Weizmann

Educação científica para todos, by Weizmann

Educação científica para todos,  by Weizmann

O Davidson Institute, braço de Educação Científica do Instituto Weizmann de Ciências (WIS), tem um papel vital na criação de programas de alfabetização científica em Israel. Ouça neste episódio do WeizmannVoices, o podcast do WIS, uma conversa com sua diretora geral a Dra.  Liat Ben-David. Ela mostra uma visão do trabalho do Instituto Davidson que pode ser considerado um modelo global.
 

Um novo caminho para bloquear o câncer ósseo infantil

 

Um novo caminho para bloquear o câncer ósseo infantil

 

Estudo em camundongos mostrou que a redução de um determinado sinal hormonal evita que o câncer cresça e se espalhe.

O Sarcoma de Ewing é um câncer ósseo que aparece principalmente em adolescentes. Uma vez que se espalha para órgãos distantes é difícil de tratar.  Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências descobriram novas interações moleculares e propuseram um tratamento promissor através de um estudo em camundongos. Estes resultados foram publicados recentemente na revista Cell Reports.

 

Saiba mais: A New Route to Blocking Children’s Bone Cancer

Medicina personalizada: exame de sangue para risco de câncer de pulmão


Medicina personalizada: exame de sangue para risco de câncer de pulmão

A procura por câncer de pulmão se faz escolhendo as pessoas pela idade ou tabagismo, e muitos não fumantes ficam de fora dos exames preventivos. Desconhecem assim o risco individual e iniciam mais tarde o tratamento. Agora, cientistas do instituto Weizmann de Ciências (WIS), junto com pesquisadores da Universidade de Cambridge (UK) propõem um novo protocolo de busca através de um exame de sangue. Se baseia na capacidade individual do paciente e reparar os danos no DNA.

O teste do Prof. Zvi Livneh e a doutora Tamar Paz-Elizur do departamento de Ciências Biomoleculares do WIS, considera a atividade de três enzimas reparadoras de DNA através das quais as células respondem aos danos genéticos. Na pesquisa envolvendo 150 pacientes de câncer e 143 pessoas sadias demostraram que uma pontuação baixa no índice de reparação de DNA se associava a um risco 5 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão. Além disso, no grupo dos pacientes, este teste permitiria identificar quem responde melhor a imunoterapia. Um grande avanço no caminho da medicina personalizada!

Leia mais: DNA’s smoking gun

Weizmann Talks Escola de Verão 2019

 

Weizmann Talks 2019 17 de setembro, na CIP SP

No Weizmann Talks do dia 17 de setembro, na CIP SP, Constanza Maria Reis da Silva Mariano, Natalia Von Staa Mansur, Leonardo Azzi Martins e Patrícia Honorato Moreira emocionaram o público ao dividirem as experiências dos projetos realizados durante o mês de julho no Instituto Weizmann de Ciências (WIS). Eles foram os bolsistas, patrocinados pela Associação de Amigos do Weizmann no Brasil, após um intenso processo de seleção aberto a todo país.

Durante quase duas horas, os jovens deram relatos sobre como se sentiram ao saberem que ganharam a bolsa para o programa e do projeto desenvolvido por cada um, enfatizando o acesso aos mais modernos laboratórios e a troca de experiência com mais de 80 alunos provenientes de 15 países diferentes, mas que segundo eles, são todos muito parecidos e têm em comum o mesmo amor pela ciência.

Eles também falaram sobre os passeios que fizeram por Israel, da vivência no deserto, da interdisciplinaridade que encontraram no Weizmann e da política de “portas abertas” do WIS, onde cientistas e pesquisadores de renome abriram as portas de seus laboratórios para os estudantes. Também frisaram como foi enriquecedor entender a cultura e vivenciar o dia a dia em um país tão pequeno, mas que preserva sua história e seu passado e que causa um impacto tão grande no mundo. Não faltaram agradecimentos ao Grupo de Amigos do Weizmann, por ter propiciado essa experiência inesquecível e transformadora.

O evento também contou com a presença de Rafael Carlos Alves da Lima, bolsista de 2016. Morador da periferia de São Paulo, emocionou a todos com sua história de superação. Ele, que estudou em uma “escola de lata” hoje cursa a Universidade de Dartmouth nos Estados Unidos e já viajou para mais de 100 países.

