para o momento presente – o qual pretendo colocar ideias fora do papel. O Weizmann significa o início de uma nova jornada científica para mim, ainda mais madura e disposta a concretizar o meu sonho de avançar para melhorar a área de saúde mental e bem estar da população. Acredito que estando no Weizmann, minhas respostas virão na forma de adição: de conhecimento, crescimento, e convivência com os demais 79 jovens, nos quais mal posso esperar me inspirar e vivenciar esse momento de descoberta junto.”

Leia o depoimento do Constanza.

Física: Prova da existência de um fenômeno nunca observado

Física: Prova da existência de um fenômeno nunca observado

Há vinte anos, o professor de física do Instituto Weizmann de Ciências Victor Steinberg e seu grupo descreveram um novo tipo de turbulência, o fluxo viscoelástico. Agora pela primeira vez observaram provas de um fenômeno associado a esta turbulência, as ondas elásticas. A turbulência elástica pode explicar as propriedades dos fluídos dentro das células, o que tem grande importância para biotecnologia.

Leia mais: Space physics – elastic waves last

Profa. Michal Schwartz recebeu o Prêmio EMET em Biomedicina

Profa. M. Schwartz na palestra na CIP

Profa. Michal Schwartz recebeu o Prêmio EMET em Biomedicina

A Profa. Michal Schwartz, cientista do Instituto Weizmann de Ciências que os brasileiros tiveram oportunidade de conhecer na visita que fez ao Brasil em outubro de 2016, recebeu o Prêmio EMET em Biomedicina, em reconhecimento aos grandes resultados da sua pesquisa de imunologia cerebral e seu o impacto no envelhecimento e na demência.

A Profa. Schwartz é reconhecida internacionalmente pelas suas contribuições revolucionárias que mostram o papel do sistema imunológico na manutenção da saúde do cérebro. Seus estudos forneceram a base para o desenvolvimento recente de uma imunoterapia para tratar a doença de Alzheimer, aproveitando o sistema imunológico para apoiar o cérebro. A nova abordagem foi capaz de reduzir os sintomas e até mesmo reverter a perda cognitiva em modelos animais. A abordagem de imunoterapia é um potencial game changer no tratamento de condições neurodegenerativas.

Algoritmo que prevê a resposta imune a um patógeno poderá melhorar os diagnósticos

Crédito: Weizmann Institute of Science

Algoritmo que prevê a resposta imune a um patógeno poderá melhorar os diagnósticos

Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências desenvolveram um algoritmo que pode
prever o início de doenças como tuberculose. Foi publicado na Nature communications pela equipe do Dr. Roi Avraham, do Departamento de Regulação Biológica.

Saiba mais First impressions go long way immune system

Prof. Ilan Koren cientista do Instituto Weizmann no Brasil

Crédito da foto: Weizmann Institute of Science

O cientista estuda as mudanças climáticas

Prof. Ilan Koren do Departamento das Ciências da Terra e Planetárias do Instituto Weizmann de Ciências, está em São Paulo até dia 4 de agosto, convidado pela Escola São Paulo de Ciência Avançada (SPAS) na Universidade de São Paulo (USP). O curso patrocinado pela FAPESP, tem o objetivo de reunir os cientistas jovens com os pesquisadores referentes na sua área no mundo todo.

Sobre o curso.

Nascido em Tel Aviv, o Prof. Korem fez graduação, mestrado e doutorado no departamento de Geofísica e Ciências Planetárias da Universidade de Tel Aviv e passou três anos fazendo pesquisa pós doutoral no Centro de Pesquisa em Clima e Radiação do Centro Goddard da NASA. As grandes perguntas que ele faz são: Estamos enfrentando mudanças climáticas? Se a resposta é sim, o quanto é devido a atividade humana? Como iso afeta o ciclo da água?

O Prof Koren é um apaixonado pelas nuvens. Observa elas por cima e por baixo, segue a sua evolução no tempo e no espaço a procura de entender as complexidades da física da chuva. E é assim que o time do Prof. Korem pesquisa os mecanismos de evolução das chuvas e as nuvens, e como são afetadas por as mudanças climáticas devido as atividades humanas.

Esta no WIS desde 2005 e hoje lidera uma pesquisa que recebeu €14 milhões do Conselho de Pesquisa Europeio (European Research Council (ERC) em conjunto com outros dois cientistas de Israel (Technion), e da Alemanha. O enfoque, chamado Tomografia de nuvens, usa algoritmos inspirados na TC dos médicos, mas para reunir as imagens das estruturas externas e internas das nuvens em 3D, assim como a concentração de gotas de água no interior. A missão científica espacial CloudCT coordena uma frota de 10 pequenos minissatélites do tamanho de uma caixa de sapatos que alcançarão pequenos campos das nuvens, que ficam perdidas nas tecnologias de sensoriamento remoto, assim se espera resolver alguns dos problemas da previsão do tempo.

Saiba mais:
Breaking through the clouds

Koren