“O Brasil faz ciência de excelente nível, porém temos que tornar a ciência brasileira uma propriedade de todos os brasileiros. É isso que estamos fazendo hoje, investindo nesses jovens que tiveram uma experiência profundamente transformadora e que impactará suas vidas”, destacou a Profa. Regina P. Markus, vice-presidente dos Amigos do Weizmann e que esteve à frente de todo o processo seletivo para a Escola de Verão.

“Quando assistimos a apresentação desses jovens, e vemos o sorriso, o brilho nos olhos e os resultados alcançados, sabemos que estamos no caminho certo. Nós crescemos quando vocês crescem. Em Israel vocês tiveram oportunidade de conhecer uma realidade sem filtro, sem “fake News” e isso para nós é motivo de orgulho e engrandecimento”, complementou o presidente dos Amigos do Weizmann, Mario Fleck.

Saiba mais sobre a experiência dos bolsistas de 2019:

Leonardo tem interesse por tecnologia, mas durante o período na Escola de Verão, estudou uma proteína descoberta no Instituto Weizmann que pode causar a morte das células e assim gerar doenças. Ele disse que adorou trabalhar manipulando bactérias, cultivando células no laboratório e purificando proteínas, bem como a emoção de conhecer o pesquisador que fez a descoberta desta proteína.

Constanza trabalhou na área de pesquisa de escala atómica. Destacou como o mundo atómico é muito pequeno e exige equipamento sofisticado. Ela participou do desenvolvimento de um microscópio reverso capaz de tirar fotos da estrutura subatómica dos materiais.

Já a vivência da Natália foi na Biologia. Na sua apresentação, falou das bactérias que não produzem doenças como “amiguinhas”, as que produzem doenças como “priminhas do mal” e da pesquisa, da conveniência de “entender os inimigos para poder lidar com eles”. Estudou uma bactéria (Salmonela sp.) que reconhece um sinal quando tem por perto uma célula de defesa, e que poderia acabar com ela. Então prepara uma resposta biológica capaz de deixar a célula de defesa (chamada macrófago), segundo Natália, “mansinha”.

Patrícia, estudou sobre como as árvores sobrevivem no clima extremo de Israel, no laboratório de Ciências Ambientais. Ela, que já desenvolveu um método para despoluir lagos, emocionou-se quando relatou que nunca tinha visto o mar, e em Israel conheceu o Mar Morto, o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo. “Agora quero despoluir os mares”, concluiu.

 

 

Melanoma: importante avanço para reconhecer os pacientes que respondem melhor à imunoterapia

Melanoma: importante avanço para reconhecer os pacientes que respondem melhor à imunoterapia.

Graças aos novos tratamentos de imunoterapia, as mortes por melanoma caíram bastante nos últimos anos. Porém, muitos pacientes não respondem à terapia e a Profa. Yardena Samuels do departamento de Biologia Celular Molecular do Instituto Weizmann de Ciencias queria saber o por quê.

A sua nova pesquisa mostrou que os tumores menos propensos a ser afetados pelo sistema imunológico, o que reduz a chance de que a imunoterapia seja eficaz, são aqueles com células que se diferenciaram em subtipos mais diversificados. “Descobrimos que para prever o sucesso da imunoterapia, é melhor testar o número de subtipos de células e seu lugar na árvore filogenética do que a carga de mutações “, diz a Profa. Samuels. “Analisamos também dados dos pacientes com melanoma submetidos à imunoterapia, e encontramos uma alta correlação entre esses fatores e o sucesso do tratamento. Pretendemos usar este sistema experimental que criamos para trabalhar no desenvolvimento de protocolos personalizados aplicáveis para pacientes oncológicos. ”

Os resultados desta pesquisa, foram publicados na revista Cell, e aponta também novos caminhos para a pesquisa de vacinas contra o câncer. A investigação foi realizada em animais pelos Dr. Yochai Wolf e DR. Osnat Bartok  do Laboratorio da Profa. Samuels e participaram também cientistas dos Departamentos de Imunologia e do Centro Nacional para a Medicina Personalizada Nancy and Stephen Grand, do Instituto Weizmann de Ciências,   da Escola de Medicina Hadassah da Universidade Hebraica, do Technion, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA e as universidades de Cambridge e  de Londres (UK).

A Profa. Samuels é diretora do Weizmann–Brasil Tumor Bank.

 

Saiba mais:

Cancer Protocols: A New Approach to Predicting Treatment Outcomes

Banco de Tumores

Satélite isreelense para entender o universo


Satélite Israeli para entender o universo

O Instituto Weizmann de Ciências e a Agência Espacial de Israel lideram este projeto internacional para procurar explosões cósmicas e buracos negros

Israel planeja construir um novo tipo de satélite científico de apenas 160 kg que será lançado no ano 2023. O ULTRASAT terá um telescópio projetado para observar o universo de uma maneira como nunca foi visto antes, ele vai operar em uma gama de luz que é normalmente invisível (ultravioleta) com um campo de visão muito grande. “Essa configuração única nos ajudará a responder a algumas das grandes questões da astrofísica”, diz o pesquisador principal,  Prof. Eli Waxman, do Instituto Weizmann de Ciências. Isso inclui o processo de formação de estrelas densas de nêutrons que se fundem e emitem ondas gravitacionais, como os buracos negros supermassivos governam seu entorno, como as estrelas explodem, de onde vêm os elementos pesados do universo, quais são as propriedades das estrelas que poderiam ter planetas habitáveis e muito mais.

Leia mais: Next-Gen Israeli Satellite to Seek out Cosmic Explosions and Black Holes

Startup produz corantes alimentares naturais “made in” Weizmann

Startup produz corantes alimentares naturais “made in” Weizmann

Devido ao número cada vez maior de consumidores que apresentam reações aos corantes alimentares artificiais, substitui-los por cores naturais, seguras e estáveis e de forma rentável, é o objetivo da Phytolon, uma nova startup que utiliza uma tecnologia desenvolvida no Instituto Weizmann de Ciências.

Há anos, o Prof. Asaph Aharoni e seu grupo no Departamento de Ciências Ambientais e de Plantas, aplicam técnicas genômicas avançadas para mapear os genes específicos de pigmentos vegetais chamados betalaínas. As betalaínas dão a cor as beterrabas e buganvílias e vão de tons de roxo escuro para amarelo. Os cientistas  criaram também a levedura  geneticamente modificada para produzir betalaínas  em quantidade. Agora o Yeda,  braço de transferência de tecnologia do Instituto Weizmann assinou o acordo de licenciamento para dar a Phytolon os direitos exclusivos desta tecnologia. A Startup já está trabalhando em escalar a produção.

Leia mais: All Natural Color

Patricia Honorato Moreira

Conheça os 4 bolsistas brasileiros da Escola de Verão do Weimann 2019

Patricia Honorato Moreira, Goiânia – GO

Tem 19 anos, durante o ensino fundamental estudou em uma escola pública do seu bairro. Aos 15 anos ganhou uma bolsa de estudos integral em uma escola particular onde teve a oportunidade de integrar um grupo de ciências e robótica, e começar a desenvolver pesquisa cientifica.

“Desde os meus 12 anos eu queria fazer pesquisa, mas não tinha apoio para desenvolver minhas ideias. Aos 15 anos, ganhei uma bolsa de estudos em uma escola particular da minha cidade, lá eu passei a integrar um grupo de ciências e robótica. Durante o tempo que passei nesse grupo, fui desafiada com questões instigantes, constantemente pensando fora da caixa e usando a ciência como minha principal ferramenta. Eu tive a oportunidade de desenvolver um projeto científico para solucionar a problemática da eutrofização que vem matando milhares de animais aquáticos ao redor do mundo, usando a semente de Moringa oleifera.

Encontei uma maneira de remover os altos índices de nitrogênio e fósforo, principais causas desse processo, e assim, garantir a vida aquática em lagos e rios. Meus esforços já me fizeram deixar a periferia para apresentar meu projeto na NASA e na Universidade de Harvard.”

Esse ano, a Patricia terá a oportunidade de representar o Brasil na Intel Isef 2019 nos Estados Unidos e ICYS 2019 (International Conference of Young Scientists) na Malásia. Atualmente ela está trabalhando para expandir seu projeto para ajudar nos recentes desastres aquáticos nos Rios Paraopeba e Doce nas cidades de Brumadinho e Mariana, Minas Gerais. “É por isso que é tão importante para mim frequentar a Escola de Verão do Weizmann Institute of Science. Isso me aproximará dos meus objetivos com uma carreira na ciência, porque terei a oportunidade única de desenvolver pesquisa em um laboratório de ponta, estabelecer uma rede de contatos com cientistas de renome e compartilhar meu projeto com eles. Enquanto também irei ter uma imersão cultural com outros jovens que como eu, procuram fazer algo que beneficie a sociedade. Minha jornada científica me mostrou que pessoas como nós podem transformar o mundo em um lugar melhor.”

Leia o depoimento da Patricia.

Natalia Von Staa Mansur

Conheça Natalia, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Natalia Von Staa Mansur, São Paulo – SP

Tem 18 anos, e atualmente cursa Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo (USP).

Estudou no Colégio Dante Alighieri, onde participou do programa de iniciação científica Cientista Aprendiz desde o oitavo ano. “Meu interesse em ciência se iniciou desde a infância, com minha necessidade quase fisiológica por explicações satisfatórias sobre os fenômenos naturais. Assim, aprender ciência desde jovem foi uma ótima oportunidade de expandir meus horizontes e aprofundar meu conhecimento”

“Depois, no ensino médio, eu comecei a apreciar o impacto da ciência, não somente em explicar, mas também em transformar o mundo. Assim, ao buscar um projeto de pesquisa, eu sempre procurei imaginar formas diferentes de utilizar o conhecimento, especialmente em biologia, para solucionar problemas”. Deste modo, no segundo ano do ensino médio, começou a trabalhar em um laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas, na Universidade de São Paulo (USP). Seu projeto visava avaliar bactérias Pseudomonas putida mutadas no gene phoU, em sua elevação na assimilação de fosfato, buscando uma futura aplicação em águas eutrofizadas.

“Estou muito animada em participar da Escola de Verão do Weizmann. Existe algo de muito especial na imersão científica multidisciplinar proporcionada pelo programa, além de ser fenomenal conhecer diferentes estudantes e professores que compartilham o mesmo amor por ciência.”

Leia o depoimento do Natalia.

Leonardo Azzi Martins

Conheça Leonardo, bolsista da Escola de Verão do Weimann 2019

Leonardo Azzi Martins, Porto Alegre – RS

Tem 19 anos e estudou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul- rio-grandense (IFSul), onde se formou no Curso Técnico Integrado em Mecatrônica.  “Desde criança sempre sonhei em ser um grande cientista. Tive minha curiosidade pelo mundo aguçada desde a infância, sempre fui inquieto em saber o porquê das coisas e inventar soluções para os problemas. Em 2009, meu avô teve sua perna amputada devido a uma trombose. Por conta disto, quando iniciei o Curso Técnico, resolvi criar o projeto SmartLeg, desenvolvendo uma prótese transfemoral robótica e mais acessível para pessoas como ele. Com este projeto, me tornei o jovem cientista que tanto sonhava ser e me apaixonei pela área da Engenharia Biomédica.

Assim, criei um projeto de pesquisa onde estudei a percepção sensorial e os mecanismos neurais de navegação de indivíduos cegos com objetivo desenvolver um dispositivo de substituição sensorial capaz de auxiliar estas pessoas em explorar ambientes urbanos. Atualmente trabalho como Desenvolvedor de Software na indústria aeroespacial e estou aplicando para o vestibular em Engenharia da Computação.

Encontrei na Escola de Verão do Instituto Weizmann uma oportunidade de dar mais um grande passo em direção à minha carreira na área da Engenharia Biomédica, na qual pretendo me especializar no futuro, pois terei a oportunidade de aprender na prática com os melhores cientistas na área em uma instituição de pesquisa renomada internacionalmente, além de aprender com uma cultura diferente e conhecer jovens cientistas de todo o mundo tão apaixonados pela ciência quanto eu.”

Leia o depoimento do Leonardo.